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Xbox 360 vs. PlayStation 3: Confronto 28

Splatterhouse, Nail'd, Blood Stone, TRON: Evolution e The Force Unleashed II.

James Bond 007: Blood Stone

Xbox 360 PlayStation 3
Tamanho do disco 6.6GB 6.3GB
Instalação 6.6GB (opcional) 3765MB (obrigatória)
Suporte Surround Dolby Digital Dolby Digital, 5.1LPCM, DTS

Tem sido um ano difícil para o veterano estúdio Bizarre Creations. Com o excelente no geral Blur a ser bem criticado mas a falhar em traduzir-se em vendas substanciais, James Bond 007: Blood Stone pode bem ser o canto de cisne da companhia. Enquanto o jogo teve uma fraca prestação nas vendas, a Activision foi rápida no acto de começar o processo ou de desmantelar completamente a companhia ou então vende-la à melhor oferta. Após 16 anos de criação sólida e excelente de jogos é justo dizer que a firma nunca mais vai ser a mesma, independente do seu destino.

Se Blood Stone for o último jogo da Bizarre, é também seguro dizer que não é o melhor trabalho do estúdio, nem de longe, mas pelo menos acaba com estrondo. Muitos deles. Blood Stone move-se de uma cena definida para cena definida numa forma arriscada, e a acção é renderizada usando o que parece ser o mesmo motor de ponta que deu vida ao extremamente impressionante Blur. Portanto, em teoria então, isto deve significar que temos uma experiência multi-plataformas muito, muito aproximada.

Um vídeo de comparação do mais recente e talvez último título da Bizarre. Lembrem-se de usar o botão de ecrã completo ou carreguem na ligação em baixo para obter mais deste vídeo.

Tecnicamente, definitivamente parece ser o caso que Blood Stone tem muito em comum com o seu parente de corridas. Tanto Blood Stone como Blur correm a 720p nativos, com o jogo Xbox 360 a correr completos 4x MSAA enquanto que a PS3 tem 2X MSAA com um filtro de blur adicional adicionado (é difícil assegurar pelas imagens mas as probabilidades são as de serem os mesmos elementos de blur half pixel que a Bizarre empregou anteriormente). Em Blur, o cenário passava pelo jogador tão rapidamente que a descida nos visuais era leve no seu melhor. No entanto, em Blood Stone, a jogabilidade opera a um passo mais calmo – como esperariam de um third-person shooter - e portanto o blur é um pouco mais fácil de ver e tem mais impacto na qualidade visual geral.

Existe apenas uma pequena sugestão de compromisso na PS3, com um efeito de reflexo na água de menor precisão, e uma sugestão do estranho mapa de texturas/normal de menor resolução – se bem que o último pode simplesmente ser um efeito secundário do filtro de blur empregue, que serve mesmo para disfarçar muito do detalhe fino. No entanto, a estranha semelhança de Bond a Paul Whithouse parece ser consistente ao longo de ambas as plataformas.

Novamente, similarmente a Blur, Blood Stone corre a 30 fotogramas por segundo muito suaves em ambas as plataformas, e o movimento sente-se sólido e fluído graças a um conseguido filtro de motion blur. Quando esse nível de performance não pode ser mantido, o jogo larga a v-sync e o tearing é introduzido. Isto ocorre em ambas as plataformas. No entanto, em Blur vimos algumas cenas que claramente favoreciam a PS3 – o cenário em Brighton em particular, com o seu louco leque de luzes dinâmicas.

Assim o é com Blood Stone. Não existe um nível massivo de diferença aqui, mas demonstra mesmo que isto não é um port - a Bizarre Creations pegou na tecnologia de renderização em diferentes direcções em ambas as plataformas HD, resultando em vantagens e desvantagens para cada consola.

Análises mostram um rácio de fotogramas sólido em ambos os sistemas, com o jogo PS3 a oferecer uma pequena vantagem na performance em certas cenas.

A experiência geral de jogar este jogo em ambas as consolas é muito equivalente, portanto se estão a pensar em comprar como pechincha pós Natal, não tem que ser particularmente minucioso quanto à versão que vão acabar por comprar. No entanto, no pesar das forças relativas e fraquezas dos jogos vai dar mesmo a como muitas das vantagens e desvantagens de cada jogo são notórias durante o curso geral do jogo.

O pequeno aumento na performance que vemos na versão PlayStation 3 do jogo é bem vinda, mas uma fugidia vantagem de meio segundo. Não é como se a experiência de jogo 360 tem quaisquer reais problemas com o rácio de fotogramas ou screen tear. No entanto, por outro lado, o filtro de blur empregue na versão PS3 é um efeito sempre presente e apesar de dificilmente um problema no seu próprio direito, numa comparação lado a lado com o jogo 360 é claramente a solução abaixo do óptimo, comparada com a pureza dos 4x MSAA.

O que é consistente em ambas as versões é a implementação do codificador de vídeo Bink para a sequência de créditos. A Activision claramente deu-se a trabalhos para criar uma sumptuosa sequência de introdução para o jogo, completa com a exclusiva música de Joss Stone. Portanto ter a qualidade de vídeo diminuída tão dramaticamente pelo envelhecido compressor de vídeo é um pouco duro. Existe cerca de 200MB de sobra no DVD 360, e gigabites de espaço que resta no Blu-ray PS3, portanto é surpreendente que tenham permitido ter um aspecto tão pobre.

A escolha entre as versões Xbox 360 e PS3 do jogo não é realmente um grande factor na decisão de compra. Se o jogo deve ser comprado sequer é de maior importância, uma vez que Blood Stone não entusiasmou os analistas no seu lançamento ( como a análise de 5/10 para a Eurogamer de Vítor Alexandre demonstra). Voltar a jogar o jogo recentemente para os propósitos deste artigo, é claro que é uma espécie de jogo de duas metades. Em termos tecnológicos, é um bom exercício para as consolas, elaborado solidamente e graficamente muitas vezes impressionante. Definitivamente ajuda a apagar muitas das memórias desagradáveis do último esforço de Bond, Quantum of Solace.

No entanto, enquanto alguns dos elementos furtivos funcionam muito bem, as impressões gerais são que o design de jogabilidade de Blood Stone não estão à altura da sua excelente tecnologia. Comparem e contrastem com Uncharted 2, por exemplo, e é caro que como um third person shooter a jogabilidade da Bizarre simplesmente não se compara às referências colocadas pelo melhor dos melhores. As secções de condução, que julgariam que o estúdio fosse capaz de lidar com aprumo, também falham em entusiasmar.

Isto não é dizer que Blood Stone é um mau jogo, mas por detrás dos visuais impressionantes existe uma distinta sensação que a jogabilidade é velha e com falta de surpresas. Pode na mesma ser solidamente divertido em momentos, portanto se uma pechincha na casa dos 25 euros surgir, poderiam certamente ter muito pior.

Sobre o Autor

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Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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