Alone in the Dark

Implorando para que a escuridão nos apele.

Alone in the Dark é um jogo que certamente irá marcar todos aqueles que o joguem, ou todos os que lhe derem oportunidade. Assume-se como uma caso de grandiosa ambição e potencial e temos que dar os parabéns à Atari por tentar recuperar para esta série uma magnitude que a coloque a par do que de melhor se faz. O trabalho ficou a cargo da eden Games e se a ambição foi grande, a falta de atenção aos pequenos detalhes também parece ter sido.

Após algum tempo passado com o jogo, a melhor maneira de descrever a impressão com que ficamos é usando a palavra confusão. É esta a principal palavra que nos vêm à cabeça com Alone in the Dark. Confusão, pois não conseguimos perceber como um jogo com tanto potencial, pode ficar irreparavelmente manchado por supostos pequenos detalhes que o tornam quase um desafio de jogar. Um jogo com uma qualidade mista e flutuante que apenas irá triunfar perante os que se munirem de força de vontade suficiente para ultrapassar os desafios que o jogo vos irá forçar a ultrapassar.

Devemos ser francos e declarar que os primeiros instantes deixaram-nos completamente espantados. Alone in the Dark dá verdadeiro significado ao termo “Survival Horror” guiando-nos por várias sequências que nos mostram que algo de terrível está para acontecer e teremos que sobreviver. Todo o ambiente e cenário que nos rodeia, criam um ambiente fantástico e o jogo consegue mergulhar o jogador nos eventos que decorrem.

A história de trás de volta o protagonista da série, Edward Carnby. O nosso herói encontra-se completamente desamparado e sem qualquer conhecimento sobre o que se está a passar, muito devido a perda de memória que o afecta e quando de repente se vê envolvido num confronto com forças maléficas, seremos nós que vamos ajudar Carnby a triunfar. Tarefa que poderá ser mais fácil para uns do que para outros pois Alone in the Dark é um caso de extremos. Tudo o que faz bem, faz bem, mas tudo o que faz mal, faz mal demais.

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Central Park, o palco dos acontecimentos

Primeiramente vamos começar por mencionar os aspectos positivos e aqueles que mais nos agradaram, ajuda a tornar tudo mais agradável. Alone in the Dark é um jogo visualmente surpreendente, se bem que inconstante, podendo ascender em certos momentos a um estado que se pode considerar de luxo. Quando no seu melhor, o jogo da eden Games pode gabar-se de atingir uma qualidade muito acima da média. As personagens altamente detalhadas, os efeitos de iluminação e os detalhes nos cenários são impressionantes. Simplesmente arrebatadores e a mais fantástica forma de expressar toda a inspiração cinematográfica que o jogo ostenta. No entanto nada é perfeito e se em vários aspectos a qualidade é alta, já em algumas secções o visual torna-se fraco mas no seu geral é bastante boa e um dos principais aspectos que permite ao jogo expressar toda a sua intensidade narrativa.

A componente cinematográfica é elevada, e se tem momentos arrebatadores, por vezes é elevada demais até para o seu próprio gosto. Isto porque, apesar de altamente cativante, a sensação de estar-mos a realizar acções pré-definidas ou de estarmos em situações muito restritas, é elevada e em demasia. O esquema é no geral muito linear e obriga-nos a ir de ponto A a ponto B, mesmo que em algumas secções possam andar livremente pelo parque. O jogo decorre todo ele em New York, sendo o famoso Central Park o principal palco dos acontecimentos. Tendo início nos arredores do parque, o jogo leva-nos até lá numa secção de condução onde mais uma vez o destaque é dado a planos e segmentos que claramente revelam a grande inspiração cinematográfica.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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