Um mês a jogar na PS5: os jogos são o maior trunfo da consola

Variedade e qualidade.

Embora a PlayStation 5 só tenha chegado às lojas portuguesas na passada quinta-Feira, 19 de Novembro, já faz quase um mês desde que recebemos a nossa unidade. A nossa review da PlayStation 5 enumera todas as qualidades da consola, desde o extremamente rápido SSD que praticamente elimina os loadings às capacidades fantásticas do Dualsense que, quando devidamente utilizadas, aumentam a imersão e interactividade dos jogos, mas é o riquíssimo catálogo de jogos da consola que realmente solidificam a sua proposta.

Quando publicamos a review, poucos eram os jogos disponíveis para a experimentar, mas desde então muitos mais chegaram. O catálogo de lançamento da PlayStation 5 é extraordinário na diversidade que apresenta mas, mais importante, na qualidade. Os quatro títulos first-party - Astro's Playroom, Spider-Man: Miles Morales, Sackboy: Uma Grande Aventura, e Demon's Souls - são todos incríveis à sua maneira. A Sony não estava a mentir quando disse que a PS5 teria o melhor catálogo inicial na história da marca. Comparativamente ao catálogo inicial da PlayStation 4, existe uma diferença abismal seja quantidade, seja na qualidade.

"O catálogo de lançamento da PlayStation 5 é extraordinário na diversidade que apresenta"

Se este arranque da consola já nos surpreende pela solidez do jogos apresentados, só podemos imaginar o que virá no futuro. Para 2021 estão prometidos God of War Ragnarok, Ratchet & Clank: Rift Apart, Gran Turismo 7 e Horizon: Forbidden West. São jogos altamente promissores, que aliados ao leque de jogos third-party, garantem que os compradores iniciais da consola não terão falta de entretenimento. Recordo-me bem que as gerações anteriores nunca foram tão abundantes desde o início e poderia até ser ingrato comprar uma nova consola para depois não ter nada para jogar - fora os jogos iniciais - durante longos meses. A PS5 é uma antítese deste sentimento, mostrando um grande valor desde o primeiro dia.

PS5, um futuro risonho graças aos estúdios da Sony

A Sony está a colher os frutos que plantou e nos quais investiu muito nas gerações anteriores, criando um invejável batalhão de estúdios que são tanto capazes de manter fortes as propriedades existentes como criar novas propriedades aliciantes. Todos pensavam que Uncharted era o pico da Naughty Dog, mas depois o estúdio saiu-se com The Last of Us. A Sucker Punch era sobretudo conhecida por inFamous, mas apanhou todos desprevenidos com Ghost of Tsushima. A Insomniac Games é também assustadoramente versátil, basta olhar para Marvel's Spider-Man, Ratchet & Clank e Resistance - são todas propriedades muito diferentes.

O facto da Sony finalmente ter adoptado retrocompatibilidade também ajuda a consola nesta fase inicial. Há jogadores que ainda não jogaram o enorme catálogo de exclusivos da PlayStation 4 e podem fazê-lo na nova consola. Em alguns casos concretos, como Days Gone e Ghost of Tsushima, há optimizações que permitem jogar a 60 FPS - algo que melhora substancialmente a experiência. O ideal era que todos os exclusivos da consola a anterior recebessem este tratamento. Estamos ansiosos por poder jogar títulos como Uncharted 4, The Last of Us: Parte 2, Horizon: Zero Dawn e Bloodborne com as devidas optimizações para a PS5. Até agora, a Sony não confirmou nada, mas acreditamos que vai acontecer eventualmente.

"A Sony está a colher os frutos que plantou e nos quais investiu muito nas gerações anteriores, criando um invejável batalhão de estúdios"

Num ano tão irregular como este, em que descobrimos que não podemos tomar nada como garantido, o lançamento da PlayStation 5 é surpreendentemente forte. Creio que em Setembro, quando havia queixas de uma Sony pouco comunicativa, ninguém esperava isto. Num período de tanto confinamento, os diversos jogos da consola têm-nos mantido entretidos, com um sorriso de orelha a orelha. Depois de quase um mês a "viver" com a consola, aquilo que já tínhamos dito da PS5 na review - de que "consegue criar a sensação de novidade e de que tens coisas novas e maravilhosas para jogar" - não podia ser mais verdade. O hardware da consola é fantástico, mas ultimamente, isso pouco importaria sem o catálogo de jogos que a consola tem.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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