Bethesda explica o que aconteceu com a banda sonora de Doom Eternal

Uma situação complicada.

No final de Abril, Mick Gordon, o compositor das bandas sonoras de Doom (2016) e Doom Eternal, anunciou que tinha dúvidas sobre colaborar novamente com a Bethesda em futuros jogos ou projectos.

Naquela altura, especulou-se que este desentendimento teria por base uma edição feita pela Bethesda às suas músicas, resultando numa qualidade inferior (isto com base numa análise feita às ondas sonoras das músicas).

A situação é, todavia, muito mais complicada e foi agora explicada detalhadamente pelo produtor executivo da id Software. Num longo texto, Marty Stratton pediu aos fãs para pararem de mandar ataques directos ao engenheiro de áudio da id Software, que editou a maioria das músicas que compõe a banda sonora de Doom Eternal.

Apesar de elogiar a música de Mick Gordon, e de sublinhar que tinha praticamente autonomia criativa sem limites, Marty Stratton não escondeu que Mick Gordon falhou várias vezes o prazo para entregar a banda sonora de Doom Eternal (mesmo com o prazo a ser adiado várias vezes). Isto colocou a Bethesda numa situação complicada, porque tinha prometido entregar a banda sonora nas edições de coleccionador do jogo.

Há leis de protecção ao consumidor em vários países que permitem ao consumidor pedir um reembolso caso um produto não fosse entregue na data prometida. Com o compositor a atrasar-se várias vezes, Marty Stratton pediu ao engenheiro de áudio da id Software para começar a preparar músicas da banda sonora com base nos fragmentos de áudio entregues por Mick Gordon para serem incluídos no jogo.

Uma coisa a realçar é que estes fragmentos não têm tanta qualidade como o material fonte (ao qual apenas Mick Gordon tinha acesso), o que explica porque razão existe uma diferença na qualidade das músicas que foram editadas por Mick Gordon e naquelas que foram editadas pelo engenheiro da id Software. Além disso, a sugestão para combinar as músicas do engenheiro da id Software com as suas veio do próprio compositor.

Marty Stratton termina por dizer que no futuro imediato, não vão trabalhar com Mick Gordon nos DLCs de Doom Eternal que estão já em produção. Apesar disto, descreve a música de Mick como "incrível, é um talento raro, e espero que ganhe muitos prémios pela sua contribuição a Doom Eternal".

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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