Crackdown 2 • Página 2

Divertido mas igual.

Mas para eliminar estas novas ameaças um arsenal poderoso não é suficiente. Precisamos de activar grupos de três dispositivos para obtermos a localização dos covis destas aberrações mutantes. Chegando ao local pretendido, marcamos aquele sitio para um helicóptero da Agency largar lá uma bomba UV. Tudo o que temos de fazer é proteger a bomba dos mutantes até esta explodir. O objectivo principal é detonar todas estas localizações.

Para além disto, existem outros objectivos opcionais que não são obrigatórios para chegar ao final do jogo. Estes consistem em assumir controlo das bases da organização “The Cell” e controlar os surtos de mutantes espalhados por Pacific City.

Para facilitar as coisas, quase tudo aparece localizado no mini-mapa no canto inferior esquerdo, menos as “Agility Orbs” e “Hidden Orbs”. Isto vem trazer uma certa estrutura e caminho de progressão. Enquanto no primeiro andávamos à procura do próximo objectivo, agora não precisamos de fazer isso. Embora a liberdade oferecida pelo jogo ainda seja muita, esta pequena mudança altera o conceito trazido por Crackdown, porque sabemos sempre para onde seguir.

O que dava gosto em Crackodown era aumentar as estatísticas do nosso agente, e isso mantém-se igual nesta sequela. As “Skills” são as mesmas: agilidade, força, condução, explosões e armas. Ao atingirmos o nível cinco na agilidade ganhámos a habilidade de planar graças ao fato “Wingsuit”, uma novidade. Conforme evoluirmos a nossa capacidade de condução novos carros são desbloqueados, sendo a cereja no topo do bolo um tanque praticamente indestrutível. O mesmo se passa com as restantes capacidades do agente

O ciclo dia/noite está directamente associado aos tipos de inimigos que vamos encontrar nas ruas. Durante o dia, os membros organização “The Cell” saem para as ruas para combater os agentes e deixam as suas bases desprotegidas. Durante a noite vamos enfrentar as carradas de mutantes espalhados pelas ruas de Pacific City. Uma boa forma de os eliminar é pegar no SUV e atropela-los, é fácil e aumenta rapidamente a nossa capacidade de condução.

Ainda mais elementos coleccionáveis foram acrescentados em Crackdown 2. Foi introduzido um novo tipo de orbs que são umas “sacaninhas” para apanhar, fogem de nós sempre que nos aproximamos delas, é como jogar à apanhada com uma orb. Espalhados pela cidade estão também os “audio files” que explicam melhor a história de Crackdown 2. Se são daquele tipo de jogadores que gostam de explorar tudo até à exaustão, têm aqui muito para se entreter.

A campanha pode ser completada em modo cooperativo com quatro jogadores. Um dos problema aqui é que cada jogador é livre de fazer o que lhe apetecer, ou seja, podemos ajudar os outros, ou não. Por essa razão, aconselho a jogarem este modo com amigos e não com estranhos no Xbox Live.

Os modos multiplayer são uma experiência muito divertida. É pena que apenas existam três modos: o “Deathmatch”, “Team Deathmatch” e “Rocket Tag”. Este último é para mim o melhor. Nele temos que apanhar uma orb que nos dá uma cor dourada e fugir do outros jogadores que nos tentam matar para apanharem a orb. Nos “Deathmatchs” existem power-ups espalhados pelo mapa que nos garantem mais danos, invisibilidade ou uma maior robustez. Os níveis das vossas “Skills” na campanha reflectem-se no multiplayer, razão pela qual é importante evolui-las ao máximo antes de se aventurarem nestes modos.

Se jogaram o primeiro Crackdown, devem-se ter apercebido ao longo desta análise que as mudanças não são muitas no número dois. Na realidade isto é o mesmo jogo que foi lançado em 2007. Continua de facto um jogo incrivelmente divertido, mas é mais do mesmo. Foi pena que não tenham sido introduzidas mudanças profundas na mecânica de jogo, pois era algo necessário para que o jogo estivesse dentro dos padrões actuais. Espero que no próximo Crackdown (pelo final existe probabilidade para uma sequela) a Ruffian Games traga algo que mereça ser chamado de “sequela”. A demo que está no Xbox Live reflecte bem aquilo que o jogo é, podem tirar as vossas próprias conclusões se estiverem interessados.

7 /10

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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