Battlefield 2042 - As nossas impressões da Beta

Um regresso às origens com novidades refrescantes.

Depois de ter sido adiada, a beta de Battlefield 2042 está finalmente disponível para todas as plataformas. Tenho jogado afincadamente a versão de teste da mais recente incursão pelo universo Battlefield, o que me dá já alguma bagagem para elaborar as primeiras ideias sobre o que podemos esperar para a versão final. Certo que muita coisa ainda poderá ser alterada, desde ajustes ao equilíbrio geral durante as batalhas bem como melhoria na performance e adição de conteúdos que não estão presentes neste código de teste.

Como sabem, temos apenas um mapa, Orbital, e um modo de jogo, Conquest. Os especialistas disponíveis são quatro, Webster Mackay, Maria Flack, Pyotr "Boris" Guskovsky e Wikus "Casper" Van Daele. Cada um com as suas capacidades únicas onde apenas partilham o armamento que lhes é comum, armas, gadgets e veículos. As especialidades estão vinculadas a cada um. Diverti-me principalmente com Mackay e o seu gancho, mas também notei um enorme potencial jogar como Maria Flack, que é a médica de serviço. Casper é para uma abordagem mais dissimulada para médias/longas distâncias. Já Guskovsky é um excelente elemento de suporte com as suas sentinelas de serviço.

Confesso que já tenho muitas horas em redor de Battlefield 2042, demasiadas penso eu. No geral, a experiência tem sido positiva, mas existem pormenores importantes a rever para o código de lançamento. Dito isto, as conclusões tanto em termos técnicos como relacionadas com a jogabilidade e equilíbrio geral de todo o jogo, são de que está num ponto bem perto do ideal. Joguei em três plataformas, PC, Xbox Series X e PlayStation 5, sempre com o crossplay ativado.

Os especialistas são parte fundamental para uma boa sintonia em equipa, quando se joga dessa forma obviamente. Com jogadores aleatórios não é fácil jogar da forma como a DICE o idealizou, em equipa e cooperação. Nesta beta denota-se muita displicência por parte dos nossos companheiros. Não nos acompanham e escolhem os especialistas da forma que lhes convém. Também fiz da mesma forma, fartei-me de tentar ser um bom elemento de equipa quando os meus camaradas estavam a borrifar-se para a estratégia. Colocando isto de lado, é de enaltecer que até se consegue uma boa eficácia mesmo jogando "sozinho". Obviamente que as coisas mudam de cenário quando se joga com amigos. Aí existe comunicação que permite diversificar o arsenal que se leva para o campo de batalha, sejam munições, capacidade de regenerar energia e até cruciais opções antiaéreas e terrestres, para abater os veículos de combate.

É aqui que identifiquei um certo desequilíbrio, relacionado principalmente com os veículos aéreos, que na minha ótica estão demasiado poderosos e de difícil abate. São necessários demasiados mísseis para abater um helicóptero ou um caça, tornando essa tarefa frustrante, principalmente porque a munição acaba sem que tenhas conseguido realmente efetuar o abate. Leva dessa forma a outra questão, a rapidez com que se fica sem munição. Claro que podemos apanhar nos corpos acabados de abater, mas não é suficiente, e se não estiveres numa equipa que esteja a jogar em cooperação, não terás mesmo ninguém que esteja a servir de fornecedor de munições.

As questões relacionadas com o equilíbrio, pelo menos no modo Conquest, estão quase no ponto certo, apenas denotei as questões abordadas acima em relação ao arsenal aéreo. Retirando essa parte, não identifiquei muitas preocupações. Senti-me confortável na pele de todos os especialistas e não encontrei a necessidade de grandes ajustes. As armas também estão num estado satisfatório, e os gadgets seguem o mesmo perfil. É necessário saber como estarão os restantes modos de jogo e principalmente os restantes mapas, para tirar conclusões definitivas sobre a questão sempre delicada que é a harmonia entre todas as componentes.

bf_2042_beta

Battlefield 2042 mantém a essência do passado, com um regresso aos tempos do terceiro capítulo em experiência de jogo. A jogabilidade transmite sensações familiares e fieis às origens, adaptada para esta nova versão num campo de batalha de grande envergadura que transmite a sensação de que estamos mesmo num cenário de guerra. Em mecânicas, temos duas novidades importantes: a possibilidade de alterar as modificações da nossa arma em tempo real, que adorei, e a possibilidade de chamar reforços. Esta última é deveras uma adição modificadora, que permite em qualquer ponto do mapa a possibilidade de virar uma batalha a teu favor, ao mesmo tempo faz com que não te sintas perdido no meio do mapa sem acesso a meios de transporte.

Ainda existem pontos a rever e a DICE já referiu que está a absorver todo o feedback que lhes tem chegado. Pessoalmente, tenho particular preocupação em relação à dificuldade de diferenciação entre um jogador da minha equipa e um inimigo. Os especialistas são os mesmos e a forma que neste momento temos de os identificar é mínima. A DICE já referiu que irá rever este ponto. Vamos esperar para saber qual a solução que irá implementar para este problema bem real. Os respawns, quando nascemos, também necessitam de grandes ajustes. Quantas vezes nasci no meio de uma zona e até na linha de fogo inimigo, acampados a matar quem nascia.

Abordando agora a questão de desempenho, não me deparei com questões que quebrem por completo a experiência e, posso afirmar que está num bom patamar. O jogo nunca crashou, em nenhumas das plataformas, e o desempenho está extremamente sólido nas três máquinas onde o joguei. Depois de lançamentos passados que mancharam a imagem da franquia, aqui é dado um passo em frente bem firme, onde o adiamento do jogo pode ter sido crucial. Muito bem DICE.

Está assim moldada esta nova aposta. Battlefield 2042 prepara-se para fazer as delícias de todos os seguidores e tenta conquistar outros tantos. Nesta beta, a aposta neste modo de jogo num mapa gigantesco poderá afastar determinado público, é muito Battlefield e não mostra as vertentes dos outros modos de jogo que serão mais aliciantes para jogadores com outras preferências no campo de jogos de guerra. Por outro prisma, é bom saber que está num patamar qualitativo muito aceitável e que se avizinha um lançamento robusto. Aguardamos ansiosamente pela versão final que será lançada a 19 de novembro de 2021.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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