Death Stranding elogiado pelo realizador de Ghost in the Shell

Mamoru Oshii fala da ambição de Kojima e do jogo.

Mamoru Oshii, lendário realizador Japonês, é a mais recente figura de destaque a elogiar Death Stranding, a visão artística de Hideo Kojima e diz mesmo que este projecto não conseguiria ser realizado como um filme.

Em conversa com o IGN, Oshii, responsável por animes como "Patlabor", "Sky Crawlers" e do marcante filme de animação "Ghost in the Shell" de 1995, diz que um filme não conseguiria demonstrar toda a visão de Kojima da maneira que um videojogo consegue.

"Penso que é a natureza dos seus jogos, o quanto da sua visão sobre o mundo ele nos mostra, mas é algo com o qual um filme não consegue lidar," diz Oshii sobre Death Stranding.

"Tudo precisa de peso emocional, não é apenas uma questão do aspecto. O peso geral do mundo, não é algo que pode ser visto em peças ou pedaço. Ao mergulhar naquele mundo, as coisas são reveladas, podes sentir estas coisas, como a atmosfera deste mundo assoberbante, para que se sinta real tens de usar os videojogos como o teu meio."

Oshii diz que quando teve conhecimento da ideia de Kojima para Death Stranding teve logo a noção que seria incrível, mas somente agora, ao vê-la transformada em videojogo, é que consegue ter toda a certeza que um "filme não lhe faria justiça."

O aclamado realizador Japonês diz também que os visuais de Death Stranding não podem ser considerados banais e são uma amostra da dedicação de Kojima à sua visão, na qual tentou ir mais além ao criar conceitos próprios para desafiar uma indústria.

Mamoru Oshii falou ainda do gameplay e das ideias que Death Stranding implementou para incentivar os jogadores a acompanhar esta narrativa surreal e muito própria.

Segundo diz, Death Stranding não é um jogo convencional e as suas ideias poderiam afastar os jogadores do seu conceito, não apenas pela entrega de encomendas necessária para a tão importante conexão entre pessoas, mas também por fugir aos moldes convencionais dos videojogos.

"Que motivação dás aos jogadores para continuar a jogar? Era algo pelo qual estava muito ansioso."

"Entregar carga é algo que compreendi, o 'stranding' é conectar outros, enquanto sistema, isso permite aos jogadores experienciar e agir, estas ideias devem ser expressadas. O que significa 'conectar'? Não é simplesmente ligar um interruptor."

"A maioria dos jogos são basicamente, de alguma forma, sobre lutar. Algo tão simples, que podes perceber de forma tão intuitiva quanto esta é muito importante. Pelo outro lado, fugir de uma luta é a forma suprema desta ideia. É arriscado. Ele correu um grande risco."

Death Stranding está disponível na PS4, em 2020 chegará para PC e é um dos candidatos a Jogo do Ano.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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