Madworld • Página 4

A sobrevivência do mais forte!

As poucas áreas que Jack terá de percorrer usando uma mota de estilo Harley não colhem a mesma conjugação de dificuldades e desafios, até porque o esquema é demasiado linear e simples, acelerando quase sempre para derrubar as outras viaturas do percurso, pelo que sem grande esforço ou dificuldade a personagem principal chega ao fim praticamente íntegra. Na exploração das áreas normais Jack poderá recolher objectos como bastões com espinhos, facas, uma pistola magnética e até um taco de golfe para atirar para bem longe algumas cabeças. Em prol da diversão. Para fazer mais pontos e depressa convém descobrir ainda qual o desafio para a DeadWatch, geralmente tarefas de alguma complexidade cujo resultado com sucesso só se atinge depois de descobrir e vasculhar muito bem toda a área.

Cortando com o esquema linear, e sensivelmente a meio do caminho para a luta com o boss final, há tempo para participar no desafio “bloodbath”, aquilo que se pode chamar uma montra de espectáculos imaginários completamente estranhos. Desde agarrar uma garrafa de champanhe, agitá-la, enfiá-la boca a dentro de um adversário e arremessá-lo contra um espeto num ponto específico do adversário a organização destes mini-jogos faz-se dentro de um quadro de tempo. Desde as mais variadas situações as regras são explicadas e exemplificadas pelo Black Baron que acaba sempre morto brutalmente pela assistente. Apontados especialmente para o entretenimento valem sobretudo pelas diferentes técnicas e regras com que são organizados e por todo o ambiente mórbido que lhes está associado.

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Mad on the road. Embora a boss fight seja um duelo de cilindros, as duas secções em mota resultam algo simples, mais como uma espécie de descanso para as áreas normais.

O jogo completa-se normalmente entre as quatro e as cinco horas de jogo dependendo do tempo gasto em cada área. As repetições não entram para a contabilidade, assim como as cut-scenes entre níveis, pelo que tudo somado, o mais certo é gastar mais tempo. Poderia ser um pouco mais longo, mesmo assim os jogadores poderão voltar a percorrer toda a história através do modo hard, aberto depois de concluído dentro da dificuldade inicial fazendo uso de equipamento especial. Jogar multiplayer é também outra possibilidade, infelizmente o ecrã dividido para dois jogadores está confinado aos “bloodbath challenges” para descobrir qual dos dois consegue ser realmente mais lesto.

Mesmo assim Madworld consegue cotar-se como uma das mais gratificantes experiências dentro da oferta da consola da Nintendo, aproveitando em pleno todo o manancial de funções da máquina para projectar-se como uma das opções mais arrojadas até em termos gerais. Desde o grafismo único ao entretenimento debruçado nas diferentes formas estabelecidas para a progressão não faltam motivos para os speakers de serviço saltarem da cadeira em plena vibração com a actuação brutal de Jack, o talhante de serviço. Madworld é um universo de ficção fantástica e para os utilizadores da Wii fica a certeza que há produtores independentes esforçados em materializar projectos únicos e de comprovada qualidade.

9 /10

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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