Gears of War 3 • Página 2

Irmãos de sangue.

A história poderia ser melhor ou até pior (mas tende a ser mais esta última), mas pelo menos é impecável na sua representação visual. Muito se tem dito sobre as limitações e insuficiências do Unreal Engine e que está desatualizado em comparação com o CryEngine 3, mas a verdade é que o novo Gears of War é um autentico prodígio gráfico, melhorando muito coisas tais como a iluminação (com a adição dos god ray vistos em Bulletstorm) ou texturas. Os cenários são maiores e menos lineares, com uma enorme nitidez de imagem e uma variedade de cores que se destinge do tímido marrom nextgen. A Epic, de facto, deu-se ao luxo de mudar completamente o local do último episódio do ato IV, para que agora o azul domine no ecrã, onde a tecnologia volta, de novo, a deixar-nos de boca aberta. Este aparato visual é apenas manchado pelas quedas do frame-rate nas cinemáticas, que são geradas pelo motor de jogo, chegando aos 25FPS, mas que em geral, Gears of War 3 é a referência gráfica na Xbox 360, incluindo o modo 3D estereoscópico.

As modificações ao motor de jogo, na realidade, vão mais além de mudanças puramente estéticas. Agora existem partes do cenário - entre as quais estão as zonas de cobertura - que são destrutíveis, mudando a forma como enfrentamos os combates e acrescenta pequenas nuances à jogabilidade. Houve também uma ligeira melhoria na IA, e isto não se reflete apenas nos inimigos: durante a campanha iremos estar sempre acompanhados por três personagens, aos quais podemos marcar objetivos primários, como por exemplo um botão onde podemos ser curados quando estamos quase mortos. A razão para o qual este trabalho em equipa foi produzido é bastante simples: temos até quatro jogadores (online ou System Link, e o ecrã dividido está apenas destinado a dois jogadores) onde podemos jogar a campanha principal em cooperativo.

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Anya Stroud: bela e letal.

Intimamente ligado a este último ponto está uma das novidades em Gears of War 3, que é o modo arcade, e que basicamente permite que jogues a campanha, adicionando pontos e o desafio é vencido por aquele que atinge um maior número quando terminar cada capítulo. Não existem aqui muitos segredos, exceto a inclusão de um multiplicador, algo tipo combo, para os inimigos mortos e quinze mutators, semelhante às caveiras em Halo, que modificam aspetos que afetam a dificuldade ou as variáveis mais curiosas e divertidas (colocar cabeças grandes nos inimigos ou substituir o sangue por flores, por exemplo). Como nota curiosa, no menu da campanha existe uma terceira opção bloqueada com o texto "Brevemente"; tudo indica que iremos ter que desembolsar algo mais para termos uma experiência completa e que o DLC não estará limitado apenas as mapas multijogador. Isto, e o já anunciado Season Pass, poderão ser vistos como uma medida por parte da Microsoft de querer rentabilizar o jogo e que certamente irá chatear muitos fãs.

Como já foi referido em outros artigos, o multijogador é cada vez mais importante em Gears of War. Neste sentido, Gears of War 3 torna-se algo como a quadratura do círculo: foram polidos os diferentes modos, bem como o sistema de matchmaking. As armas estão mais equilibradas do que nunca (desde o possível) e foram implementados os mutators para alterar as variáveis ​​das partidas, bem como dos servidores dedicados, que têm o objetivo de tornar a experiência online o mais suave e o mais estável possível. Foi também melhorado o sistema de progressão, e conforme vamos ganhando os pontos de experiência e subir de níveis, iremos desbloquear personalizações de armas, skins e medalhas, isto de acordo com objetivos específicos. O que ainda não convence é o já anunciado plano para os DLC: existe bastante conteúdo de base, mas com tantos downloads pagos (e, certamente, a alto preço), corre-se o risco de fragmentar os jogadores nos modos online.

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Sobre o Autor

Josep Maria Sempere

Josep Maria Sempere

Subdirector

Josep Maria es subdirector y fundador de Eurogamer España y el máximo responsable del día a día de su línea editorial y de contenidos. Ama el punk-rock, el cine palomitero de Hollywood, los simuladores de submarinos, la sci-fi, los cacharros de Apple y la década de los 80. Puedes leerlo también en BFG9000, en su Twitter (@kr3at0r) o escucharlo en el podcast Ocho sobre Diez.

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