Os Melhores Jogos de 2021 - Escolhas da Redação

Jogamos, logo existimos.

Depois da lista com os Melhores Jogos de 2021 dos leitores, estamos de volta com mais alguns destaques, mas desta vez escolhidos por nós, a equipa do Eurogamer Portugal.

Após partilhares os teus gostos e experiências conosco, o mais justo e merecido é revelarmos quais os jogos que mais nos marcaram e cujas memórias ainda brilham com especial vigor na nossa mente, mesmo passados meses de os termos jogado. Existem diversos jogos que poderiam ser apresentados e escolher apenas um é uma angústia.

Tendo isso em conta, decidimos aumentar ainda mais a angústia e escolher cada um o jogo que considera ser o ponto mais alto do ano, seja pelo impacto em nós enquanto jogadores ou pela diversão que nos deu, juntamente com 2 jogos que ficaram muito perto de agarrar esse título. Se escolher um só jogo para destacar foi difícil, escolher mais dois ainda tornou tudo mais exigente.

Temos diferentes gostos e gostamos todos de jogar um pouco de tudo, sem esquecer os nossos guilty pleasures. Esperamos que estas escolhas mostrem um pouco de quem somos enquanto jogadores e que mostrem que acima de tudo encaramos esta indústria com uma incessante busca por novas experiências que teremos todo o gosto e recordar.

A indústria dos videojogos passou por um ano peculiar em 2021, que começou com mais um isolamento social para combater a pandemia, o que ajudou a manter ainda mais especial os tempos passados em casa a jogar alguns desses jogos. Apesar de imensos adiamentos que mudaram por completo a imagem deste ano, comparado ao que se esperava antes de entrarmos nele, existem jogos que conquistaram um contorno especial este ano..

Outras escolhas são apenas expressões do nosso ADN enquanto jogadores, reflexos da nossa alma gamer e que mostram quase automaticamente quem somos e o que mais procuramos quando olhamos para a indústria.

A todos os que nos acompanham, um enorme obrigado por partilharem as vossas experiências conosco e acompanharem a nossa cobertura sobre um meio de entretenimento que tanto nos apaixona.

Votos de um Feliz 2022 e que seja abençoado com a tua companhia. Obrigado.

Jorge Loureiro

Jogo do Ano

  • It Takes Two: Desde que o joguei em Março que já tinha noção de que este poderia muito bem tornar-se no meu jogo favorito do ano. Não tinha a certeza, porque ainda faltavam tantos meses e tantos lançamentos ara terminar o ano, mas tinha-me divertido imenso neste aventura cooperativa. Tendo jogado o título anterior de Josef Fares - A Way Out, outro jogo coop - não esperava que se superasse tanto. Mas foi isso o que aconteceu. It Takes Two entrega diversão, desafio e frescura do princípio ao fim. A forma como o jogo se reenventa e continua a surpreender capítulo após capítulo é o motivo pelo qual é o meu jogo favorito de 2021.

Menções Honrosas:

  • Metroid Dread: Uma fortíssima proposta para os fãs da modalidade metroidvania. Metroid Dread revigorou este género em 2021 e, apesar de existirem várias outras propostas assentes nos mesmos alicerces, mostrou que ainda é rei. Parece-me que a perspectiva 2D do jogo levou alguns a desconsiderá-lo como um título de qualidade menor, uma injustiça. Para mim Metroid Dread é um dos melhores jogos que podes encontrar na Nintendo Switch actualmente. Um exercício de como combinar uma jogabilidade que escorrega que nem manteiga com level design complexo, que se vai abrindo aos jogadores à medida que vão desbloqueando novas habilidades para Samus.
  • Returnal: A Housemarque tinha uma tarefa muito complicada em mãos: apresentar um género de nicho à audiência massiva da PlayStation. Não era uma tarefa fácil, o conceito de um roguelike não é, à primeira vista, muito agradável - quando perdes, voltas ao início. Apesar da aura de dificuldade que existe em redor do jogo o tornar numa proposta complicada para a maioria dos jogadores (e não se enganem, o jogo é difícil), foi um dos jogos que mais me absorveu e consumiu durante o ano. Tem muita aleatoriedade associada, como outros roguelikes, mas a jogabilidade é um mimo, baseada na identidade arcade da Housemarque, e simplesmente não cansa. Um dos melhores jogo de 2021 para quem gosta de um verdadeiro desafio.

