A Activision comprometeu-se a lançar um jogo da série Call of Duty por ano, e a verdade é que por enquanto a cada ano que passa são batidos novos recordes de vendas. Mas será que no futuro os jogadores não ficarão cansados da série?

Peritos e analistas do sector deram a sua opinião sobre a série e sobre o seu modelo de lançamento anual.

Jesse Divnich, da EEDAR, assinalou que aquilo que a Activision conseguiu "não tem precedentes enquanto possam continuar a manter os consumidores interessados."

"A fadiga de uma marca é sempre uma preocupação, mas se a série puder inovar, como fizeram este ano com o serviço Elite, Call of Duty tem potencial para ter ainda mais sucesso no próximo ano."

Como sempre Michael Pachter intrometeu-se na discussão, e parece concordar que a série poderá mostrar sinais de fadiga, assinalando que apesar dos números apresentarem um sucesso cada vez maior, "nada aumenta para sempre, e quanto mais sucesso tiver o jogo deste ano, mais alta será a fasquia para o próximo."

Pachter conta que a introdução do Elite e uma iteração da série para fora do género FPS "deveria ajudar a que dependam menos de um lançamento anual, e é possível que a Activision lance dois jogos de CoD em 2012."

Billy Pidgeon, da M2, refere que, "Se os utilizadores perderem o interesse subitamente devido ao uso excessivo de uma franquia, a Activision pode reestruturar os ativos para manter os investidores satisfeitos."

"Uma franquia tem potencial para ter uma vida mais longa quando é tratada com cuidado e com lançamentos menos frequentes. Mas ao torná-la num lançamento anual poderá deixar a editora numa posição vulnerável em relação a outros jogos do mesmo género da concorrência."

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Sobre o Autor

Luís Alves

Luís Alves

Colaborador

É o nosso super-homem. Não existe nada que o Luís não saiba e o seu conhecimento da indústria é longo, permitindo-lhe estar sempre à frente de todos. É o homem que nunca dorme.