The Witcher 2: Assassin of Kings é uma novidade especial nos clássicos Xbox 360 com melhorias na Xbox One X, que nos deixou altamente entusiasmados para o experimentar na consola. A versão 360 não foi uma mera conversão, mas sim uma remodelação do original PC, construído para tirar proveito de uma plataforma mais poderosa. A conversão sofreu vários cortes, mas até apresentou algumas melhorias. A questão agora é como fica num ecrã 4K e como está o original PC a correr na mesma resolução?

Correr o jogo a 4K maximizado foi, surpreendentemente, complicado. Combina ricas camadas de texturas alpha transparentes com o belo campo de profunidade e mesmo uma Titan X Pascal não impede quedas abaixo dos 30fps. O jogo é mais exigentes do que a sequela - sem o 'uber-sampling' activo.

Mas este é um jogo feito para PC e tem um aspecto lindo, personalizado e sem igual, distinguindo-se do sucessor de várias formas. Existem aspectos que revelam os sete anos que passaram desde o lançamento - especialmente a animação e movimentos faciais - mas fora isso, é lindo. A Xbox One X não se compara à versão PC, mas ainda existem muitos momentos de espantar e tal como visto em outros jogos melhorados para a X, as comparações mostram cuidado para converter o jogo da melhor forma, mesmo que esteja restrito pelas origens na Xbox 360.

Algumas das comparações mais fortes estão nas cenas iniciais. A CD Projekt RED queria que a sequela impressiona-se desde logo e aqui os artistas mostram tudo o que têm para dar. Só a chegada de um do homens de Foltest à tenda de Geral mostra efeitos como brilho, raios solares e campo de profundidade, juntamente com texturas de extrema qualidade. Comparado com a Xbox 360 - e até a X não temos a experiência completa nas consolas. O mais impressionante é que tudo se aguenta bem a 4K; o trabalho da CDPR fica espantoso em resoluções elevadas, feito numa altura em que 4K era um sonho.

The Witcher 2 na Xbox One X comparado com o PC e Xbox 360.

Esta cena demonstra uma grande diferença entre as duas versões e é apenas o início. A CD Projekt RED reescreveu toda a conduta pós-processamento para a Xbox 360 e voltou a construir a maioria dos shaders. Passaram um ano a trabalhar na iluminação para a Xbox 360, para que tudo encaixasse nos limites da consola, lançada em 2005. Foram feitas grandes mudanças no esquema das sombras, com um g-buffer mais simples, e os alvos de renderização a 16-bit foram substituídos por equivalentes 10-bit na consola.

O estúdio adaptou o conteúdo e até poderás preferir o aspecto na consola. Se o jogo PC é forte em cores vibrantes, que podem ficar estranhas, alguns efeitos são extravagantes - não se encaixando de forma realista na cena. A Xbox 360 não é tão vibrante, mas é mais realista, afectada com a remoção de importantes funcionalidades visuais como luz e brilho volumétricos. O campo de profundidade é inferior e não se compara ao do PC (mas praticamente invisível se quiseres correr a 4K no PC sem quedas no rácio de fotogramas).

É fascinante comparar as duas versões em 4K e relembra a era pré-Xbox 360, quando o PC era a plataforma líder em muitos jogos. As restrições na memória e menor poder na GPU e CPU geraram interpretações diferentes do mesmo conteúdo. The Witcher 2 na Xbox 360 foi quase um milagre pois é óbvio que o original foi feito de acordo com as forças do PC e a conversão para consolas exigiu muitos ajustes nos recursos, uma compreensão fundamental de como o jogo foi construído, como poderia ser adaptado e coragem para aplicar mudanças fortes no aspecto do jogo.

