Left 4 Dead 2 • Página 2

Estes zombies não nos largam.

Em relação aos vários modos de jogo, temos um jogado offline que já estava presente no título anterior. Este continua muito “deslavado”, sem grande apelo para que o jogador lhe ponha as mãos. As campanhas estão todas desbloqueadas desde o início, não havendo uma sequência lógica de eventos, ou quase. Se após algumas horas a jogar resolvemos dar uma volta ao “bilhar grande”, não podemos gravar a progressão (já acontecia no primeiro jogo), temos sempre que iniciar num dos capítulos de uma das campanhas disponíveis. O jogador fica meio perdido, pois já nem sabe onde ficou da última vez que jogou. Também podemos saltar logo para a campanha final e para o seu último nível, tirando todo o gozo de um modo história que mais uma vez é completamente ausente. Resumidamente, este modo offline serve apenas para treino e para conhecer os capítulos de cada campanha.

Está mais do que provado que esta série é completamente virada para os seus modos multiplayer, e esta segunda versão está bem recheada. Temos modos para todos os gostos, o primeiro a ser referido é Campanha Online, este modo é completamente idêntico ao singleplayer offline, onde jogamos com jogadores de todo o mundo, num máximo de quatro jogadores.

Outro modo já presente no jogo original, é o denominado por Sobrevivência, em que temos que aguentar o máximo de tempo possível a diversas vagas de zombies e monstros que vão aparecendo. O grau de dificuldade vai aumentando durante o tempo que estamos a aguentar, havendo barreiras de tempo que terão que ser alcançadas para obter as classificações de Bronze, Prata e Ouro.

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Monte de banhas fedorento está de volta.

O modo Versus também está presente neste segundo jogo, sendo até um dos modos que mais gostei em Left 4 Dead. Aqui também não há muitas novidades, o conceito é o mesmo, ora jogamos pelos sobreviventes ora jogamos com os infestados. Jogamos numa determinada Campanha em um determinado Capítulo, muito divertido e muito aconselhável. É claro que este é um dos modos que mais beneficiou da adição de mais monstros, armas e items. É espectacular jogar com o Jockey, saltar para as costas do oponente e dar-lhe uma valente tareia. O Charger também é super divertido, com aquelas investidas à touro enraivecido, muito bom.

Agora os modos que são novidade na série, em primeiro temos o denominado por Busca. Somos um grupo de quatro sobreviventes colocados num mapa, temos um tempo limite para recolher 16 garrafões de combustível para ligar um gerador ou por um carro a trabalhar. Os adversários, quatro jogadores infestados, têm que nos matar ou destruir os garrafões que estão espalhados pelo mapa. Sempre que um garrafão de combustível é colocado, são adicionados mais 20 segundos ao tempo disponível. Este modo é um grande stress, fiquei muitas vezes angustiado com a incessante procura dos malditos garrafões para no final “morrer na praia”.

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Adoro jogar com este infestado, Jockey.

O último modo de jogo é o Realismo, que é a segunda "novidade", este é idêntico ao modo Campanha Online mas com um grau de dificuldade muito superior. Este modo tenta reproduzir o que aconteceria na vida real se nos deparássemos com um cenário como o que é recriado em Left 4 Dead 2. Tudo é demasiado difícil, desde um número exagerado de monstros e zombies, até ao fato destes demorarem mais tempo a morrer. Outro contratempo é o facto de não conseguirmos vislumbrar onde os nossos companheiros se encontram, quando não estão no nosso campo de visão.

Numa análise mais descuidada e fria, diria que este segundo título não é muito diferente do jogo anterior. Muitos podem pensar que poderia ser lançado como uma expansão do primeiro jogo, mas não seria justo, nota-se que a equipa trabalhou duro para que o resultado final fosse o que está à vista. Quando jogamos é que notamos que os pormenores fazem toda a diferença, pequenos ajustes na jogabilidade, nas opções, nas Campanhas e até no arsenal ao nosso dispor fazem deste jogo uma aquisição obrigatória para os apreciadores do género. Este Left 4 Dead 2 é um puro gozo cooperativo, venham eles, quantos são? Não tenho medo deles.

9 /10

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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