Halo 4 Análises

Halo 4 - Análise

Halo 4 - Análise

O regresso de John-117, aka Master Chief.

A 343 Industries está a viver o melhor momento enquanto produtora da Microsoft. Ter em mãos a franquia Halo, criada e desenvolvida com mestria, sempre sob elevados padrões de qualidade, ao longo de quase uma década por parte de uma Bungie agora noutras paragens, implica grande responsabilidade. Não defraudar as expectativas dos fãs e manter a série compatível com o legado foi a preocupação primeira com Halo 4, mas é seguramente uma oportunidade para esticar ainda mais as fronteiras e proporcionar um novo começo com Master Chief. Talvez um começo seguro e mais previsível para uma eventual abordagem que possa arrepiar caminho por mudanças que possam emprestar outra vitalidade à série para uma nova década.

Contratada para fabricar nova trilogia, a 343 Industries dá com Halo 4 os primeiros passos no novo jogo de combate de Master Chief. Há um ano, aquando do lançamento da edição de aniversário de Halo, a produtora deu validade ao primeiro jogo da série, ao perceber de que matéria se faz e para onde deve ir Halo. A edição de aniversário representou um serviço de acomodação e instalação à franquia, mas também de confronto com a necessidade de inovação e desenvolvimento. Se o arco narrativo em torno de Halo vive de constantes lutas entre várias facções alienígenas e de raças que ainda escondem segredos e planetas, enquanto que a humanidade luta pela sobrevivência e por um espaço de refúgio, em termos mecânicos, a estrutura de um shooter moderno capaz de oferecer combates agressivos e peculiares, é tão ou mais importante. Mais do que uma porta de entrada, é o espaço onde combates ferozes acontecem.

Havia uma preocupação em saber se a produtora iria permanecer totalmente fiel aos padrões da série ou se, em primar pela inovação imediata e por tentar marcar a diferença já no primeiro jogo da trilogia a seu cargo, nos daria um jogo diferente. Essa dúvida é afastada logo nas duas a três primeiras horas de jogo. Halo 4 é um jogo bastante conservador; fiel às produções mais recentes e sobretudo às suas raízes. Se isto pode ser encarado pelos fãs como positivo, ao ponto de terem a certeza que a qualidade final não sai beliscada, não é menos verdade que é notória alguma acomodação a certas convenções que terão de ser reformuladas, se a 343 Industries quiser deixar a sua marca no universo Halo.

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