PCXbox One XXbox 360
A CD Projekt RED mudou radicalmente a iluminação na versão Xbox 360. Não tem o brilho e vibração do original PC e em muitos casos está mais realista. A parede demonstra as texturas e geometria melhoradas na Xbox One X.
PCXbox One XXbox 360
The Witcher 2 no PC ainda vale a pena. Este clássico de 2011 apresenta texturas que ficam muito bem a 4K.
PCXbox One XXbox 360
Talvez se deva à diferença na hora do dia ou talvez seja um exemplo da diferença na iluminação. Esta imagem demonstra o aspecto dos raios solares no jogo.
PCXbox One XXbox 360
Uma grande melhoria na X em termos da nitidez das texturas e como trata as texturas alpha. O filtro de texturas não parece ter sido melhorado, mas os mip-maps de maior qualidade fazem uma grande diferença.
PCXbox One XXbox 360
Esta imagem demonstra a incrível qualidade do campo de profundidade do PC, reduzido a um blur nas consolas. As texturas das pedras ilustram que nenhuma das versões lida bem com o filtro de texturas - a versão PC em especial tem problemas aqui.
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Outro exemplo de como a iluminação foi alterada para se adequar aos recursos limitados das consolas. Partículas e volumétricos são a principal casualidade aqui.
PCXbox One XXbox 360
A qualidade de texturas, resolução do mapa de sombras e LODs foram melhorados, demonstrando que as melhorias na Xbox One X vão além da reslução.

Por mais poderosa que seja, a Xbox One X não é uma Titan X e qualquer versão melhorada de The Witcher 2 será baseada na 'remistura' 360, por isso poderá ser injusto comparar qualquer versão de consola com o original PC no máximo. O que a X entrega é uma fantástica experiência que demonstra o que o original 360 tinha para oferecer. Os básicos estão presentes e correctos. A resolução 1280x672 da Xbox 360 é aumentada em 9x, chegando a 3840x2016, esticada na vertical para 4K (fazendo com que tudo pareça um pouco mais alto e fino do que no original PC). A equipa responsável pela retro-compatibilidade joga com os alvos de renderização de nível de detalhe - texturas e mapas de sombras com maior resolução estão presentes na maioria das cenas e mesmo os LODs da geometria parecem estar melhorados.

Curiosamente, o filtro anisotrópico parece ser o mesmo da versão Xbox 360 - tens um nível superior de detalhe devido aos mip maps de maior qualidade, mas vista em ângulos oblíquos a arte revela ter muito em comum com o original Xbox 360 e até com a versão PC, onde o filtro de texturas está quebrado. Curiosamente, existem extras inesperados - apesar dos elementos HUD e texto serem upscaled a partir da arte 720p original, o indicado no mini-mapa é um asset nítido.

Existem boas notícias para a performance. O jogo na Xbox 360 estava bloqueado a 30fps, mas frequentemente ficava longe disso, a v-sync adaptável ajudava a manter a performance suave - mas com screen-tearing perceptível. Tal como outros jogos retro-compatíveis, a v-sync é forçada pelo emulador, mas antes disso, os rácios de fotogramas raramente se desviam dos 30fps. As cutscenes mais pesadas podem causar quedas e vimos alguma trepidação causa pelo ritmo incorrecto de fotogramas, mas na maioria do tempo, The Witcher 2 na X consegue uma grande melhoria visual combinada com uma clara melhoria na performance. Resumindo, não precisas do modo performance do emulador - a pré-definição gráfica oferece uma grande melhoria visual sem contra-partidas.

Vale a pena revisitar este jogo, seja na Xbox One X ou PC. A equipa da retro-compatibilidade da Microsoft permitiu a versão definitiva de um jogo que não devia existir numa consola, melhorando imenso o trabalho de conversão da CD Projekt RED. No entanto, se jogares no PC, vale bem a pena revisitar The Witcher 2 - um dos últimos AAA feitos de raiz para a plataforma, uma experiência feita a preceito e que fica sensacional em ecrãs UHD.

Sobre o Autor

Richard Leadbetter

Richard Leadbetter

Technology Editor, Digital Foundry

Rich has been a games journalist since the days of 16-bit and specialises in technical analysis. He's commonly known around Eurogamer as the Blacksmith of the Future.

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