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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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RecomendadoYakuza 6: Song of Life - Análise - A chama do dragão

Kamurocho tem mais encanto na hora da despedida.

Não é usual encontrarmos um protagonista de uma série fortemente cinematográfica ver o seu papel perdurar tanto no tempo. Normalmente, uma trilogia é suficiente para esmifrar um herói, antes de passar o testemunho a uma nova personagem. Kazuma Kiryu, a estrela - gangster coração de ouro -, de Yakuza, conheceu o primeiro jogo de acção ainda no tempo de produção da PlayStation 2, em 2005. Com seis episódios centrais e dois "spinoffs", as narrativas em torno de Kazuma ganharam um peso decisivo nesta construção de uma ficcional Tóquio moderna, sobretudo uma interpretação da Yakuza nipónica, um sub-mundo povoado de gangsters, onde se confrontam poderes e se ceifam vidas em jogadas de risco, enquanto a cidade, inspirada em Tóquio, fervilha como grande metrópole e assiste à correlação de forças.

Ainda que com um grau de dificuldade acima da média dos jogos da Psikyo, Dragon Blaze é uma agradável surpresa e um dos melhores da sua apreciável lista de "shmups". Depois de Sengoku Aces, Strikers 1945, Gunbird e Tengai, em 2000 a produtora japonesa entra numa nova fase de produções, que a levará a Dragon Blaze e Zero Gunner 2. Todos os jogos mencionados foram já lançados pela Zerodiv, um repertório retro que permite aos proprietários de uma Nintendo Switch experimentar alguns dos melhores "shmups". Ao cabo destas experiências e tempo de contacto com Dragon Blaze, para lá da especialidade deste título, destaca-se uma imagem muito forte e um modo de execução tipicamente Psykio, bastante diferente de uma Cave, produtora de "shmups" orientados para o típico "bullet hell", nos quais a profusão de balas no ecrã é largamente superior.

ACA Neo Geo Sengoku 3 - Retro

Espírito samurai.

Muito embora a SNK tenha abandonado a produção de hardware doméstico antes da viragem do milénio, nem a situação de falência por que passou a companhia, em 2000, a impediu de continuar a produzir jogos, muitos deles das suas mais importantes franquias. Apesar dos anos conturbados de 2000 a 2003, a transição para a SNK Playmore transformou-se num pilar de estabilidade de uma empresa que continuava a olhar para o mercado das arcadas como uma opção rentável.

Publicado em 1995 nas plataformas AES, CD e MVS (todas da SNK), Aero Fighters 3 chega um ano depois de Aero Fighters 2 e quatro anos depois do original. "Scrooler" vertical que reaproveita grande parte da jogabilidade dos anteriores, apresenta novos níveis, novos "bosses" e um grau de dificuldade mais elevado, tornando mais complexa a sobrevivência. A meio da década de 1990 a Video System detinha já uma boa base de jogos publicados.

Nintendo Switch vai receber colecção Sega Ages

Cerca de 15 jogos, a cuidado do estúdio M2 o mesmo dos 3D Sega Classics

A Sega revelou na Fes 2018 que está a preparar uma nova colecção de jogos clássicos para a Nintendo Switch. Trata-se do volume Sega Ages e deverá proporcionar acesso a jogos como Sonic The Hedgehog, Phantasy Star, Thunder Force IV, Golden Axe e Streets of Rage.

Sega regressa às consolas com Mega Drive Mini

Edição comemorativa dos 30 anos da clássica 16-bit.

Para comemorar os 30 anos do lançamento da Sega Mega Drive, a Sega anunciou hoje, num evento em Tóquio, a Mega Drive Mini, uma consola ao jeito das NES e SNES Mini lançadas pela Nintendo.

É oficial, a Sega anunciou ao final da manhã de sábado em Tóquio (2:30 em Portugal) o lançamento de Shenmue I e II para as consolas da actual geração e PC. É algo que os fãs queriam ver concretizado há imenso tempo, na sequência da produção do terceiro capítulo da saga, financiada através do Kickstarter e ainda em desenvolvimento.

