Este artigo sobre Gravity Rush Remastered foi publicado aquando do lançamento Japonês em Dezembro, por isso foi recuperado para te lembrar do quão bom está..

O Japan Studio da Sony está a trabalhar em Gravity Rush 2 para a PlayStation 4 - projecto arriscado tendo em conta a estreia da série na PlayStation Vita. Para aumentar a sua exposição, o Bluepoint Games, especialista em remasters - logo após o espantoso trabalho em Uncharted: the Nathan Drake Collection - converteu o jogo para a PS4. Chega à Europa em Fevereiro mas já está disponível na Ásia e Japão, nós não resistimos.

Gravity Rush é um dos melhores títulos da Vita, graças a controlos intuitivos que tiram proveito da interface do sistema - os jogadores passam o dedo pelo ecrã para escapar aos ataques, e usam o giroscópio para a mira em gravidade zero. Combinado com a estética cel-shaded, o Japan Studio ajustou a experiência às forças da Vita para dar algo especial. Neste remaster, o Bluepoint teve um desafio firme - visuais em baixa resolução desenhados para um ecrã de cinco polegadas precisam correr em ecrãs 1080p, enquanto o esquema de controlo tem que transitar de forma eficaz para o DualShock 4.

A boa notícia é que muitas das funcionalidades Vita se traduzem bem para a PS4, a melhoria gráfica é ainda mais dramática do que em Nathan Drake Collection. A maioria da arte melhorou imenso, recebendo enormes melhorias no detalhe - tanto nas texturas como na geometria.

O mundo é mais rico, repleto de detalhe delicado que não existe na Vita. O Bluepoint é conhecido por se esforçar nos seus trabalhos e a este respeito, Gravity Rush não desilude, conseguindo um número maior de polígonos e detalhe geométrico mais rico. As arestas das janelas que são uma textura achatada na Vita são objectos tridimensionais na PS4. Os tijos estão mais detalhados, mais refinados, e os ambientes oferecem níveis maiores de animação de fundo. Os personagens estão mais suaves, e é usado maior detalhe geométrico para arredondar arestas e adicionar detalhes às roupas. Os contornos a preto dão ao jogo um aspecto de banda desenhada e estão mais refinados, melhor adequados para a resolução da PS4.

Comparámos a Vita e a PS4. A diferença é espantosa - vale bem a pena ver.

A presentação fica ainda mais refinada com vários efeitos GPU adicionais - além de maior número de pixeis, o jogo apresenta agora antia-aliasing pós-processamento, ausente do original Filtro anisotrópico adiciona mais claridade e ajuda a destacar a nova arte. Na Vita era usada uma implementação trilinear mais simples, os resultados nada espantosos - as texturas ficam muito esborratadas em certos ângulos.

Além disso, foram usadas sombras de maior resolução, juntamente com o uso de brilho de forma mais liberal em várias cenas - o efeito está presente nas janelas e postes de iluminação na PS4, ao invés de efeitos estilo HDR do original.

O Bluepoint usa o mesmo esquema LOD, o cenário transita de objectos detalhados para estruturas mais simples antes de desaparecer por completo quando a câmara se afasta. Ajuda a evitar pop-in como em muitos jogos com estética similar. O uso de arte de maior qualidade ajuda a preservar mas o detalhe, ainda é possível ver padrões do cenário consoante desaparece.

A forma como os LODs são geridos nas duas consolas também ajuda a minimizar a quantidade de pop-up ao explorar, apesar das transições entre arte de baixa e alta qualidade não serem eliminadas. Os NPCs tendem a surgir no dana nas cutscenes nas duas consolas mas surgem mais rapidamente na PS4. É uma pequena nódoa numa apresentação impressionante para um jogo desenhado para uma portátil.

Como podes ver no vídeo em baixo, passar para 1080p tem um efeito profundo aqui. O original opera a 720x408 na Vita, passar para full HD é um espantoso aumento de 7x na resolução. Combinado com a nova arte e geometria, o aumento na fidelidade é espantoso.

As melhorias visuais são espantosas - o Bluepoint conseguir tornar um jogo portátil com quase 4 anos num jogo PS4 lindamente estilizado e rejuvenescido. Em termos de gameplay também se aguenta e o Dualshock 4 está preparado para apresentar todas as funcionalidades do original.

A inclusão de giroscópio e painel táctil no DualShock 4 signifca que as acções por toque e movimento da Vita estão aqui presentes, sem mudanças dramáticas. Movimentar o comando é usado para a câmara em modo gravidade zero ou no mapa, deslizar o dedo no painel táctil serve para escapar aos ataques. Estas acções são espelhadas pelo L2 e R2 se preferires. Na verdade, nem tens que usar o DualShock 4 funcionalidades de movimento ou toque, apesar de se sentirem naturais para o jogo.

Em termos de performance, o jogo tinha como alvo 30fps na Vita com v-sync activa. A performance aguenta-se bem: existem quedas perceptíveis, criando tremores, mas nada que afecte regularmente o gameplay. É uma experiência sólida no original mas a melhoria é imensa na PS4.

Sem as limitações da Vita, o Bluepoint entrega 60fps na PS4, fornecendo uma experiência com aspecto e sensação mais suave que o original. As transições entre cutscenes causam pequenas quedas mas de resto, a performance está firme no seu alvo sem interrupções durante gameplay.

Como seria de esperar, o aumento na performance melhora dramaticamente a fluidez do movimento sobre o original. A melhoria no gameplay é tangível: os controlos sentem-se mais frescos durante a acção rápida e no geral é mais fácil seguir Kat ao flutuar pelo ar. Duplicar o rácio de fotogramas cria uma experiência melhorada e o gameplay beneficia - ajuda mesmo a melhorar a qualidade dos controlos por toque e movimento, se os escolheres.

Teste à performance do remaster revela uma consistência excelente na PS4.

Gravity Rush Remastered: Veredicto Digital Foundry

Gravity Rush Remastered é um feito ainda mais impressionante que a Nathan Drake Collection. Os originais PS3 foram desenhados para terem bom aspecto em HDTVs modernas, enquanto o alvo de Gravity Rush era menos ambicioso. Trazer o jogo para a PS4 e conseguir que funcione é um grande feito, e o Bluepoint Games foi a escolha certa.

Com a sua apresentação a nativa 1080p, bens renovados, efeitos de maior resolução e gameplay a 60fps, Gravity Rush surge revigorado na PS4. Além disso, o gameplay único do original foi convertido muito bem para o DualShock 4, e a experiência é autêntica - apesar de correr numa plataforma diferente. Gravity Rush é uma boa conversão PS4 que deve cair bem entre os fãs do jogo, ao mesmo tempo é um bom ponto de partida para quem não conhece.

Iremos actualizar este artigo quando o jogo chegar à Europa, entretanto, podes comprar o jogo numa da PlayStation Sotre da Ásia - aconselhamos comprar na de Hong Kong, oferece a opção de jogar em Inglês, ausente na versão Japonesa. De momento, parece que apenas o Japão recebeu um lançamento limitado físico - bom para coleccionadores.

Tudo para nos preparar para isto: Gravity Rush na PS4. Aqui, o Digital Foundry olha para o primeiro vídeo gameplay.

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