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Digital Foundry - The Evil Within 2 brilha na PS4 - deixa a desejar na Xbox One e PC

A pobre optimização no PC é frustrante.

O The Evil Within original apresentou vários problemas técnicos. Um rácio de fotogramas inconsistente nas consolas e uma pobre conversão PC que não queria de forma alguma correr em rácios de fotogramas elevados, era preciso melhorar muito para a inevitável sequela. Essa sequela chegou na semana passada, liderada por um novo directo e com promessas de um motor muito melhorado.

The Evil Within 2 consegue ultrapassar os problemas do primeiro e entregar uma experiência de terror com qualidade e performance suave? Os nossos testes sugerem que a versão PlayStation 4 está boa e oferece uma enorme melhoria no polimento e qualidade. Apesar das melhorias chegarem às restantes versões, existem outros aspectos que desapontam. A Xbox One sofre com uma qualidade de imagem inferior e problemas no rácio de fotogramas, enquanto no PC parece incapaz de tirar o máximo do teu equipamento, significando que 60fps estiveram fora do nosso alcance - mesmo com um i7 overclocked e uma poderosa Titan Xp...a 720p.

Os problemas são frustrantes, nas quem jogar na PS4 consegue uma boa experiência com apenas problemas menores. Quando começas, surge um ecrã que indica que o jogo foi criado com o STEM Engine - da id Tech. Temos poucas informações sobre esta tecnologia mas as palavras "powered by id Tech" também adornam o logo do VOID Engine da Arkane Studios, que segundo os seus criadores, deriva do id Tech 6, e Tiago Souza da id confirmou elementos do seu trabalho em DOOM de 2016 no novo Evil Within.

Ainda assim, a sequela é uma grande melhoria sobre o primeiro. O novo moto suporta funcionalidades visuais avançadas que não estavam disponíveis no original. Um motion blur por câmara e objecto de alta qualidade aumenta imenso a fluidez da animação do jogo. Um efeito subtil que não desfoca a imagem, mas resulta num jogo mais impressionante em movimento.

The Evil Within 2 na PS4. Não existe suporte Pro, o que é frustrante, mas de resto, está polido.

Também existem ambientes maiores e mais complexos, com menos ecrãs de carregamento ao ponto de percorreres zonas grandes enquanto entras em edifícios sem interrupções. O trabalho de texturas não consegue uma resolução excepcionalmente alta, mas as superfícies têm um aspecto bom o suficiente e a adição de realces especulares de alta qualidade ajudam a criar um aspecto mais coeso. A forma como a luz interage com as várias superfícies está excelente e além disso, temos reflexos screen-space. Desde os pavimentos húmidos ao vidro brilhante na mobília, a implementação é excelente. A aberração cromática também é usada e apesar de acharmos que está muito boa, pode ser desactivada. Este motor está um passo à frente, permitindo à equipa de arte despoletar toda a sua criatividade.

A qualidade de imagem é impressionante: anti-aliasing temporal é usado, eliminando quase todos os vestígios de serras na imagem. Além disso, The Evil Within 2 oferece uma performance que excede a do original. O rácio de fotogramas permanece fixo a 30fps, mas a estabilidade adicional e o excelente motion blur tornam-o mais suave. No entanto, a PS4 e a Xbox One têm problemas no rácio de fotogramas, a consola Microsoft sofre especialmente nos exteriores. A falta de suporte PS4 Pro também é frustrante (está em desenvolvimento), mas pelo menos podes usar o modo Boost para suavizar os pequenos soluços presentes na PS4 bae. Comparativamente, o primeiro tinha problemas para manter 20fps durante cenas de combate, tornando-o difícil de jogar.

Baseado no tempo que jogamos na PS4, The Evil Within 2 está muito além do original em termos de estabilidade e polimento, mas a versão Xbox One precisa de melhorias. Além dos problemas no rácio de fotogramas, o jogo é menos nítido do que a versão PS4 full HD devido ao conversor dinâmico de resolução, que varia entre 1440x810 e 1600x900 dependendo da carga sobre a GPU. Além da resolução e do impacto na claridade, ambas as versões são idênticas - até nas transições de LOD (algo que fica melhor no PC.

