Cinco anos já se passaram desde o lançamento original de Diablo 3 e, enquanto muitos asseiam por uma sequela, a Blizzard surpreendeu ao apresentar mais uma versão. Desde a Nintendo 64 que a Blizzard não lançava nada numa consola de Nintendo, pelo que o anúncio da versão Nintendo Switch de Diablo 3 é mais uma conquista para a plataforma da Nintendo. Todavia, mais de cinco anos após o lançamento da versão original, é legítimo perguntar: será que esta versão para a Nintendo Switch ainda tem relevância?

Logo à partida, a conquista de Diablo 3 para a Nintendo Switch está na portabilidade e no factor híbrido inerente à consola. Podes jogar em qualquer lado e quando chegas a casa inseres a consola na dock para continuar a jogar na televisão. Isto é válido para qualquer título da plataforma, mas não deixa de ser relevante, até porque esta é a versão de Diablo 3 que torna a portabilidade mais acessível (não é a única porque existem PCs portáteis). Mas qual é o custo da conversão para a Nintendo Switch?

Contrariamente ao que já vimos em outras versões para a Nintendo Switch, a génese de Diablo 3 não fica comprometida. Na parte visual, esta versão para a Switch está mais próxima do que vimos na PS3 e Xbox 360, mas consegue um desempenho muito mais consistente a 60 fps. A falta de resolução não escapa à visão desarmada nem as texturas piores, mas na jogabilidade é responsivo e fiel à experiência frenética de Diablo. Sabendo as capacidades da Switch, não era possível pedir mais.

O segundo ponto a salientar é que a Blizzard não cortou quaisquer conteúdos nesta versão. Todos os DLCs e actualizações lançados até agora estão aqui. A versão original de Diablo 3 já foi lançada em 2012, mas a proposta de poder jogá-lo facilmente em qualquer lado é aliciante. Apesar de já ter passado o jogo vezes sem conta, dei por mim agarrado à versão para a Nintendo Switch. A experiência de Diablo 3 adequa-se muito bem à portabilidade.

O único entrave desta versão é o preço. Outras conversões para a Nintendo Switch foram lançadas a "preço completo", mas na maioria dos casos, tratam-se de jogos mais recentes. Lançado já em 2012, pagar o preço pedido por esta versão pode ser difícil de engolir para alguns. Por outro lado, e embora seja possível arranjar as outras versões a um preço menor, Diablo 3 no seu estado actual é um jogo repleto de conteúdos, dependendo da tua adoração pelo "grinding".

"A versão da Switch corre a 720p em modo portátil e 960p em modo docked. A resolução menor é visível, mas foi necessária para manter os 60 fps.

Diablo 3 pode tornar-se realmente viciante e a facilidade de pegar na Nintendo Switch e jogar é um factor agravante. O objectivo do jogo é matar demónios e criaturas para aumentares o teu nível, mas este é um daqueles casos em que o jogo só realmente começa quando alcanças o nível máximo. A partir daqui, tens que pensar numa build e aprimorar a tua armadura, jogar com o Kanai's cube e subir o nível de paragon (outro sistema de níveis que surge depois de chegares a nível 70).

É também um jogo altamente repetitivo, mas que se torna divertido pela constante procura de evoluir a personagem. Como um RPG de acção permanece excelente, mas a longevidade que vais extrair do jogo vai depender do teu gosto pelo grinding. Para aqueles que gostam disso, Diablo 3 é como se fosse um poço sem fundo. A versão para a Switch é bem-vinda e não há realmente nada de grave a apontar. O jogo completo está aqui, apenas com um downgrade visual que nos parece aceitável.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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