Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts

De volta à oficina.

É extraordinária a forma como a Rare consegue, de uma assentada, transmitir aquilo que Banjo-Kazooie, enquanto saga, representa. Diga-se o que se disser acerca da inesperada introdução de veículos ou dos enormes níveis possibilitados pelo hardware desta geração. A verdade, simples e crua, é que aquelas guitarradas do tema principal são inconfundíveis.

Piadas à parte; todo o espírito do jogo é único. Sejam os inusitados acordes do tema principal, os estranhos personagens ou o humor característico, tudo contribui para uma amálgama que fez furor por alturas da Nintendo 64.

Banjo é um rotundo urso, que transporta na mochila a sua cáustica comparsa Kazooie. Quer no primeiro, quer no segundo jogo que protagonizaram, novas habilidades (saltos, ataques, etc.) eram desbloqueadas ao longo do percurso, e, consequentemente, novos locais podiam ser explorados. Esta progressão semi-linear, que impulsionava o jogador a explorar todos os recantos dos níveis e do mapa central que os ligava, era uma das principais características dos títulos.

Foi então com algum espanto que, numa das quase periódicas fugas de informação para os lados da Microsoft, as primeiras imagens de Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts mostravam vários veículos e aquilo que aparentava ser uma corrida. Conhecida que é a presença de Banjo em vários jogos de corridas (por exemplo Donkey Kong Racing ou Banjo Pilot) muitos temeram o pior, no que diz respeito ao género do jogo. Medos infundados.

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Banjo revela a sua veia futebolística.

Banjo & Kazooie: Nuts & Bolts propõe-se então a reinventar um género, ligando a tal progressão semi-linear, que antes estava directamente ligada às capacidades dos personagens, aos veículos. Existindo grande liberdade na forma como estes são construídos (pelo próprio jogador) e vários melhoramentos que alteram as suas capacidades, é de supor uma grande dose de liberdade (e criatividade) no que diz respeito aos métodos utilizados para atingir novos prados.

Esta não foi uma alteração inocente. O tamanho dos níveis, algo possibilitado pela consola, é propicio à exploração com os veículos, tendo em conta a sua velocidade superior. Saltitar entre plataformas com Banjo continua a fazer parte do jogo, simplesmente não é o elemento predominante.

Olhemos para exemplos concretos. Não conseguem subir aquela encosta escarpada? Instalem um motor mais potente no vosso veículo, ou coleccionem pneus com maior tracção. No trailer podem ver um veículo ao qual é aplicada uma mola na base, que, obviamente, permite atingir plataformas elevadas. Declarações da Rare na E3 deste ano indicam que existem cerca de cem tipos de partes diferentes, num total de mais de mil peças.

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