Mindjack

Sistema offline....

Quando peguei em Mindjack pressenti que estava perante algo com uma qualidade duvidosa. Este sentimento foi desde logo confirmado com os primeiros passos/horas no jogo. Sei que devo olhar para todos os jogos da mesma maneira, é o que sempre faço, mas claro está que a primeira sensação conta muito. Mindjack é um jogo que não cativa desde o princípio, muito devido à fraca envolvência inicial e sobretudo pelo seu mau aspecto visual e jogabilidade repleta de erros e equívocos.

Como devem ter reparado, começo desde logo por revelar certos aspectos que marcam o jogo pela negativa, foi uma espécie de desabafo perante tamanha frustração. Esperava um jogo que me surpreendesse pela positiva, muito devido à sua abordagem diferente relacionada com a mecânica de jogo. Como o nome deixa antever, controlamos a mente de diversas personagens do jogo, e até maquinaria bélica. Mas a junção desta concepção com todo o enredo, e sobretudo com a jogabilidade em terceira pessoa, está muito mal concebida.

O jogo tem início num aeroporto no ano de 2031, controlamos um agente da FIA, Jim Corbijn, que tem como missão seguir de perto uma rebelde de seu nome Rebecca Weiss. É durante essa perseguição que tudo tem início. Jim elimina um agente que tenta matar Rebecca, passando a ser considerado como um inimigo da sua própria agência. A partir daquele momento a relação entre Jim e Rebecca passa a ser de cooperação e entreajuda, eliminando tudo o que lhes aparece pelo caminho.

À primeira vista é uma história como outra qualquer, sendo o mote para uma suposta fascinante viagem por um futuro de controlo universal. Mas o que falha mesmo no jogo são parâmetros fundamentais de qualquer "shooter" em terceira pessoa. O jogo tem o que é necessário para ser algo diferente pela positiva, mas problemas gravíssimos de jogabilidade e até de balanceamento de forças, quando outros jogadores entram na luta para nos travar o caminho, colocam um sabor amargo a todo o jogo. Sim, podemos entrar no jogo de outros jogadores de todo o mundo, e estes no nosso, desde que essa opção seja activada pelo mesmo.

É aqui que surgem problemas relacionados com o balanceamento de forças quando não temos ninguém para nos ajudar, pois torna-se complicado avançar na história tendo do outro lado "hackers" a controlar as forças inimigas. Claro que o desafio é outro, e diferente, sendo por vezes muito recompensador lutar contra adversários bem mais capazes que a desoladora IA dos inimigos. Se não conseguimos avançar no jogo, basta desactivar a possibilidade de o "hackearem", ficamos assim mais descansados.

Apesar dos problemas referidos, este é até o ponto mais interessante do jogo, quando hackers entram para nos criar mais dificuldades. De resto, a concepção de entrar nas mentes e controlar diversas entidades passa a ser uma banalidade que por vezes atrapalha na jogabilidade. Depois de inicialmente até lhe acharmos graça, passadas umas horas tudo se torna repetitivo, assustadoramente medíocre, e muito confuso.

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Sobre o Autor

Adolfo Soares

Adolfo Soares

Redator e editor EGTV

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelos vídeos da Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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