Jimmy T, e a sua habitual locução "oh Yeah" estão de volta, desta vez num jogo de Ski, que obriga o jogador a colocar o GamePad numa posição vertical, inclinando-o para a esquerda ou direita de modo a curvar a icónica personagem em stages sucessivos ou então para o tempo mais rápido em desafios de dificuldade crescente. A música, animações e o glamour extra da personagem reforçam o valor do mini jogo. Shutter é outro dos mini jogos mais apetecíveis. Agora o objectivo é fotografar uma série de suspeitos de modo a garantir uma capa do jornal estrondosa. Num ambiente de investigação, são colocados diante de umas fachadas de edifícios, onde há jardins e zonas públicas infestadas de pessoas, mas das quais só uma mão cheia nos interessa fotografar. Uma fotografia de um criminoso à janela ou ao ar livre, com boa definição, pode merecer aceitação imediata da redacção. O tempo urge e se identificarem alguns extras ainda são premiados por isso. Neste jogo o GamePad dá lugar a uma máquina fotográfica, onde podem fazer zoom para uma boa qualidade da fotografia. O tempo aperta e o desafio é constante.

Em Pirate, tal como o nome sugere, temos o capitão Wario em destaque, num jogo que possui alguns elementos dos jogos de ritmo. A mecânica deste jogo obriga a posicionar o GamePad como alguém que segura um escudo, protegendo-se dos projécteis enviados por um conjunto de embarcações que se posicionam à esquerda, ao centro, à direita e em cima. Muito próximo do que vimos em Beat the Beat, é de notório interesse. A música dá uma ajuda.

Arrow é o primeiro mini-jogo disponível e nele irão usar o GamePad como um arco. Estão a ver o Kung Fu Castle do Nintendo Land? Este jogo é parecido, só que em vez de atirarem shurikens aos ninjas, atiram setas aos inimigos, mas agora com atenção e operacionalidade no ecrã táctil que vos obriga a calcular a queda da seta, numa trajectória circular. Pelo meio encontram explosivos e se forem invadidos pelas hordas de inimigos, terão de os esmagar no ecrã táctil, pressionando com a ponta do dedo. E ainda existe uma fase de confronto com um boss, desde que sejam certeiros nos pontos frágeis, temporariamente expostos. É um dos jogos que dá gozo devido à boa engenharia de mecânicas, especialmente no uso do ecrã táctil.

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O GamePad mostra os jogos que 9-Volt está a passar, enquanto que o ecrã da TV revela o que se passa à sua volta. Jogabilidade assimétrica.

Ashley, é talvez um dos jogos mais originais, lembrando os shooters em 2D, mas com algumas nuances. Neste jogo há que dar uso ao giroscópio do GamePad para que a bruxa Ashley sobrevoe num mundo cheio de bolos e doces. É possível colocar a personagem a fazer loopings de modo a recolher o maior número de guloseimas possível, para que ela se mantenha no ar. Por fim, Bird é um jogo que traz a nostalgia da portátil Game & Watch, e no qual o jogador usa a língua comprida de Pyro para chegar à fruta. Ao cair, a fruta pode desfazer o solo e limitar o raio de acção da personagem. Um clássico incontornável.

Sobre os jogos para vários jogadores, desde dois até um máximo de cinco, com partilha de GamePad, Disco é o único que só permite partilha até dois jogadores. O objectivo é passar ao adversário sequências de notas. Fruit é talvez um dos mais interessantes, já que um jogador que segura o GamePad, volta-se de costas para o televisor, enquanto escolhe uma personagem que irá avançar para o meio de uma multidão, tendo que roubar frutas. Os outros jogadores terão que descobrir o larápio. Pelo meio terão dicas à sua disposição. Skecth é um jogo com forte influência de Pictionary. Um jogador terá em mãos o GamePad, onde fazer desenhos em conformidade com os pedidos. Os restantes jogadores terão que adivinhar a resposta. Em Islands, os jogadores competem pela pontuação máxima numa espécie de tiro ao alvo. Por aqui não vão faltar competição.

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Estas caixas de jogo trazem à memória as disquetes para a Famicom Disk.

Enquanto jogo demonstrativo das funções do GamePad, Game & Wario não vai tão longe como o Nintendo Land. Os conteúdos são suficientes para algumas horas de diversão, mas quer em termos individuais, quer enquanto experiência para várias jogadores, era possível ter ido mais além e fornecer mais algum conteúdo. Apesar de tudo, Game & Wario esta longe de decepcionar enquanto promotor de muitas sensações retro e de um humor que lateraliza os lugares mais comuns da comédia nos jogos. As apresentações são notáveis e estrondosas. Todos os jogos revelam personagens e oferecem uma narrativa, ainda que escassa e seja só meramente contextual algumas vezes. De todo o modo isto traduz sempre um ganho comparativamente à apresentação singela de demonstrações de funções como tivemos no Wii Sports. Todavia, a Intelligent Systems poderia ter ido mais longe nalguns jogos e explorar mais vezes o sentido do jogo Gamer, o mais delirante deste pacote.

Algo que enriquece o conteúdo de jogo, pelo menos em termos comunitários é o Miiverse Sketch, um aplicativo que aprofunda a ligação com o Miiverse. Neste modo, os jogadores podem incentivar os outros a apresentarem e desenharem uma ideia ou um objecto em particular. Sem limites e com muitas sugestões, deriva desta opção um interesse claro em aprofundar o serviço de ajuda e troca de informações entre a comunidade de utilizadores da Wii U. E mesmo que não tenham o jogo, podem sempre ver o que andam a desenhar os titulares do jogo.

Como rival de Nintendo Land, Game & Wario tem como principais trunfos; a originalidade na apresentação, valioso humor e tributo aos jogos retro. É pena que o resultado, nas mecânicas de jogo, não tenha sido mais reforçado. Apesar disso, vão descobrir aqui um bom pacote de jogos e diversões, para jogar a solo ou com os amigos.

7 /10

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.