Twisted Metal - Análise

O regresso das batalhas de metal.

Twisted Metal foi dos primeiros títulos que tive possibilidade de jogar na Playstation em 1995, e lembro-me que lá no grupo de amigos da zona, era dos poucos que gostava daquele jogo estranho que misturava confrontos entre veículos, com mísseis, metralhadoras e outros brinquedos explosivos. Esta receita estranha mas distinta acabou por ter um sucesso comercial relativo, o que levou ao lançamento de várias sequelas nos anos que se seguiram. Estranhamente a série entrou numa espiral conturbada nos últimos anos, e com alguns cancelamentos à mistura, não temos um Twisted Metal original há cerca de uma década.

Mas como estamos no tempo dos "reboots", uma reestruturação da série fez todo o sentido lá para os lados da Sony, E é exatamente nesses termos que este título se apresenta, como um recomeço. A forma como se apresenta é forte, mas por motivos diferentes do que provavelmente estarão à espera. A violência faz parte do ADN da série, no entanto, Twisted Metal apresenta-se de uma forma que leva a violência muito para lá dos confrontos entre veículos armados até aos dentes e dirigidos por lunáticos.

A campanha desenvolve separadamente a história de três protagonistas (Sweet Tooth, Mr. Grimm e Dollface), utilizando pequenas cinemáticas antes e durante os capítulos. Existe uma quarta personagem (Preacher), mas apenas é jogável no modo multijogador. A apresentação começa com Sweeth Thoot, o conhecido palhaço que conduz uma carrinha de gelados. Acontece que o grandalhão nem sempre foi um assassino lunático, e as cinemáticas explicam os eventos desde o tempo que era um normal homem de família, até às motivações negras que o levaram a participar no "torneio" Twisted Metal.

O autêntico diabo em versão "CEO" de uma grande empresa conhecido por Calypso é o homem responsável pela organização do Twisted Metal, e com o seu poder concederá a realização do desejo mais íntimo ao vencedor do torneio. Estas cinemáticas são tecnicamente muito competentes, e imensamente violentas em termos visuais, mas também verbais. Na língua Portuguesa então é particularmente chocante, confesso que não estou habituado a jogar com dobragem em Português, e alguns dos diálogos deixaram-me de olhos arregalados.

Existe uma motivação para os três protagonistas participarem no torneio, mas tirando isso, a estória contada pelas cinemáticas é desligada do jogo. Já escrevi isto antes, na minha opinião só existem duas razões para incluir uma cinemática num jogo. Para contextualizar a ação, ou para reforçar a experiência. As cinemáticas que o jogo insiste em impor têm pouca ou nenhuma relação com a ação, e por isso acabam por parecer uma peça de conteúdo à parte. Felizmente estão muito bem construídas, e existiram partes em que os eventos acabaram por me surpreender um pouco.

Em termos de gameplay o jogo tem que ser analisado a duas dimensões bastante distintas, isto porque é basicamente um jogo de condução e um "shooter" ao mesmo tempo. Em relação ao primeiro o controlo dos veículos funciona num estilo mais arcade, com os carros capazes de executar facilmente as curvas mais apertadas sempre a grande velocidade. Isto varia mediante o veículo que escolhemos, mas no geral o controlo é bastante simples e de rápida habituação.

Claro que depois vem a parte complicada quando juntamos as várias mecânicas e armas disponíveis à equação. Se esperavam encontrar uma experiência rápida e simplista, vieram ao sítio errado. A campanha em modo de dificuldade normal começa rapidamente a exigir poucos erros da nossa parte, e temos que aprender a dominar uma série de mecânicas para conseguir ir ultrapassando os desafios.

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Aníbal Gonçalves

Aníbal Gonçalves

Redator

MMOs e RPG são com o Aníbal. Aliás existe um rumor na redação que a sua primeira casa é o World of Warcraft. Mas às vezes também o vemos a fazer uns exercícios. Não é mau de todo.

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