Dragon Age II

Um passo para a frente e dois para trás.

Nos últimos anos a Bioware tem estado imparável, parecendo que tudo aquilo proveniente daquele estúdio se transforma em "ouro". Em 2009 lançou Dragon Age: Origins, um dos melhores RPGs desta geração e o sucessor espiritual de Baldurs Gate. Poucos meses depois trouxe-nos Mass Effect 2, a sequela do título de 2008 que elevou a série a um novo patamar e conquistou tudo e todos com o seu charme. Ainda em 2010, chegou-nos Awekening, uma expansão para Dragon Age: Origins que apesar de não ter sido tão aclamada como o jogo, conseguiu receber críticas positivas. No início deste ano, Mass Effect 2, previamente só disponível para PC e Xbox 360, foi lançado na PlayStation 3 e sem surpresas, foi igualmente bem recebido como aconteceu nas outras plataformas. E agora, 18 meses após o lançamento do primeiro, foi lançado Dragon Age II.

A olhar para o percurso extraordinário que a Bioware realizou em menos de dois anos, é de julgar que esta sequela dê continuidade ao Winning streak do estúdio. A fasquia foi de tal maneira elevada que não se espera nada menos do que um produto excelente. É uma daquelas situações em que a preocupação não está em superar a concorrência, mas sim em superarem-se a eles mesmos ou pelo menos em manter a mesma qualidade.

Ao primeiro olhar, Dragon Age II dá a sensação que deu um salto em relação ao anterior. Percebemos imediatamente que está mais simples, rápido e directo no combate, mas consegue manter a mesma complexidade. Tudo aquilo que era possível fazer no anterior conseguem fazer neste, podem pausar o combate e escolher a acção para cada membro da vossa party. A única verdadeira diferença é que o auto-fire deixou de existir, e agora sempre que quiserem atacar precisam de carregar no botão. A frase "Think like a general, fight like a spartan" descreve perfeitamente o sistema de combate em Dragon Age 2. Continua a ser um jogo estratégico e é possível jogá-lo dessa forma, mas o sistema de combate torna-o mais agradável e acessível para aqueles que não queiram explorar ao máximo a jogabilidade.

Outra diferença é que as histórias de origem deixaram de existir. Dragon Age II concentra-se completamente em uma única personagem, Hawke. Contudo, as opções de personalização não foram extintas, ainda é possível escolher a classe e aparência, não é obrigatório que o vosso Hawke fique igual aquele que é visto nos trailers. Tal como em Mass Effect, se possuem a gravação do título anterior, podem importá-la para a sequela, o que irá influenciar alguns detalhes.

Desta vez, a vossa missão não será salvar Ferelden de uma terrível Blight. Aliás, em Dragon Age II nem sequer é apresentado um objectivo principal, enquanto que em Origins sabíamos desde o princípio que a Main quest global era impedir a Blight e o Archedemon. Aqui a história desenvolve-se sem nunca sabermos como será o final do jogo. A atmosfera que se vive nesta sequela também é diferente, embora o jogo comece enquanto a Blight está a decorrer, algum tempo depois ouvimos que foi derrotada pelo herói de Ferelden.

Como seria de esperar, o ritmo e progressão são lentos e deixam o jogador perder e envolver-se neste universo rico e maravilhoso. Ao longo da jornada encontramos dezenas de entradas codex que explicam profundamente tudo aquilo que envolve Dragon Age. Adicionalmente, podem contar com uma boa quantidade de side-quests que adicionam horas extra à longevidade do jogo. Mas não estejam à espera que seja tão longo como Origins, mesmo completando grande parte das side-quests, demorei 30 horas a concluir Dragon Age II. Se a memória não me falha, a mesma tarefa no primeiro levou-me 50 horas.

O cenário principal em Dragon Age II é a cidade de Kirkwall, o jogo decorre praticamente neste local, o que ao princípio é aceitável pois a cidade é grande e está dividida em várias partes, porém, passado algumas horas começamos a sentir que é mais uma prisão de que uma cidade. Em Origins visitávamos uma grande variedade de cidades e cenários diferentes, uma característica que foi perdida nesta sequela. Há ocasiões em que saímos da cidade, numa delas vamos até às Deep Roads, mas não chegam para compensar a quantidade enorme de tempo que passamos em Kirkwall.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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