Os americanos conseguem transformar qualquer modalidade desportiva, por mais desinteressante que seja, num espectáculo, e isso acaba por distingui-los. Há umas décadas, viam o futebol como um jogo aborrecido, mas hoje é diferente. Já enchem estádios, acolhem alguns dos maiores jogadores (apesar de estarem já em final de carreira), vibram entusiasticamente sempre que acontecem golos de bandeira, e começam a olhar para o futebol europeu de outra forma. Depois há as modalidades que são suas, das quais nunca abdicam; a NBA, a final do Super Bowl, o basebol, entre muitas outras. Por cá é ao contrário, só algumas minorias acompanham os desportos norte-americanos de maior envergadura. Basta abrir um dos três diários desportivos. Cerca de 90% dos conteúdos versam sobre futebol. As intrigas e polémicas, as arbitragens e as crónicas de um presidente inimputável (perdoem-me os adeptos do Alvalade, mas para um clube com aquela História, mereciam muito melhor) ocupam um jornal de uma ponta à outra.

Sengoku Blade/Tengai oferece uma visão futurista do Japão feudal - Retro

Ninjas, maquinaria a vapor e lendas, também na Nintendo Switch.

Depois de Sol Divide: Sword of Darkness, a editora japonesa Zerodiv lançou na semana passada o jogo Sengoku Blade para a Nintendo Switch, um "shooter" mais tradicional, produzido pela Psikyo em 1996. Ainda nesse ano, para lá da versão arcade, a Psikyo produziu uma versão para a Sega Saturn, então muito popular no Japão, que nunca haveria de chegar ao ocidente. Apesar da menor performance da consola por estas bandas, durante anos a Saturn registou níveis de vendas muito interessantes no Japão. Lá acabou por ser um sucesso, ainda que tenha ficado abaixo da notável performance da PlayStation. Todavia, isso não impediu que a Saturn se tornasse numa espécie fortaleza de "shmups", sendo quase vista como sucessora da PC-Engine, a consola que mais "shmups" e "shooters" contém nas suas fileiras.

Dada a ausência de Professor Layton e Ace Attorney, nesta fase da 3DS, o quadro dos jogos de investigação e de índole policial ficou estagnado. Para colmatar as significativas ausências, a Nintendo apresentou Detective Pikachu, uma produção do estúdio Creatures, sedeado em Tóquio e filial do grupo The Pokémon Company, detentor de um vasto currículo na série Pokémon. Tendo em conta o potencial desta presente edição que tem como protagonista o detective Pikachu, há uma expectativa positiva em torno da sua performance. O eventual sucesso abrirá as portas a uma sequela. E, em bom rigor, é bem provável que consiga, o que é merecido em função de uma certa frescura que emana deste título.

Originalmente criado por Alex Ward (Criterion) no começo do milénio para o trio de consolas de então (PlayStation 2, GameCube e Xbox), Burnout absorveu muito do ADN arcade, mas singrou à custa de uma identidade própria, alimentado pela tecnologia Renderware. O jogo proporcionou corridas "point-to-point" de uma intensidade avassaladora, em estradas e vias repletas de trânsito, pelas quais circular em contra-mão se tornava num exercício de sobrevivência: até que ponto poderiam avançar sem um embate ao mesmo tempo que amealhavam pontos? Os primeiros jogos ainda são bons, mas nos anos seguintes a 2001 a Criterion expandiu-se e concretizou ainda mais ideias neste arcade racer, já sob a alçada da Electronic Arts, depois de superada a bancarrota da Acclaim. Alex Ward continuou a dirigir uma equipa que tornava a formula vibrante. Burnout tornou-se sinónimo de corridas loucas, insanas e quase sem-limites, especialmente em Takedown.

A semana passada a editora japonesa Zerodiv regressou à eShop da Switch com mais uma novidade na sua já considerável lista de produções do famoso estúdio japonês Psikyo, notabilizado pelo carimbo arcade ao longo da década de 1990. Tendo já confirmado outras produções do mesmo estúdio na híbrida da Nintendo (Taisen Hot Gimmick e amanhã Sengoku Blade: Sengoku Ace episode II), Sol Divide: Sword of Darkness é a recente entrega, um jogo diferente e em certa medida especial.