Mais um vídeo de The Evil Within 2, agora para as versões Xbox One e PC - ambas ficam aquém da versão PS4 em termos de optimização.

As versões de consola estão muito além do primeiro, mas a versão PC precisa mesmo de cuidados. Com o equipamento certo, pode produzir melhores resultados que qualquer consola, mas o jogo tem soluços quando tentas correr a 60fps, algo que persiste por mais forte que seja o teu equipamento. Depois de problemas similares com o primeiro, isto é uma desilusão.

Para ilustrar o problema, uma performance 720p60 fixa é impossível num Core i7 5820K a correr a 4.4GHz acompanhado por uma Nvidia Titan Xp - a gráfica mais rápida que o dinheiro pode comprar. Os indicadores sugerem que os componentes PC são mal aproveitados ao procurar rácios de fotogramas superiores, sendo impossível terminar com os soluços. A única forma de desfrutar de uma experiência estável no PC é activar um bloqueio a 30fps e activar os efeitos GPU para tirar o máximo proveito do teu equipamento gráfico mal utilizado.

Até tens problemas relacionados com a pouca flexibilidade das definições. Existem muitas opções, mas a 4K numa Titan Xp, descer de ultra para low consegue um aumento de 45fps para 55fps. Não é uma grande margem que te permita ajustar as definições para ter melhor performance e além de perceptíveis melhorias na qualidade de sombras e campo de profundidade, não há muito que separe a melhor experiência da pior. Quando não tens mais opções para ajustar, terás de reduzir a resolução para tentar melhorar a performance - The Evil Within 2 não tem um conversor interno nas suas opções.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

A anti-aliasing temporal minimiza o aliasing mas a versão Xbox One exige um blur mais perceptível. No PC tens sombras melhores.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

A resolução inferior da Xbox One resulta em texturas menos nítidas à distância, mas de resto, as três versões apresentam interiores comparáveis.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

Se olhares para a lâmina consegues ver o motion blur de objectos. O efeito parece usar menos amostras na Xbox One.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

Uma amostra de como as texturas carregam mais lentamente num PC equipado com um SSD.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

No PC tens distâncias de visão superiores. Nesta cena vês que o pop-in é inferior.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

Existe uma diferença muito subtil no sombreado das peles e iluminação no PC comparado com as duas consolas.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

Alguns efeitos de lente estão ausentes no PC. Está presente em certas cenas mas ausente em outras.

PlayStation 4Xbox OnePC Ultra

A separação de cor RGB usada nestas barreiras transparentes parece estar ligado à resolução do ecrã na versão PC, convertida de 1440p, exibindo menos separação, enquanto a Xbox One demonstra mais.

Em todas as 3 versões temos resultados muito variáveis. A versão PS4 não tem suporte Pro (algo que nem devia acontecer) mas oferecer uma performance muito estável e bons visuais. Teremos de esperar pelas melhorias na Pro e Xbox One X, mas por enquanto, a versão PS4 base é a melhor disponível. É pena que a versão Xbox One esteja tão mal em comparação - a performance é pior e a resolução inferior.

Zelda Breath of the Wild: Locais das Memórias Perdidas Zelda Breath of the Wild: Locais das Memórias Perdidas

A versão PC é a mais preocupante. Se tiveres o equipamento necessário, é possível ir além das consolas, mas chegar a 60fps estáveis não é possível. É uma indesejada repetição do que aconteceu com o original e baseado na fraca utilização da GPU e CPU, não devia acontecer. Torna The Evil Within 2 numa conversão altamente exigente que não aproveita o poder da plataforma e baseado no que os jogadores dizem, não estamos sozinhos. As coisas podem melhorar com actualizações, mas esta fraca versão PC é uma desilusão após o excelente Prey.

Mas mesmo com os aspectos menos impressionantes, The Evil Within 2 é uma grande melhoria sobre o original e vale a pena ser jogado. É um jogo de terror brilhante que se sente como um sucessor espiritual de Resident Evil, algo que o original não conseguiu. É uma grande melhoria em vários aspectos e facilmente recomendado na PlayStation - os jogadores Xbox One e PC merecem melhor.

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