Call of Duty: Black Ops 3 não pediu nada emprestado aos MOBAs

Na sua tentativa de se aproximar dos eSports.

Call of Duty: Black Ops III introduz uma série de novidades que procuram combater a estagnação na vertente competitiva e aproximá-lo do crescimento dos eSports.

A adição de sistemas como "Ban & Protect" ou "Specialists Draft" na componente competitiva estão a originar comparações com MOBAs como League of Legends ou DOTA 2, onde os jogadores têm mais poder na determinação de regras e restrições. No entanto, David Vonderhaar, director do Treyarch, estúdio que desenvolveu Black Ops 3, afirma que estas mudanças não foram inspiradas pela filosofia MOBA.

"Ouço isso muitas vezes. Penso que se fores um jogador MOBA compreendo que possas estabelecer esse paralelo, mas não foi inspirado pelos MOBA," afirma Vonderhaar.

Apesar de confirmar que já jogou esses jogos, já que está envolvido na criação de videojogos, diz que não é um grande jogador e reforça que Call of Duty é um jogo no qual existe muita personalização.

"É uma experiência que te permite fazer o que quiseres com várias combinações para criares o teu próprio estilo de jogo. E o Treyarch tem apoiado imenso o cria-uma-classe com o sistema Pick10, e procuramos formas de expandir esse sistema há muito tempo, e fizemos isso de formas muito importantes para a série ao longo destes anos."

As novas classes Specialist, oferecem um elemento de diferenciação nas personagens que não havia nos anteriores jogos Call of Duty, e esta é a principal filosofia por detrás das mudanças, não existindo esforço consistente para seguir o que foi feito em outros jogos.

De forma a atribuir uma identidade aos personagens, flexibilidade e personalização, o estúdio desenvolveu esta nova abordagem ao longo dos anos e que já em 2010 testavam conceitos.

"Para nós, o Specialist foca-se na capacidade de dar ao teu personagem uma identidade e personalidade, se isso é inspirado pelos MOBA, então está bem, mas não pedimos nada emprestado, e não nasceu desse objectivo específico."

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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