As pessoas não valorizam o trabalho feito nos jogos Call of Duty, diz ex-líder da Sledgehammer

Confirma ainda que existe competição entre os estúdios.

Glen Schofield está neste momento a trabalhar na Striking Distance Studios em The Callisto Protocol, mas durante mais de 10 anos trabalhou na Sledgehammer Games, estúdio que ajudou a fundar e no qual desenvolveu vários jogos na série Call of Duty.

Apesar de já não trabalhar na popular série, Schofield ajudou a criar Modern Warfare 3, Advanced Warfare e WWII, jogos que exigiram imenso esforço e dedicação, ao contrário do que acredita ser a perceção geral.

Em conversa com a EDGE, obrigado ao VGC, Schofield afirma que desenvolver um Call of Duty não é tão simples quanto as pessoas pensam, nem sequer é meter o jogo numa trituradora e está feito, sai de lá tudo pronto.

"As pessoas hoje em dia pensam que um Call of Duty é...tu sabes, basta metê-lo na trituradora e sai outro. Não percebem o trabalho que é criar um jogo Call of Duty. Existe uma tonelada de pesquisa."

"Trabalhas com especialistas, eu estudei a Segunda Guerra Mundial durante 3 anos. Trabalhei com historiadores. Passei 8 dias numa carrinha na Europa para ir a todos os locais que iam estar no jogo. Disparei várias armas antigas. Todas essas coisas que tens de fazer quando estás a trabalhar num jogo Call of Duty," disse Schofield.

Segundo diz, trabalharam ainda com as forças especiais dos Estados Unidos para aprender táticas e técnicas que depois foram inseridas nos jogos, tiveram de descobrir mais sobre as forças especiais de diversos países e todo este processo existe "constante leitura, assistir constantemente a vídeos e trabalhar constantemente com especialistas."

Questionado sobre a relação da Sledgehammer com a Infinity Ward e Treyarch, Schofield confirmou que existe mesmo competição interna. Apesar de se apoiarem mutuamente, estão constantemente a tentar fazer melhor.

"Existia competição interna? Sem dúvida, sem dúvida. É estranho, porque torcias mesmo por cada estúdio pois precisavas e querias que todos os Call of Duty tivessem sucesso. Mas querias sempre ter uma nota melhor. Querias alcançar mais vendas se possível. Por isso sim, puxávamos uns pelos outros, fazíamos mesmo isso."

No entanto, também diz que se entreajudavam e formavam uma espécie de irmandade em torno dos jogos da série.

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Bruno Galvão

Bruno Galvão

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O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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