Não é segredo nenhum que adorei jogar NiOh, exclusivo PlayStation 4 que foi lançado em Fevereiro 2017, cuja análise podes ler aqui. É um jogo que se pode tornar num verdadeiro vício: altamente difícil mas incrivelmente recompensador para o teu ego que depois de ser humilhado, grita finalmente de euforia quando consegues triunfar. NiOh tornou-se num jogo especial, um jogo que decorre no Japão Feudal e que facilmente apaixona os adeptos da estética Koei Tecmo que adoram tudo o que está relacionado com aquele período da história Japonesa. Talvez a melhor forma de relembrar o porquê de ter ficado tão encantado com NiOh seja relendo o que disse na análise:

NiOh é tudo aquilo que podias esperar de uma Team Ninja em forma. É um jogo de acção rápida e implacável, com uma incrível profundidade. Numa era em que a fórmula Souls se tornou incrivelmente popular, entre os jogadores e os estúdios, é compreensível que a Team Ninja tenha decidido apresentar a sua perspectiva sobre desse tipo jogabilidade, mas em nenhum momento ousa prescindir do seu ADN. É precisamente esta combinação e a sua forma harmoniosa que causam um efeito supreendente. NiOh relembra a Team Ninja nos seus tempos áureos. É provavelmente o seu melhor trabalho desde a saída de Tomunobu Itagaki. Agora só tens de perguntar a ti mesmo se estás disposto a caminhar aquela fina linha, impiedosa mas tão sensacional, que separa a euforia da raiva.

Seis meses depois, o que foi promovido como uma espécie de Dark Souls (para tornar mais fácil a promoção do jogo), mas que rapidamente surpreendeu os jogadores como algo que relembra mais Ninja Gaiden, está a desfrutar de apoio continuado e há muito que se afirmou como uma das mais interessantes propriedades intelectuais da Koei Tecmo. Conhecida por jogos direccionados para públicos específicos e adeptos da cultura Japonesa, NiOh é uma propriedade de maior perfil, projectada para apelo mundial e com uma inesperada capacidade para durar longos meses.

Essa surpreendente mas saudável longevidade advém das actualizações apresentadas ao longo dos meses, mas principalmente devido às expansões. Depois do Dragão do Norte, a Koei Tecmo apresenta a segunda expansão de NiOh, chamada Honra Desafiante, que acrescenta mais conteúdo ao end-game, novas missões e mais importante, mais missões que continuam a desenrolar a história. Para muitos jogadores, o fascínio pela cultura Japonesa é um dos grandes atractivos no jogo e a forma como a Koei Tecmo continua a pegar em momentos históricos para engrandecer NiOh continua a deslumbrar.

"Honra Desafiante muda o end-game e introduz missões implacáveis."

Em Honra Desafiante continuas a viagem de William, que agora se opõe com o seu novo aliado Masamune Date contra o próprio Sanada Yukimura, o Demónio da Guerra Carmesim. Dois nomes bem conhecidos da história Japonesa, considerados dos melhores guerreiros Japoneses que jamais existiram, agora adaptados para NiOh e capazes de protagonizar novos níveis incrivelmente desafiantes. Além de novas missões, uma nova dificuldade, uma nova qualidade de itens e alterações importantes ao end-game, Honra Desafiante é mais uma empolgante fatia deste universo.

Nesta Honra Desafiante terás dois níveis novos de história focados no mítico cerco de Osaka e no assalto ao castelo de Sanada Yukimura. Este é um nome que os jogadores de Samurai Warriors, Sengoku Basara ou qualquer outra obra que retrate o Japão Feudal reconhece. Isto não significa que a sua rede de ninjas, liderado pelo destemido Kenshin, fazem parte do pacote. Enquanto o primeiro nível é curto mas capaz de te levar à agonizante raiva, o segundo é um complexo labirinto que testará a tua capacidade para gerir os atalhos. NiOh brilhou graças ao sistema de combate e aos ambientes nos quais nos introduziu. Honra Desafiante continua a façanha e desenvolve a história iniciada na anterior expansão.

Além deste novo samurai que tens de derrotar, terás uma nova arma: a Tonfa. Dois bastões que permitem ataques rápidos e acrescentam ainda mais variedade ao sistema de combate. No entanto, mais importante que as missões de história, que os novos inimigos (os cães ninja até me deixavam a rir se não fossem tão implacáveis e chatos), e até que as missões secundárias que prolongam a longevidade deste mundo que não quero largar, a grande novidade da segunda expansão é o novo patamar de materiais Ethereal. Se queres conteúdo endgame que te vai forçar a repetir os níveis, é isto.

Esta nova raridade de materiais, cor alaranjada, é a melhor do jogo e leva para novos níveis a busca pelas melhores armas, extras e habilidades. Muitas delas, altamente raras, incluem dois bónus Ethereal e acredita que são armas que fazem a diferença. Não só as armas mas todas as peças de equipamento estão prestes a mergulhar-te numa nova incessante procura pelos melhores itens de NiOh. Ethereal Farming é a palavra de ordem.

Depois de O Dragão do Norte, que se focou no Norte do Japão e no exército de Date Masamune, adaptando esse guerreiro real para a narrativa de NiOh, focada no perigoso da Armrita nos confrontos e na presença dos Yokai, demónios japoneses, nos campos de batalha, a Team Ninja volta a dar mais um ar da sua graça. Se o jogo base foi o demonstrar de um estúdio que está a evoluir e ainda ciente dos seus grandes c alores, Honra Desafiante vai ainda mais longe e oferece dois dos melhores níveis de NiOh. Vais morrer imensas vezes, vais procurar por mais Kodamas, amealhar Armrita, farmar itens Ethereal com set bonus interessante, derrotar bosses furiosos e percorrer passo a passo níveis à espera de um abençoado atalho. Se isto te deixa tão entusiasmado quanto eu, não hesites em viajar para Osaka.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.