Woah. Custa acreditar que se passaram quase cinco meses desde que apresentamos o Confronto: Round 27, o mais recente dos nossos artigos de comparações multi-plataformas. Aqui, num esforço para compensar pela falha, está uma comparação dos jogos mais interessantes que nos apareceram, com a promessa de mais coberturas no próximo mês.

Apesar de nenhum destes títulos aqui cobertos nesta apresentação são compras absolutas, é igualmente justo dizer que cada um deles tem os seus encantos únicos, e num mercado onde jogos com apenas um par de meses sofrem descontos brutais, mesmo um jogo com uma nota de 6/10 na Eurogamer pode providenciar muito valor quando o preço é o certo.

Aqui está uma rápida lista dos títulos que cobrimos desta vez:

Como é o caso com os mais detalhados, expansivos Confrontos de um só jogo, providenciamos galerias de imagens comparativas, vídeos de confronto e análises de performance para cada jogo. No caso de TRON: Evolution, existe mesmo métricas de performance PS3 2D vs. 3D porreiras para verem.

Estamos perto do Natal e a Digital Foundry fecha por um breve período antes da insanidade recomeçar no Ano Novo. No entanto, antes de irmos, vamos olhar para as versões da demo Xbox 360 e PS3 do muito aguardado Dead Space 2 marcada para chegar a 21 de Dezembro, antes de passarmos para a altamente aguardada amostra PS3 de Mass Effect 2 no dia seguinte...

Splatterhouse

Xbox 360 PlayStation 3
Tamanho do disco 5.1GB 5.24GB
Instalação 5.1GB (opcional) -
Suporte Surround Dolby Digital Dolby Digital, 5.1LPCM, DTS

Numa era onde jogos mainstream são tão caros de desenvolver, é raro que uma editora tenha a coragem para mergulhar no seu catálogo arcade com décadas e ressuscitar uma série envelhecida para um novíssimo lançamento a preço completo. A Capcom tentou com o altamente divertido, apesar de sem sucesso comercialmente, Bionic Commando, e agora é a vez da Namco Bandai com o reboot encharcado de sangue do seu infame beat' em up com 20 anos, Splatterhouse.

Uma nota de 8/10 na Eurogamer aponta para uma experiência de jogo agradável se bem que limitada, mas é justo dizer que Splatterhouse não pode ser criticado de uma perspectiva de comparação entre plataformas, porque os lançamentos Xbox 360 e PlayStation 3 do jogo são efectivamente idênticos. Este vídeo de Confronto demonstra o quanto aproximado os dois jogos são.

De uma perspectiva tecnológica, Splatterhouse não é muito impressionante, mas a constituição visual do jogo – em particular o seu estilo cel-shaded - ajuda a cobrir algumas das suas deficiências. Primeiro aqui está a resolução. É definitivamente sub-HD em ambas as plataformas – reconhecemos 1024x579. Anti-aliasing também parece estar presente em ambos os sistemas na forma de 2x multi-sampling, que parece estar ofuscado na maioria dos casos por efeitos de pós-processamento levados a cabo no processo de renderização. A seu favor, o jogo é sincronizado verticalmente em ambos os sistemas, assegurando que a consistência visual do jogo não é afectada pelo screen-tear.

Splatterhouse aspira atingir os 30 fotogramas por segundo, mas é claro que o motor tem reais problemas em manter o rácio de fotogramas desejado em ambos os sistemas:

Temos muito pouco em termo de cut-scenes que genuinamente testam a performance do motor, portanto a oportunidade de testar a renderização do jogo em situações idênticas é bem limitada. Ao invés disso, podemos olhar para como as duas versões lidam dentro dos mesmos níveis durante a jogabilidade. Neste caso, é claro de ver que tanto a PlayStation 3 como a Xbox 360 têm problemas para lidar com as exigências colocadas sobre a tecnologia. Vemos rácios de fotogramas tipicamente a flutuar bem loucamente entre 20FPS e 30FPS em ambas as plataformas.

Ao longo de uma série de vídeos é seguro dizer que nenhuma versão comanda qualquer tipo de sustentável, tangível vantagem sobre o outro, e certamente de uma perspectiva visual os jogos são inteiramente idênticos com apenas a habitual diferença nas cores entre as duas consolas a providenciar qualquer tipo de diferença imediatamente aparente.

Splatterhouse é um jogo com um apelo altamente para nichos: um lançamento que providencia entusiasmo beat' em up simplista, repetitivo e da velha guarda com enormes quantidades de sangue. Presta efectiva homenagem ao seu conceito original, fazendo apenas o suficiente para ser um credível lançamento da era das consolas HD – e apesar de ter muitas falhas, pelo menos o jogo em si é efectivamente idêntico em ambas as plataformas.

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Sobre o Autor

Richard Leadbetter

Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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