Super Street Fighter IV

Super combo!

Depois de um longo período sabático a Capcom recuperou, para bem dos entusiastas, a boa velha tradição dos lutadores de rua, pela força, confiança e entusiasmo postos em Street Fighter IV, uma entrada envolvida num misto de arrojo e risco pela equipa liderada por Yoshinori Ono, coadjuvado pelo não menos importante e determinante Ikeno, o designer que tem sido ao longo dos anos um seguro pilar em termos de direcção artística para a série.

Mas ainda na fase de desenvolvimento e antes de estrear nos salões de jogos, vislumbrava-se matéria suficiente, entre inovação, design e um equilíbrio notável em termos de jogabilidade para que os “fighting games" voltassem a ter uma nova referência. Street Fighter IV está por aí; em casa, nos combates on-line quando se tenta aperfeiçoar as técnicas, mas também fora de portas, aberto às transmissões em directo dos grandes torneios e até Daigo Humeara renasceu para a competição internacional, onde se sente como um peixe na água.

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Tal como Red Cyclone, T-Hawk deve ser mantido à distância.

Perante um caso de enorme sucesso para o qual foi inevitável a qualidade e valor do produto, a Capcom decidiu que podia dar mais, sedimentar as expectativas dos jogadores, de forma a pegar no melhor e torná-lo soberbo, dilatando as opções de jogo através de conteúdos que jamais poderiam caber numa forma de DLC. Não que esta passagem seja inédita por parte da Capcom. Quer nas versões II, Alpha (Zero) e III os melhoramentos sucessivos do jogo para a nova fase faziam parte do processo de evolução, muitas vezes por força de um maior equilíbrio que se pretendia garantir nas versões arcade, sempre preferidas na década de noventa.

Contudo e numa fase em que a competição arcade, com todo o furor que lhe era associado, está a diminuir e perder relevância nos mercados asiático e norte-americano, basta considerar que os grandes torneios já se praticam por intermédio das consolas às quais basta ligar dois sticks (a parceria entre a Madcatz e a Capcom finalmente abriu a oferta para a procura que lhe estava associada – jogos deste calibre não se exploram devidamente a partir do tradicional comando), esta passagem de SF IV para a forma Super absorve mais em termos de oferta e patrocina para além de uma reajuste no balanço e equilíbrio da jogabilidade um novo leque de opções determinantes.

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Dahlsim beneficia aqui do apoio dos seus adeptos.

O jogo continua prometido para a próxima primavera e ainda há que contar com o preço económico que a Capcom referiu aquando do anúncio oficial. Na prática este jogo traz mais do que novos lutadores e modos de jogo. E se o número inicial de 25 lutadores disponíveis era algo capaz de impor respeito, o acrescento de oito personagens, pelo menos oficialmente admitido para já, dispara para 33 possibilidades de combinação, criando um misto de novas forças em confronto. Pelo menos o Red Cyclone (Zangief) terá agora a companhia de outro Golias capaz de o encostar à rede, o T-Hawk, para além do regresso do homem das maracas e de um sorriso aberto que põe à mostra todas as armas brancas, Dee Jay. Juri é uma nova lutadora e põe em prática uma série de golpes baseados em Taekwon.

Entretanto outros lutadores foram revelados, nomeadamente Cody e Guy, provenientes do Final Fight. Para os apreciadores do estilo Muay Thai, a técnica de combate baseada nos golpes através dos cotovelos e do joelho, Sagat continua a ser um dos mais badalados nesta quarta edição, sendo que para a versão super terá de medir forças com o seu aluno Adon, uma personagem extremamente ágil. O conjunto de personagens já divulgadas pela Capcom perfaz um total de seis, pelo que, no mínimo, duas vagas ainda permanecem em aberto, não sendo de excluir que Ono venha a seguir as sugestões adiantadas pelos fãs no sentido de fecharem o grupo tendo por base um lutador mediático de Street Fighter III. Se até ao lançamento do jogo não forem acrescentadas novas personagens, é provável que mais nenhuma seja adicionada através de DLC. Para Ono essa possibilidade traria desvantagens para os jogadores que não façam a descarga.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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