Luigi's Mansion 2 - Análise

Hello!... Hello?...

Quase uma década depois da sua estreia numa alucinante mansão pejada de espectros, Luigi volta a ser convocado para o lugar de protagonista numa nova aventura recheada de momentos divertidos, puzzles engenhosos e uma luta constante contra os diabólicos fantasmas que voltaram a ganhar rédea solta.

Luigi's Mansion 2 é um jogo aguardado por muitos, especialmente por aqueles que ficaram fãs das mecânicas de captura dos fantasmas estabelecidas no primeiro jogo e dos imensos apontamentos de comédia, permanentes ao longo da aventura fantasmagórica, especialmente quando vemos o protagonista a entrar quase em estado de choque depois de abrir a porta de mais uma escura divisão da mansão.

Como exclusivo portátil da Nintendo 3DS, este jogo assinala um envolvimento maior de Shigeru Miyamoto, o produtor lendário da Nintendo e autor de Luigi, ainda que numa posição de supervisão. O acompanhamento de Miyamoto deve-se à produção de uma versão em 3D do título original. Sem sistema capaz de materializar o jogo em termos comerciais, o projecto ficou-se pela gaveta. Só após o lançamento da 3DS em 2011 foi possível voltar a pensar no jogo, cuja versão final que aqui analisamos corresponde a essa visão inicial de Miyamoto. Aliás, Luigi's Mansion 2 chega-nos com algum atraso, já que inicialmente fora apontada uma data mais recuada, mas se esse atraso se motivou por força de critérios de qualidade, vale a pena salientar que a espera compensou, especialmente porque estamos aqui perante um jogo que oferece um conteúdo bem mais vasto e renovado em mecânicas, quando comparado ao original.

2013 está a revelar-se um ano em cheio para os titulares de uma Nintendo 3DS. Ainda Castlevania: Mirror of Fate e Monster Hunter 3 Ultimate não saíram da projecção provocada pelo lançamento, os fãs do irmão de Mario terão à sua disposição uma nova aventura que mesmo em termos gráficos nada fica a dever ao original. Mais uma vez, a Nintendo volta a concretizar toda a sua classe e capacidade de produção, extraindo o máximo da 3DS.

À medida que avançamos pelo jogo vamos descobrindo pormenores deliciosos e confrontos de grande escala, o que diz bem do empenhamento da Nintendo em dar corpo ao mínimo detalhe para criar um sistema de jogo eficaz. Luigi's Mansion 2 revela uma incrível dedicação e um esforço para criar não só uma sequela marcante, mas também uma aventura que se posicione como uma sequela. Cada divisão das diversas mansões ilustra um quadro de possibilidades e são poucos os objectos com os quais não possamos interagir. Mas é a permanente oposição entre Luigi e os fantasmas, tão deliciosamente representada no receio do primeiro, manifestado pelo andar pé ante pé, sob um intenso ambiente de tensão e nas travessuras mais cómicas ou mais assustadiças dos segundos, que se promove um justo desafio, alicerçado em puzzles, naquele que parece ter sido o maior desenvolvimento dado ao jogo.

Nesta sequela vemos o excêntrico e algo delirante professor Anacleto Luado manter contacto com os espectros do jogo original. Os seus progressos científicos deram resultados e o que antes eram fantasmas diabólicos, são agora projecções pacíficas e brincalhonas. Infelizmente, não por muito tempo. Numa noite de luar, o rei Boo causa a destruição da Lua Negra, fazendo com que vários pedaços dela caiam sobre o vale das sombras, espalhando uma névoa púrpura cujo efeito implica uma transformação do estado dos fantasmas para o seu estado travesso. Rapidamente as mansões do vale das sombras voltam a ficar assoladas de fantasmas que se alojam nos seus recantos. Ciente da desgraça instalada, o professor Anacleto Luado recorre mais uma vez aos préstimos do pouco corajoso Luigi para levar a cabo mais uma ingrata tarefa; capturar todos os fantasmas das mansões e recuperar todos os bocados da Lua Negra.

"Mais uma vez, a Nintendo volta a concretizar toda a sua classe e capacidade de produção, extraindo o máximo da 3DS"

O professor Anacleto Luado é o cientista louco que comanda as operações à distancia. Entrando em contacto com Luigi através do novo sistema de comunicação, o duplo susto (referência à DS da Nintendo, que tem a mesma forma do objecto que Luigi usa para receber as chamadas do professor), ele vai-lhe dando dicas sobre localizações relevantes assim que Luigi for telepixelizado para a entrada da mansão.

Enquanto que em Luigi's Mansion havia uma só mansão, embora fosse de grandes dimensões, para a sequela os produtores seguiram um conceito diferente; levar Luigi até cinco mansões. Sendo que cada uma possui menos divisões por comparação com mansão assombrada do original, certo é que a soma das cinco produz um acréscimo grande de desafios e conteúdo, precisamente pelas fortes temáticas associadas às mansões. Isso permite não só mais variedade, ligação de segmentos, diferentes momentos de captura e sobretudo mais diversão para o jogador. Enquanto que Luigi's Mansion era possível completar o jogo com pouco mais de cinco horas e não havia mais por onde jogar, a sequela chega-nos bem mais reforçada.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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