Xbox 360 vs. PlayStation 3: Confronto 28 • Página 4

Splatterhouse, Nail'd, Blood Stone, TRON: Evolution e The Force Unleashed II.

TRON: Evolution

Xbox 360 PlayStation 3
Tamanho do disco 5.9GB 4.8GB
Instalação 5.9GB (opcional) 1965MB+ (dinâmica)
Suporte Surround Dolby Digital Dolby Digital, 5.1LPCM, DTS

TRON: Evolution é um jogo que oferece pouco que é novo, entusiasmante ou genuinamente surpreendente, mas o que indiscutivelmente dá ao jogador é uma experiência de plataformas sólida o suficiente, vestida em visuais conseguidos em termos estilísticos que são facilmente geridos pelo motor Unreal Engine 3 da Epic.

Com a estranha excepção ao longo dos últimos anos, o UE3 tem maioritariamente entregue um ambiente de desenvolvimento multi-plataformas que oferece praticamente o mesmo exacto jogo em ambas a Xbox 360 e PlayStation 3 com muito pouco em termos de diferenças. Historicamente, os donos da Xbox 360 têm a tendência a beneficiar de um nível de performance ligeiramente maior e de alguns efeitos visuais bónus, mais é justo dizer que a diferença diminuiu e é com títulos como TRON: Evolution que as diferenças que permanecem – tal como são – são a bem dizer irrelevantes.

No entanto, o estúdio Propaganda Games adicionou um par de apetecíveis ingredientes exclusivos PS3, tais como suporte PlayStation Move assim como uma implementação de 3D estereoscópico para ecrãs com HDMI 1.4 e vamos cobrir esses um pouco mais tarde. Para ter uma ideia do quão aproximado o jogo é, verifiquem o obrigatório vídeo de comparação.

Definitivamente um dos mais aproximados títulos multi-plataformas que vimos em algum tempo. Lembrem-se de usar o botão de ecrã completo ou a ligação HD para uma imagem maior.

O Unreal Engine 3 contém este jogo muito bem – o estúdio teve uma visão específica que confiou muito mais na direcção artística do que em puxar a proeza de renderização do motor. Ambas as versões operam a 720p nativos sem anti-aliasing ( o muitas vezes enfraquecido 2x MSAA muitas vezes encontrado nos títulos UE3 Xbox 360 está definitivamente omitido aqui, igualando então a constituição do framebuffer PS3).

Como está, existem apenas um ou duas diferenças no aspecto do jogo. O chão brilhante parece conter reflexos de maior resolução na PlayStation 3, enquanto que o efeito penetrante de brilho é claramente mais poderoso na Xbox 360. Isto são coisas pequenas na verdade, porque o aspecto e sensação gerais são assinalavelmente aproximados entre as duas versões do jogo... Portanto e quanto ao nível de performance?

Assinalavelmente, TRON: Evolution consegue manter os 30FPS apenas com problemas de screen-tear menores.

As análises de performance revelam um jogo que está esquivamente fixo nos 30 fotogramas por segundo em ambas as plataformas (se bem que mais tarde encontramos algumas cenas que introduziram um pequeno tearing em ambas as plataformas, mas nada que realmente afecte o desfrutar do jogo) o que é um pouco raro para um título Unreal Engine 3. Sugere que os visuais estilizados pelos quais a Propaganda optou não causam muito esforço no motor da Epic – um bom exemplo de como arte conseguida pode na mesma criar um jogo de aspecto porreiro sem ter que puxar muito pelos recursos do sistema até ao máximo.

Isto é realçado pelo facto de o estúdio se sentir confiante o suficiente para adicionar suporte para 3D estereoscópico exclusivamente para a versão PlayStation 3 do jogo. Não parece ter havido qualquer tentativa para reduzir o conteúdo visual – é na mesma 720p nativos sem qualquer anti-aliasing - sugerindo que o "poder não tocado" foi empregue na elaboração de vistas feitas à medida para cada olho. É claro, no entanto, que os recursos de sobra não são bem o suficiente para cobrir a carga adicional que o 3D coloca sobre o jogo sem afectar a performance.