Vítor Alexandre

Jogo do Ano

  • Metroid Dread: Estava anunciado para o último trimestre de 2021, mas daí até a confirmação de qualidade vai uma diferença. No entanto, a coleboração entre a Nintendo e os espanhóis da MercurySteam não falhou e com o design a cargo do produtor de Metroid (Yoshio Sakamoto), Dread tornou-se na referência para 2021 no género acção e aventura galática, consolidando o género "metroidvania". É um jogo na linha das primeiras produções, em 2D, mas recheado de bons momentos e um estado de arte acima da média. Não falta dificuldade, sem no entanto se tornar insana.

Menções Honrosas:

  • Cyber Shadow: E que melhor homenagem poderia existir a jogos como Ninja Gaiden ou Mega Man? Cyber Shadow é um side-scroller horizontal 2D, que se reveste de grandes momentos dos jogos de acção 2D da Konami para as arcadas, embora com uma identidade muito própria, ao estilo 8 bit e um conjunto de boss fights realmente frenéticas. Tudo no jogo é admirável; da arte, jogabilidade e som, passando pelo design dos níveis, é uma experiência fulgurante.
  • Ghosts'n Goblins Resurrection: Chegou também no começo de 2021 este nostálgico e revigorante novo jogo da série Ghosts'n Goblins, capatultado por novos níveis, arte e visuais, bem como uma jogabilidade ainda mais árdua. Um regresso em grande forma de Sir Arthur, envolto na neblina do dia dos finados, para exterminar mais um exército de criaturas horripilantes. É um desafio à altura dos menos temerosos e a fazer uso de um arsenal só à luz dos grandes cavaleiros.

Adolfo Soares

Jogo do Ano

  • Resident Evil Village: Como fã incondicional de jogos de terror não poderia efetuar uma escolha diferente. Apesar de óbvia, é uma escolha meritória, Resident Evil Village conseguiu evoluir a fórmula implementada no seu predecessor sem perder o rumo. A essência da franquia é mantida, com uma adaptação subtil à evolução que se exige. Observámos o desenvolvimento da narrativa ao mesmo tempo que somos brindados com revelações nunca vistas na série. Uma fantástica continuação que nos transporta para uma viagem alucinante recheada de momentos icónicos. Sou daqueles que já comprou o bilhete para o próximo capítulo.

Menções Honrosas:

  • Halo Infinite: Levou uma eternidade, mas finalmente no final de 2021 tivemos a tão aguardada continuação de Halo. Com um final de desenvolvimento conturbado, a 343 conseguiu entregar um trabalho qualitativamente adequado à série da Microsoft. Não sendo uma revolução, Halo Infinite conseguiu cativar, principalmente pela sua excecional jogabilidade e uma narrativa com seus momentos empolgantes. Um trabalho que rejuvenesce a franquia, deixando-a num patamar prometedor para futuras incursões.
  • Deathloop: Confesso que não foi fácil inserir aqui Deathloop, tudo devido à forma como o encarei durante a minha playthrough. Necessitei de uma boa dose de paciência inicial, aos poucos foi-me conquistando com as suas sublimes mecânicas jogáveis. A Arkane Studios conseguiu refinar a sua fórmula e entregar um produto deveras apelativo, com lufadas de originalidade e até exemplos para outros seguir. Já escasseiam as criatividades, onde se vomitam sequelas fáceis para um retorno ainda mais acelerado. Deathloop tenta quebrar literalmente esse ciclo.

Jorge Salgado

Jogo do Ano

  • Metroid Dread: Tenho de fazer uma confissão: até 2021, nunca havia jogado um jogo da saga Metroid (pausa para apedrejamento). Estava ciente da saga, obviamente, e sabia que era altamente aclamada, mas admito que nunca tinha tido grande vontade em experimentar os jogos. Até que Metroid Dread entra na minha vida, e descubro que o jogo é brilhante de início a fim. Com uma fluidez ímpar, um mundo interconectado que mais parece um gigantesco puzzle e bosses difíceis, é verdade, mas que muito gozo me deram derrotar, Dread deixou-me completamente arrebatado. Sempre que Samus obtinha uma nova arma ou uma melhoria para o seu fato, não podia deixar de me sentir feliz por ela. Sempre que descobria o caminho por onde prosseguir ou derrotava um EMMI, não continha um sorriso de satisfação. O jogo teve um impacto tão grande em mim que, assim que o terminei, fui logo experimentar Metroid: Samus Returns na 3DS. Se isso não é sinónimo de um grande jogo, então não sei o que é.

