Tekken 6

Nestes frente-a-frente falamos muitas vezes de resoluções sub-HD, e normalmente uma versão que corre com menos pixeis que a outra em geral é obviamente uma coisa má. O Tekken 6 é uma excepção à regra, e um dos jogos multi-plataformas mais intrigantes que tive a oportunidade de estudar a fundo. Pelo menos na XBox360, podes escolher entre a resolução sub-HD (1024x576) e a renderização nativa com a resolução de 1365x768. Tudo o que precisas de saber é se queres ou não ter o blur activo.

Além da versão PlayStation 3 de Tekken 6 ter uma resolução sub-HD, existe o bónus de ter uma suavização de margens se deixarmos de lado o desfoque, e isso não há na 360. Mais prós e contras desta bizarra situação podem ser vistos na entrada de blog do DF, mas basta dizer, que Tekken 6 irá mostrar que a qualidade da imagem, em casos muito, muito raros não é só uma questão de resolução. O filtro adicional em Tekken faz com que o sub-HD em ambas as plataformas dê uma vantagem à versão Xbox 360, quando corre em excesso de 720p.

Para o efeito do frente-a-frente, colocamos o jogo no modo padrão em termos de gráficos. Isso quer dizer que está sempre com o motion blur neste vídeo comparação.

Embora em termos de gráficos e conteúdos do jogo sejam basicamente iguais em ambas as plataformas, uma coisa é certa, a Namco merece os créditos por fazer uso do espaço de armazenamento do formato Blu-ray. A maior parte dos jogos multi-plataformas que temos cobrido no frente-a-frente poderiam caber num DVD dual-layer. Mas não acontece com Tekken 6: o jogo é um gigante com 20GB, contra os normais 6.7GB num DVD de dupla camada da Xbox 360. Portanto, com 13 gigas a mais, para onde é que eles foram?

A resposta é bastante óbvia: A Namco forneceu duas codificações diferentes para os conteúdos de vídeo, dependendo da consola. O DVD tem menor largura de banda para o vídeo, e claro pior qualidade. Mais que isso, em alguns vídeos(por exemplo o vídeo de Tekken sobre a história antes do modo Scenario), o frame-rate cresce de 30FPS da XBox 360 para 60FPS na PS3.

É muito bom vermos certo reconhecimento para com as capacidade de armazenamento do disco Blu-ray, mas convém sublinhar que as diferenças não são extremamente importantes para o inteiro conjunto. Aumentar a largura de banda poderá trazer algo contra: dobrar o bitrate não dobra a qualidade. Mas, à parte disso, existem tantos jogos que têm essa característica, e mesmo assim têm uma inexplicável baixa qualidade de vídeo na PS3, e ver a Namco a gastar o seu tempo nestes fantásticos vídeos CG é uma mudança refrescante.

Existe ainda outro agradável toque: Igual ao Soul Calibur IV da Namco e Ridge Racer 7, os possuidores de uma PS3 têm a possibilidade de instalar o jogo no disco duro e aumentar a velocidade do tempo de loading. É exigido mais ou menos 3GB, embora a instalação seja opcional, é altamente recomendável porque o temos de loading na Xbox 360 e PS3 é algo lento.

Em termos de gameplay, para alguém que na sua carreira como jogador já passou por todos os Tekken até à data, tenho que admitir que é muito difícil achar algo de entusiasmante no que a Namco nos entregou. Não interpretem ma - existe muito pouco para escolher entre a versão PS3 ou Xbox 360, ambas são praticamente iguais, mas a falta de inovação está a começar a moer..

A franquia de Tekken costumava ser acessível, cheia de efeitos alternativos, em comparação com os decepcionantes ultra-hardcore da franquia Virtua Fighter, e por essa razão nós o adorávamos. No entanto, desde Tekken 3 em diante o principal objectivo do jogo parecia ficar cada vez mais apertado e mais apertado - cada sequela era efectivamente uma revisão do seu antecessor, com muita pouca progressão, e poucas funcionalidades, que apenas um adepto ultra-empenhado conseguirá ficar entusiasmado. O refinamento e os novos elementos são bons para os fãs de longa data, mas em termos de jogabilidade é praticamente o mesmo. O jogo parece antigo e moribundo, mesmo com esta limpeza de cara.

O Soul Calibur IV conseguiu escapar a isto, com a inclusão de um poderoso e divertido sistema de personalizar as personagens, mas o Tekken nem isso tem, antes existe um sistema de personalização demasiado limitado. Em vez disso, a abordagem de Tekken o de trazer de volta o sistema KO pelo novo sistema Rage. Também tomaram de "emprestado" de Dead or Alive o sistema de arenas multi-níveis, e permite enviares o teu adversário para fora do chão para mais combos, onde não podes fazer nada se estiveres do lado errado.

Tudo isso, em conjunto com o desajeitado gameplay e graficamente horrível Tekken Force(aka Scenario Mode) faz de Tekken 6 um decepcionante lançamento. No entanto, se gostares do estilo de luta old-school de Tekken, é difícil argumentar que não irás dar uns pontapés neste - está melhor, e as personagens adicionais são realmente novas e interessantes, e todos as personagens estão desbloqueadas desde o início, e num género que tem pouco apoio por parte das editoras, a vinda de Tekken é estranhamente um conforto.

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Sobre o Autor

Richard Leadbetter

Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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