Yakuza 3

Como um dragão na nova geração!

Finalmente foi-nos possível deitar as mãos, em não uma mas sim duas demos, ao novo capítulo da série Ryu ga Gotoku, conhecido na Europa como Yakuza, o primeiro para a nova geração.

Ryu ga Gotoku, que traduzido dá algo parecido com “ como um dragão, foi criado por Toshihiro Nagoshi, uma das mentes mais brilhantes da Sega, e contava a história de um membro da Yakuza, Kazuma Kiryu, que após passar 10 anos na prisão, regressa envolvendo-se em confronto com algumas famílias da Yakuza local. O jogo, conseguiu captar a cultura da Yakuza, e graças ao seu tom bastante amadurecido, conseguiu apelar a um público específico, que facilmente se deixou cativar pela sua história.

Com a estreia na nova geração, e como exclusivo Playstation 3, Yakuza 3 muda completamente de cenário e transporta-nos para Gion, uma parte história da cidade de Kyoto, mais precisamente durante o período Edo, em 1605. Após estas duas demos, podemos constatar que tudo se mantém familiar e que a entrada na nova geração não trouxe uma revolução ou inovação, mas sim um regressar de tudo o que de bom já nos havia sido dado mas agora adaptado a esta nova geração.

Uma das características de maior destaque em Yakuza, é a sua história, bem apresentada e orientada para um publico mais maduro, no entanto nada podemos adiantar sobre a história de Kenzan, pois os textos na demo estão completamente em Japonês, o que não nos permite conhecer a história do jogo.

Visualmente, o jogo consegue bom resultado, no entanto, não consegue impedir que alguns problemas afectem a sua prestação. Yakuza 3, apresenta um motor de jogo, que para o bem e para o mal, é bastante familiar ao que pode ser visto na anterior geração, é diga-se uma evolução e não uma revolução. As personagens, especialmente Kazumanosuke, apresentam um bom nível de detalhe, algo fenomenal de ver nas sequências não jogáveis, envergam trajes coloridos assim como todo o mundo do jogo, onde a palete de cores cria uma grande variedade. Negativamente, o jogo sofre de alguns problemas de texturas, pois estas vão-se formando conforme a nossa distância de determinado local, e mesmo sendo mínimo, é estranho por vezes ver uma parede ganhar textura e definição à medida que nos aproximamos. Eventualmente, a Sega pode vir a melhorar o jogo para o lançamento, pois não sabemos o tempo que tem esta demo e o quão representativa é, do produto final.

Um dos pontos para o qual a Sega se parece ter esforçado bastante, é o ambiente de jogo. Tudo desde as construções, as pessoas, as suas roupas e as suas rotinas, o ambiente e as cores, tudo parece retratar de forma bastante credível a época, e é fácil entrar em Kyoto no ano 1605.

Controlando Kazumanosuke, vamos percorrer Gion, uma parte pelo menos, e com os objectivos marcados no ecrã, temos que cumprir algumas tarefas. As tarefas variam entre, salvar uma criança de uns rufias, entregar items, salvar mulheres de homens mal intencionados ou coisas do género, de maneira a ajudar as pessoas. Podemos visitar lojas, para comprar items, casas de chá, casas de arte, restaurantes e todos aqueles locais possíveis de visitar nos anteriores mas agora adaptados para o período onde o jogo decorre e criados de acordo com a época. De destacar, a quase total ausência de ecrãs de loading, que só aparecem quando entramos numa casa ou loja e quando uma luta se inicia, mas são extremamente curtos, durando uns escassos 2 ou 3 segundos.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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