Guitar Hero: Warriors of Rock

Regresso a um desejado futuro.

Depois de uma crise de identidade que colocou em causa a sua carreira, Guitar Hero está de volta, autenticamente, de cara lavada. Pronto para se livrar do caminho tumultuoso pelo qual ameaçava entrar e munido com todo um espírito que evoca os princípios que ditaram como tudo começou e que lhe serviram como inspiração.

Para a sua sexta entrega na linha principal, Guitar Hero acompanha-se do título "Warriors of Rock" que mais do que um grito de rebeldia é o mais perfeito expressar da sua nova imagem e revigorada essência. Se Guitar Hero ameaçava ser um chá das cinco com a avó a perguntar se podia tocar bateria, agora a Neversoft assegura que Guitar Hero é tanto uma festa para os amigos como um percurso de estilo para os papás ensinarem o que é boa música aos que estão a crescer.

Warriors of Rock não só coloca Guitar Hero de volta no bom caminho como se assegura que o faz com a devida dose de responsabilidade. Guitar Hero é uma série que precisa de evoluções e de novidades mas que em última instância, será sempre a sua lista de músicas que ditará o seu poder, como se fosse a sua personalidade.

Desde os primeiros acordes feitos para dar som à fantástica "Fascination Street" que cedo se percebe que algo mudou, e para melhor, "Seven Nation Army" é quem se segue e a sensação ganha reforço. Quando chegamos a "Black Rain" dos Soundgarden depois de ter passado por "Machine Head" dos Bush e "Uprising" dos Muse ficámos convictos, Guitar Hero está mais cativante e divertido do que nunca e não graças a artificialidades ou a cedências mas sim graças à fidelidade e ao trabalho de recriação mais apurado e mais fiel.

Quando Neil Young começa a gritar "Keep on Rocking in the Free World" já estamos completamente rendidos e quando músicas desconhecidas começam a cativar-nos e a dar-nos a conhecer bandas até então pouco familiares, sabemos logo que algo de bom está a acontecer. Quando se começa a ouvir "that ain't working, that's the way you do it, Money for Nothing and chicks for Free" compreendemos que mais um triunfo foi conquistado e é então que "Bohemian Rhapsody" entra e nos espanta. Freddy Mercury e companhia já não são estranhos ao género, mas o tratamento que a Neversoft deu a esta música é um autêntico atestado de carinho e paixão para uma das melhores bandas de todos os tempos e certamente um dos melhores momentos de toda a série.

Para provar que está mais concentrado do que nunca, Guitar Hero deixa de lado os convidados especiais que se por um lado eram uma homenagem a algumas das maiores figuras do mundo da guitarra, por outro lado nada mais eram do que trivialidades quando o que se pedia era uma lista de músicas imponente.

Agora as figuras de proa são os personagens já bem conhecidos da série, acompanhados por novas caras e ainda, caso queiram, pelos vossos próprios avatars ou miis. Estas intrigantes criaturas que habitam nos palcos do mundo do épico e do rock ganham preponderância ao assumir o papel principal no novo modo "Quest" e ao dar o nome ao jogo.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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