Menções Honrosas:

  • Little Nightmares 2: Este era o meu jogo mais aguardado para 2021 e talvez um dos jogos que mais antecipei nos últimos anos. O primeiro jogo primou pelo ambiente mórbido, decadente, arrepiante e estava ansioso por ver aquilo que a Tarsier criou para a sequela. E o estúdio não desapontou. Little Nightmares 2 pega em tudo aquilo que fez o primeiro jogo tão bem-sucedido e coloca umas pitadas extra de lore, de adrenalina e de tensão. Mono foi uma ótima adição ao universo de Little Nightmares mas, para mim, o trunfo do jogo e o seu ponto alto é a professora. Jamais me esquecerei da sua aparência grotesca, à medida que me persegue pelas condutas da escola, esticando o seu pescoço infinitamente. Uma imagem que tão cedo não apagarei da minha memória.
  • 12 Minutes: Apesar de reconhecer as falhas do jogo, 12 Minutes foi um título curioso, com um mistério que me agarrou fortemente durante as horas que passei com ele. Criado pelo português Luís António, 12 Minutes foca-se num casal preso num loop e cabe-te a ti perceber o que está a acontecer e desvendar os mistérios escondidos por estas personagens. A história dá umas reviravoltas bem surpreendentes, mas aquilo que mais me fascinou foi o facto de qualquer pequena ação que executas poder alterar o rumo da história. O nível de experimentação em 12 Minutes é altíssimo, e cabe-te a ti perceber quais os objetos que deves manipular ou quais as respostas que deves dar de maneira a que a história prossiga - e, caso morras, a narrativa começa do zero.

Bruno Galvão

Jogo do Ano

  • MLB The Show 22: Enquanto tipo que escreve no Eurogamer Portugal, não estou obviamente qualificado para apreciar os grandiosos e exuberantes lançamentos que enriquecem a alma dos que desfrutam de maior requinte. Totalmente ciente dessa noção, não tive oportunidade para me dedicar à pesca e tive de procurar uma alternativa, o Basebol. Desde abril de 2021 que descobri de forma totalmente inesperada esta modalidade e fiquei completamente rendido, ao ponto de mudar por completo a minha vida. Quando comecei a jogar MLB The Show 21, comecei a pesquisar mais sobre o desporto para me preparar para a análise e o jogo si, o que me fez ficar apaixonado. Desde então, assisto a jogos em direto, aos resumos, entregas de prémios e eventos especiais. Tendo em conta o impacto na vida desta básica alma no que diz respeito aos videojogos, não podia escolher outro jogo.

Menções Honrosas:

  • FIFA 22: Após longos meses imerso numa pandemia que ditou diversos isolamentos sociais, senti a necessidade de descobrir uma experiência mais imediata, sem compromissos e que me ajudasse a esquecer a realidade. Perante este dilema, uma alma tão básica como a minha, desprovida do desejado requinte para saborear jogos de paladar mais apetitoso, decidi que pela primeira vez me iria dedicar a sério a FUT. Com FUT 22 dei por mim totalmente viciado em FIFA 22, a aprender as META e sempre à espera da nova fornada de cartas especiais. Adorei especialmente estas semanas com as Winter Wildcards, os constantes desafios de construção de plantel com fichas Wildcard para trocar e os Party Bags que me deram o Nkunku e o Dembéle (o do Lyon).
  • Balan Wonderworld: Para permitir que a nostalgia vibrasse de uma forma incrivelmente nostálgica, entrei em Balan Wonderworld de Yuji Naka sem qualquer compromisso e descobri um jogo verdadeiramente nostálgico para quem adora essas sensações nostálgicas. Senti-me a viajar no tempo e a relembrar pérolas como NiGHTS into Dreams da SEGA Saturn e só por esse valor nostálgico sou mais do que nostalgicamente forçado a considerá-lo como um dos grandes triunfos de 2021. A maioria do tempo em que o estava a jogar estava a pensar em jogos da década de 90 e a lembrar-me do quanto me diverti a jogá-los, os jogos de outras eras e não este, uma vez que este não é nada divertido. No entanto, essa jornada nostálgica repleta de alegria pela era da Saturn e Dreamcast valeu ouro.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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