Afro Samurai

E tudo a espada cortou.

Sangue, é a palavra de ordem. Um duro e fino golpe basta para que o líquido da vida seja derramado no solo envernizado do dojo Japonês. Emerge, do canto escuro, uma figura bastante peculiar. O seu rosto, pintado de vermelho, demonstra uma raiva contida que cresce de dia para dia. Não se deixando intimidar pelo gigante adversário que tem à sua frente, corre. A reluzente espada atravessa o opositor, e tudo o que resta são dois pedaços do mesmo, que se separam e caiem no chão.

Se já conheciam a manga, então decerto repararam que as grandes doses violência marcam presença naquela que é a primeira adaptação de Afro Samurai para o mundo dos videojogos. A cargo da Surge, este título parece ter tudo para se tornar num bom jogo. Além do criador do franchise (Takashi Okazaki) ter dado uma mãozinha na criação dos desenhos e modelos 3D, Samuel L. Jackson, o famoso actor Norte-Americano, emprestou a voz a uma das personagens do título.

Seguindo o enredo da manga, Afro Samurai não é apenas mais um anti-herói sem objectivos. Em criança testemunhou a morte do pai. O assassino, Justice, além do cadáver, deixou a Afro um convite; defrontá-lo quando for crescido - já vimos isto num tal de Kill Bill. Assim sendo, o nosso objectivo durante o decorrer do jogo será esse mesmo: encontrar o assassino e vingar a morte do pai.

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Os cenários do jogo são magníficos.

Ao bom estilo hack and slash, os combates são o grande ponto forte do jogo. Como na maioria dos jogos de acção aventura, conforme progredimos no jogo, mais combos ficam disponíveis (há cerca de 120 !), de modo a realizarmos ataques mais destrutivos. Se já viram um dos vários trailers do jogo, perceberam que este não é um título para todas as idades. O sangue e os desmembramentos são constantes durante a aventura. Perante tal situação, é impossível não esboçar um sorriso.

Mas os ataques não servem só para divertir o jogador. Quando estamos prestes a morrer, a única forma de repor a vida é aniquilar inimigos. Escusado será dizer que os ataques com várias combos são mais eficazes, restaurando a saúde mais rapidamente.

O Focus é uma das grandes novidades de Afro Samurai. Tal como a saúde, este “poder” desbloqueia-se matando inimigos. Quando a espada fica com um brilho branco isso quer dizer que podemos utilizar esta habilidade. No fundo o que ela faz é abrandar o tempo. Em tons de preto e branco, o jogador é convidado a fazer “mira” a um inimigo, de forma a efectuar ataques mais precisos, o que se traduz em mortes mais sangrentas e rápidas. O Over-focus não difere muito do anterior. Este fica acessível ao fim de algum tempo sem usar o Focus, e se atacarmos um opositor com este poder isso significa morte certa. Além disso, não é necessário fazer a tal “mira”.

Conheçam um samurai bastante peculiar.

O sistema de HUD encontra-se ausente. Tudo o que é possível ver no ecrã é a acção do jogo, logo, para sabermos se a nossa personagem está a morrer temos de nos guiar pelo seu aspecto físico. E o mesmo se aplica aos adversários.

O aspecto gráfico deste jogo é talvez um dos aspectos mais impressionantes. Os fãs do anime e da manga vão ficar simplesmente maravilhados com o grafismo em Cel-Shading do título, que dá a sensação de que tudo está a ser desenhado à nossa frente. Os cenários e os modelos, inspirados na cultura tradicional Japonesa, são capazes de deixar qualquer um de boca aberta, pois apesar do estilo desenho animado, todos eles contêm bastantes pormenores.

Afro Samurai não pretende introduzir ideias novas ao género. Quer, acima de tudo, ser divertido. Mas será que com a ausência de um modo online e de uma longevidade duvidosa se irá conseguir afirmar? Esperem pela nossa análise para obterem a resposta.

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