O meu tempo em torno de Pure Farming 2018 revelou-se bem mais proveitoso do que julgava. E no entanto este é daqueles jogos que nos mantém ocupados ao longo de grandes jornadas. Afinal, estamos perante um simulador agrícola, com toda a organização e extenso núcleo de tarefas. A minha dúvida - dado que nunca experimentei um destes simuladores - prendia-se com a naturalidade com que iria desempenhar as tarefas. Se era um jogo rápido na adaptação e entrada na produção agrícola, ou se teria que passar por longos diálogos e fases aborrecidas.

EA confirma continuidade de Davide Astori em FIFA

Só os items do jogador não estão disponíveis no modo Ultimate.

O futebol europeu sofreu um abalo, há semanas, pelo desaparecimento trágico do capitão da Fiorentina, Davide Astori. Convocado 14 vezes para a selecção italiana, morreu aos 31 anos no passado dia 4 de Março, devido a um problema cardíaco súbito.

Quando a Sony lançou Gran Turismo na PlayStation nos últimos meses de 1995, as experiências de condução arcade ainda ocupavam um papel importante no género, muitas delas impondo-se facilmente perante os esparsos lançamento para consolas. Claro que havia outras soluções para computador, e as máquinas 32 bit começavam a receber algumas versões relevantes oriundas do PC, como Need For Speed. Mas a Polyphony Digital desenvolveu Gran Turismo, a peça que daria outra velocidade à engrenagem dos jogos de condução automóvel. Os dois primeiros jogos da série, em especial o segundo, asseguraram uma conjugação plena de vários domínios, pondo num só título carros desportivos de elevada performance, de grandes marcas, a par dos grandes bólides de competição em circuitos icónicos e imaginários.

Attack on Titan 2 - Análise

A queda do muro.

A popularidade do anime e manga japonês tem levado muitas editoras a apostarem na conversão para formato videojogo. Attack on Titan é um desses alvos apetitosos, anime que arrancou 2013 para uma primeira temporada composta por 25 episódios. Seguiu-se uma segunda temporada, quatro anos depois, composta por mais 11 episódios, estando previsto o começo da terceira temporada para este ano. A anime é uma adaptação manga com o mesmo nome criada por Hajime Isayama. A série (e o jogo) acontece num mundo onde os humanos foram encurralados por criaturas gigantescas chamadas Titãs (titans). São criaturas enormes, desafiando os arranha-céus em altura e apresentam-se num formato humano mas sem pele, exibindo a sua grande musculatura.

World of Warriors - Análise

Caderneta de guerreiros.

Depois do lançamento em 2014 nas plataformas iOS e Android, em 2014, a produtora britânica Mind Candy desenvolveu uma versão exclusiva para a PlayStation 4, com o apoio da Sony. World of Warriors é assim mais uma opção neste arranque de primavera, a transitar do mobile para as consolas. O jogo é essencialmente um "fighting game", só que ao invés de apresentar uma grelha de lutadores personalizados, leva o jogador a desbloquear novos lutadores - mini-warriors - sempre que sobe de nível. Há uma forte vertente de coleccionismo - de apanhá-los a todos -, lutadores com características, movimentos e poderes especiais diferenciados. Samurais, romanos, vikings, espartanos, etc.

Flinthook - Análise

Quem pára este pirata espacial?

Publicado em Abril do ano passado para a Xbox One, PS4 e Windows, esta interessante produção do estúdio canadiano Tribute Games, sedeado em Montreal, acaba de conhecer uma versão para a Nintendo Switch. É um entre muitos "indies" que entram semanalmente e directamente para a eShop, encontrando um apoio suplementar e, nalguns casos, um pouco mais de notoriedade. Apesar da recuperação, Flinthook também se destaca pelos méritos que promove, em especial a mecânica gancho, a partir da qual se arvora uma experiência desafiante.

Contrariamente ao que possa sugerir o título do jogo, este curioso e bem conseguido "shmup" integrado no subgénero "bullet hell" provém de um pequeno estúdio independente canadiano, o Doragon Entertainment. Uma pesquisa rápida pelo site torna clarividente a devoção por tudo o que é "shmup" japonês. O "One man indie development studio" tem a base em Vancouver e é especialista nos "arcade shooters" japoneses. No seu histórico de lançamentos constam Danmaku Unlimited 2, sendo o mais recente este Danmaku Unlimited 3 (DU3), lançado em Março do ano passado para o Steam e plataformas "mobile". Um ano depois viaja até à sensação do momento, a Switch.

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