James Bond 007: Blood Stone

Pedra no sapato.

Blood Stone (James Bond 007) chega ao mercado envolto em particularidades que importa observar. Desde logo começa por ser trabalho da Bizarre Creations, o estúdio que ficou marcado pela projecção da série PGR nas consolas da Microsoft e, ainda antes, MSR na Dreamcast. Em 2007 a toda poderosa Activision comprou a equipa, cujo primeiro projecto sob a égide Activision foi Blur. Depois desse jogo, a atenção incidiu sobre uma nova iteração da série Bond nos videojogos, tendo como ponto de partida um argumento original, que conta com a voz e modelos de Daniel Craig, Judie Dench e Joss Stone esta como vocalista do tema de abertura e Bond girl. Escolha apropriada, diga-se.

Além disso, soubemos há dias que a Bizarre Creations está a viver um período difícil no seio da Activision. Talvez por alguns objectivos não inteiramente cumpridos, a editora pretende reestruturar a equipa, estando, por isso, o futuro do grupo em risco. Por outro lado, este ano deveria estrear nas salas de cinema a nova aventura do agente ao serviço de sua majestade e tal só não sucederá devido a problemas financeiros que têm afectado a MGM, a editora que detém a licença.

É assim, neste cenário de dúvidas e indefinições, que nasce mais uma aventura de Bond para Xbox 360, PS3 (versão testada), PC e Nintendo DS. Com alusão aos primeiros segmentos de jogo é impossível esconder uma natural satisfação logo após o final do primeiro capítulo, como se tudo tivesse a correr sobre rodas com este projecto. Blood Stone começa por fazer jus às máximas de qualquer filme Bond. O nosso agente lança-se de um avião para aterrar num iate atracado numa marina em Atenas – com todo o espectáculo, ambiente e sonoridade conhecidos - , onde decorre uma cimeira do G-20, tendo M alertado Bond para a existência de um plano levado a cabo por terroristas cujo objectivo passa por rebentar uma bomba no decurso da reunião. É a primeira missão.

Em pouco mais de quinze a vinte minutos, Bond actua ao seu melhor nível, afastando adversários através de golpes corporais de forma silenciosa ou servindo-se da pistola com silenciador para avançar na missão sem causar alarme. Mas por vezes o sufoco é de tal ordem que acaba por ser necessário recorrer à via das explosões e tiroteios para deter a ameaça. Mas não só isso acontece de forma desenvolta e agradável, como haverá tempo para autênticas perseguições em barco, no meio de muitas explosões, proporcionando bons momentos de âmbito cinematográfico, até pisar o acelerador nas estradas circundantes da capital grega a bordo do tão famoso quanto incontornável Aston Martin.

Para a Bizarre Creations, as sequências de perseguições automóveis são uma espécie de especialidade da casa e com outras que se perfilam mais à frente, no meio de explosões e caixas de madeira rebentadas, os momentos em que passamos a conduzir as viaturas proporcionam conforto e alguma espectacularidade. Assim, até erradicar a ameaça dos terroristas, sente-se que já foi percorrida uma volta ao mundo, tal a quantidade de diferentes situações que o jogador irá encontrar.

Ainda que a aventura não seja particularmente longa, alguns trechos exigem maior atenção, se bem que o tempo dedicado ao combate ocupa a primazia, mas uma vez lograda a missão com sucesso não levará muito tempo até concluírem o jogo. De todo o modo é sempre uma mais valia a quantidade de lugares distintos a percorrer. Mónaco mantém o "glamour", a Sibéria oferece o tradicional palco militar, e outras áreas escondem algumas agradáveis surpresas. A caracterização dos cenários, ainda que não deslumbre é minimamente cuidada, e será dentro de largos corredores e grandes arenas que irão ocorrer numerosíssimos combates. Contudo, e ainda que tenhamos um grande ambiente em torno do nosso protagonista, quer sonoro e visual, cedo surgem os primeiros desapontamentos, ou pelo menos a sensação de não descolagem face ao que dezenas de outros "shooters" já ofereceram.

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Sobre o Autor

Vítor Alexandre

Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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