Tomb Raider Underworld

Nada temer e tudo explorar.

Independente da forma como a encaram, a série Tomb Raider é dona de uma magia singular e pelo menos para todos os seus fãs, é dotada de talento especial. Recuando até aos anos durante os quais um novo jogo era lançado, quase que podemos dizer que Tomb Raider tem o encanto de um conto de Natal, isto porque as memórias da época Natalícia desses anos misturam-se com as memórias das aventuras de Lara Croft e por entre o frio e a vontade de conforto, lá ia-mos viajando por todo o mundo ansiosos pelo próximo desafio. As conversas com os amigos iam incontornavelmente dar num trocar de opiniões e era quase como que um orgulho dizer que se era fã de Tomb Raider.

Para uma geração inteira, falar do seu crescimento como indivíduo perante os videojogos poderá eventualmente ser o mesmo que falar da evolução da série Tomb Raider ao longo dos anos. Algo que apenas algumas séries conseguiram e Tomb Raider foi um dos pioneiros na criação de um ícone virtual, especialmente numa altura em que se fazia a transição do 2D para o 3D. Depois de alcançar o ponto mais alto na escalada para o sucesso, Tomb Raider começou a decair e coube à Crystal Dynamics recuperar o prestígio perdido. Underworld é o seu terceiro jogo nesta série e a oportunidade a que há muito se espera para finalmente ver Tomb Raider entrar verdadeiramente na nova geração.

Tomb Raider Underworld começa de uma forma frenética e intrigante, como nunca visto nos que vieram antes de si. Quase como se quisesse dizer ao jogador para se preparar para uma jornada de uma magnitude superior a tudo o que tinha visto nesta série e quebrando com algumas tradições que há muito conheciam. Em Underworld Lara quer descobrir onde está a sua mãe e toda a história por detrás do seu desaparecimento mas para isso, para ir onde poucos foram, Lara precisa de encontrar Mjolnir, o martelo do deus nórdico Thor. O resto será para todos os que se vão aventurar descobrirem.

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É quase impossível não ficar rendido aos belos cenários e locais que vamos conhecer durante esta aventura

Depois das boas impressões deixadas pela demo disponibilizada na Xbox 360, versão aqui testada com o jogo instalado no disco rígido da consola, o entusiasmo e interesse para conferir se o agradável aspecto gráfico do jogo não era apenas existente numa só secção, confirmamos que Underworld apresenta-se visualmente muito bom. Não, não andamos encostados às paredes à procura de defeitos nem andamos a contar os pixeis e a procurar melhores ângulos de câmara para procurar escadeamento, até porque quanto a isso o jogo consegue uma prestação segura. O que queremos evidenciar é a imponência dos cenários, a sensação que transmitem e a forma como nos conseguem transportar do sofá para os locais que Lara visita. O nível na Tailândia deu mostras de uma qualidade luxuosa nunca antes vista na série e tal mantém-se em todo o jogo. Durante toda a aventura, vamos visitar alguns dos mais belos e mais fantásticos locais jamais vistos num Tomb Raider e por entre algumas texturas mais pobres, ficamos perante belos efeitos de iluminação e ambientes detalhados e esteticamente impressionantes. Fica a clara impressão de que a cada novo jogo a Crystal Dynamics vai ganhando melhor compreensão sobre o termo nova geração e concentrando nisto as suas capacidades conseguiram levar o franchise ao seu encontro, mas não tanto quanto se poderia esperar.

Um resultado visual muito satisfatório, competente e até impressionante por vezes, algo que também pode ser dito de Lara. Mais detalhadas e com melhores animações, a famosa aventureira move-se melhor do que nunca e também oferece aos jogadores a possibilidade de no início de cada nível escolher a sua fatiota e a arma que vai usar. Mantendo as suas tradicionais pistolas, podemos escolher uma arma alternativa sendo apenas aqui quando podemos escolher as armas a usar.

Mas não é somente novos fatos que Lara tem para apresentar. Provando que o seu treino recompensa, Lara agora consegue executar novos movimentos que serão úteis para ultrapassar os puzzles e desafios ao longo do jogo. A fantástica construção dos níveis e a forma como foram criados apela frequentemente ao uso dos novos movimentos e vamos poder empregar as habilidades que constatam que Lara é uma excelente acrobata. O esquema de controlos permanece igual e nada se lhe pode apontar. A fórmula vencedora criada pela Crystal Dynamics é muito mais do que bem vinda e certamente que estão naturalmente aptos a controlar o jogo se estão na condição de fãs. Tão intuitivo quanto poderia alguma vez ser, vamos escalar, saltar, disparar e realizar da mesma forma todas as acções que estamos habituados a ver Lara fazer.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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