No modo 3D, a performance é um pouco variável, oferecendo qualquer coisa entre 20FPS a 30FPS a qualquer momento, e existe uma notória carga de tearing também. Aqui está uma segunda análise de performance a qual as mesmas exactas cenas são analisadas em ambos os modos 2D e 3D. Como o tearing é basicamente não existente no modo 2D ( certamente nestas cenas), eliminamo-lo completamente desta análise, deixando apenas os dados do tear 3D.

Como a elaboração interna do frambuffer é essencialmente duas imagens 720p no topo e fundo, o tearing desce do olho esquerdo para o direito. Pelo meio do gráfico (por volta da linha dos 15FPS) é onde o tear muda.

Neste vídeo, comparamos cut-scenes geridas pelo motor em TRON: Evolution na PS3 a correr tanto em 2D como em 3D.

Com o modo 3D activo, é justo dizer que o jogo é na mesma jogável, se bem que mais instável e existe uma espécie de estranha sensação quando o screen tear entra – principalmente porque a qualquer momento o tear é apenas visível a um olho a qualquer dado momento. Em Gran Turismo 5 (e mesmo na demo E3 do novo MotorStorm) é quase imperceptível. No entanto, aqui, similarmente a WipEout HD, é uma história diferente, manifestando-se quase como uma espécie de centelha maioritariamente no olho esquerda. Muito estranho, e combinado com o rácio de fotogramas inferior, é um pouco desanimador.

Existe também uma real sensação que o efeito 3D é um pouco sem sentido. Esperariam que os visuais estilizados e a frequentemente expansiva distância de visão iriam adicionar uma majestosa escala e sensação de profundidade à cidade cibernética, mas estariam enganados – é uma experiência estranhamente achatada. A seu favor, o jogo é um dos poucos que permite-te ajustar a paralaxe (basicamente ajustar a "força" do efeito 3D, como podem com o slider na 3DS), por isso isto pode ajudar alguns, mas no geral o efeito 3D em TRON: Evolution simplesmente falhou em impressionar no nosso equipamento.

Os exclusivos PS3 não se ficam por aqui. Ao iniciar o jogo, o familiar ecrã de instruções PlayStation Move surge, indicando suporte para o periférico sensível ao movimento. No entanto, assim que começam o jogo, torna-se evidente que a implementação Move é quase inexistente, iniciando apenas quando chegas ao cenário light cycle. É neste ponto que abandonas o comando e agarras o Move, e o seguras na horizontal. Tens então que virar o Move para a esquerda ou direita para controlar a moto.

Parece mau. É mau. Na verdade, o light cycle é inconsistente e irritante de controlar mesmo com o DualShock, e a implementação Move é um esquema de controlos pobremente pensado tornar-se completamente injogável. Existe também a forte sensação que absolutamente nada está a ser tentado aqui que não poderia ser tentado a usar o sensor de movimentos do Sixaxis, se bem que as probabilidades disso ser melhor que a implementação Move são um pouco remotas. A ideia por detrás do suporte de controlo por movimentos é simplesmente fundamentalmente errada.

Portanto, com suporte 3D que adiciona pouco e é basicamente uma curiosidade técnica de pouca duração, juntamente com uma implementação de sensor de movimentos que na verdade torna o jogo pior, a melhor forma de jogar é com o tradicional comando e em convencional 2D – exactamente como iriam fazer com a versão Xbox 360 do jogo de qualquer forma. Como o chão efectivamente nivelado, é seguro dizer que existe muito, muito pouco a separar as duas versões de TRON: Evolution. Excepto diferenças gráficas menores, é o mesmo jogo.

É difícil recomendar isto como um título a preço completo mas tem que ser dito que este jogo foi o pacote surpresa deste Confronto. Sem espectacularidade, mas sólido e divertido independentemente e bem merecedor de investigação assim que os loucos descontos online surgirem.

Quanto a que versão comprar – são ambas igualmente boas. Donos de 3DTVs podem desejar adicionar à sua colecção de jogos 3D ao testar o modo de 3D estereoscópico exclusivo à PS3, senão, qualquer versão do jogo deve providenciar iguais níveis de divertimento.

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Sobre o Autor

Richard Leadbetter

Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry  |  digitalfoundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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