Hitman: Absolution

A primeira experiência com o novo Agent 47.

Hitman: Absolution é certamente uma das surpresas da E3 deste ano. Não que o seu valor fosse posto em causa antes mesmo de ser revelado, mas porque excedeu as expectativas geradas à sua volta. Hitman, o mais precisamente Agent 47, está de volta, e com ele vem as mortes silenciosas em volta de enormes secretismos, mas ao mesmo tempo um estilo inconfundível, que está presente neste último jogo mais que nunca. Agent 47 está ágil, esguio, atlético e extremamente "mal educado" para quem se coloque à sua frente.

Por outro lado, e olhando de uma forma mais ampla, a Square Enix não poderia estar mais contente com as suas PI fora de portas, com a Eidos como cabeça de cartaz a fornecer três jogos, que têm marcado os últimos meses como os mais esperados. Hitman: Absolution, Tomb Raider e Deus Ex: Human Revolution. São para já apostas ganhas pela produtora nipónica.

Na apresentação em Los Angeles foi possível ver o estado atual de Hitman: Absolution pela primeira vez. Foi-nos mostrado o novo motor de jogo, Glacier 2, que está apenas a ser usado em Hitman: Absolution. Este motor de jogo fornece cenários detalhados, ambientes ricos em pormenores e um sistema de iluminação e sonoro de ficar a chorar por mais. Acima de tudo a equipa de produção quis garantir que Hitman: Absolution continua a ser um Hitman, letal, amplo e onde é possível avançar com alguma liberdade de escolha, como cumprir os objectivos e desafios apresentados.

A demo apresentada decorria de noite, dentro de uma biblioteca antiga na cidade de Chicago. Tudo começa com um homem a ser atirado por uma janela, e quem seria o seu assassino? Claro, Agent 47 aparece como gato saído das sombras. Mas a polícia chega ao local e cerca todos os cantos e saídas. O nosso objectivo é sair da casa, custe o que custar. Podemos optar por uma atitude mais furtiva, como apagar as luzes, saltar de protecção e protecção e neutralizar silenciosamente os polícias um a um. Lá fora chove torrencialmente criando um efeito algo tenebroso em toda a cena.

Hitman: Absolution não tem pressa em começar. Transporta-nos para um ambiente onde a calma e raciocínio é de grande valor. De salientar aqui o uso da banda sonora, que é dinâmica consoante a ação que decorre no ecrã. Podemos contar com os já conhecidos momentos de Jazz e mais relaxantes, bem como altas malhas de metal em cenas onde a furtividade dá alas à ação pura e dura. O Agent 47 vagueia pelas diversas salas de forma calma. O sistema de proteção está excelente, não sendo apenas um aspeto crítico na jogabilidade, mas bem como é altamente viciante o seu uso. Quer de pé, quer em modo de proteção o Agent 47 transpira estilo por todos os poros. Julgo dizer que poderá meter num bolso um dos melhores agentes secretos de sempre, o James Bond 007. Gostos à parte.

Como referi os ambientes são ricos em detalhes, e isto nota-se principalmente pela construção das salas, na decoração da biblioteca, mas bem como no uso da iluminação e sombras no jogo. Também os NPCs têm comportamentos que tornam tudo muito mais real. Estão constantemente a falar entre si, com rotinas de diálogo diversas e não repetitivas. O seu objectivo é simples apanhar Agent 47. Como tal temos que saber agir com tempo e medida. Um pequeno deslize obrigará a adoptarmos uma postura mais ofensiva, mas por outro lado bem mais complicada de sairmos vivos. Neste novo jogo foi introduzido o Instinct, uma moda que tem aparecido em quase todos os jogos apresentados. Esta opção permite ao Agent 47 ver para além das paredes, ficando os inimigos com cores amarelas revelando a sua posição.

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Sobre o Autor

Jorge Soares

Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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