Assassin's Creed Valhalla: Siege of Paris - Uma nova história apelativa num gameplay familiar

A expansão não expande o gameplay, mas diverte.

Cerca de 10 meses após o seu lançamento, Assassin's Creed Valhalla recebeu finalmente a sua segunda expansão, Siege of Paris, através da qual a Ubisoft continua a mostrar como já está a adaptar a série para um jogo vivo, jogado longos meses após o lançamento. Através de constantes atualizações gratuitas entre as expansões pagas (há mais a caminho), a Ubisoft assegura que Valhalla permanece um jogo atrativo e um épico cada vez maior.

Seja para quem já o jogou e deseja sentir-se incentivado a voltar a passar mais umas dezenas de horas ou para um novo jogador comprar o jogo tanto tempo depois do lançamento e passar perto de uma centena de horas a jogar, a Ubisoft quer tornar Assassin's Creed apelativo durante longos meses e temos assim expansões que prolongam a sua vida. Valhalla é um dos meus jogos favoritos de 2020 e um dos jogos ao qual mais tempo dediquei nos últimos meses, sendo para mim um encanto rumar a Francia.

Como o nome indica, ao longo das cerca de 6 horas que dura a terminar a campanha principal (isto sem grandes desvios e sem completar missões opcionais) descobrirás como um grupo de vikings tenta conquistar Paris, enquanto os franceses fazem de tudo para os expulsar. Pelo meio surgem as especificidades de uma guerra criada pelos secretos interesses de líderes em conflito.

Num momento em que está montado um cerco a Paris, Eivor terá novamente de tornar-se num moço de recados e satisfazer os caprichos de um rei que o detesta, apenas na tentativa de assegurar que a sua ambição não terminará numa invasão a Inglaterra e, consequentemente, uma campanha militar contra o seu clã.

Narrativa que cativa

Sim, a narrativa é curta e tudo soa muito similar ao que já fizeste anteriormente na campanha principal, mas diria que a narrativa é das mais interessantes que encontrarás em Valhalla. Em Francia, Eivor terá de gerir a sua relação com Sigfrid, o líder do clã viking que deseja conquistar Paris e vingar os seus camaradas, enquanto tenta estabelecer um pacto com o rei Charles e impedir que este invada Inglaterra. Como seria de esperar, saciar os caprichos de Charles revelará eventos inesperados e imensos segredos. Foi sem dúvida muito satisfatório acompanhar a trama, mesmo que as tarefas executadas para lá chegar não fossem novidade.

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Francia é muito mais plana do que Inglaterra e a Irlanda, repleta de coloridos campos de flores, vinhas e um tom mais mediterrâneo para a diferenciar dos outros locais no jogo.

Desta forma, tens uma das melhores narrativas em Valhalla, num gameplay que nada tem para surpreender e nem sequer refrescar. Existem missões opcionais de clã para ganhar mais recompensas, mas nada acrescentam em termos de novidades, servem para te manter entretido e a perseguir mais objetivos opcionais, um pouco à semelhança do que foi feito com as missões dos reis na Irelanda. No entanto, percorrer esta pequena parte de Francia, Paris e a área envolvente, resultou numa experiência divertida devido ao foco em temáticas como religião, governantes em conflito, uma cidade prestes a ser invadida, camaradas por vingar e uma mãe que tenta proteger o seu filho de uma criatura misteriosa. Siege of Paris tem diversos momentos de realce na narrativa, mas simplesmente não esperes ser surpreendido pelo gameplay.

Algo que preciso comentar são alguns problemas que encontrei nesta segunda expansão de Valhalla. Uma vez que joguei na Xbox Series X, os loadings são extremamente rápidos, a Quick Resume um sonho e a performance quase perfeita, juntamente com uma qualidade visual repleta de bons momentos, mas o mesmo não posso dizer da imersão. Siege of Paris apresentou-me diversos momentos de mau comportamento na inteligência artificial, erros ao entrar nas cutscenes, estranhos momentos de morte instantânea e acima de tudo a sensação de falta de polimento. Os conflitos nas animações dos soldados inimigos e erros nos seus comportamentos em particular foram os dois principais problemas. Isto não me aconteceu na campanha principal ou na primeira expansão, pelo menos não neste grau.

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Nas cidades, a arquitetura torna tudo muito similar ao que já viste anteriormente, sendo a flora a principal forma de diferenciar Francia.

Uma experiência muito familiar

Com a exceção destes quebradores de imersão, Assassin's Creed Valhalla: Siege of Paris é uma segunda expansão com alguns atrativos, apesar de demasiado familiar. Em termos de gameplay, não encontrarás aqui praticamente nada de novo, mesmo nas estruturas das missões e na forma como alguns capítulos parecem ter sido artificialmente prolongados para te manter a jogar mais tempo. Sinto até que encontrei aqui algumas das piores missões de todo Valhalla. No entanto, as boss fights são muito competentes e divertidas (uma das minhas principais queixas na anterior expansão), a história é envolvente e existem novos personagens interessantes. Desta forma, tens pela frente uma expansão que te apresenta basicamente mais do mesmo, mas com qualidade para figurar entre os melhores momentos de Valhalla.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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