Os jogos mais importantes e influentes da década

Que venham mais 10 anos!

Assim que os relógios e os sinos deram as 12 badaladas na noite de 31 de Janeiro de 2019, vamos entrar oficialmente numa nova década. Nestes últimos 10 anos, a indústria dos videojogos mudou muito em todas as suas facetas. Os jogos estão mais sofisticados, com as grandes produções a contratarem actores de Hollywood para dar vida às personagens, a distribuição é completamente diferente, com a ascensão do formato digital e dos serviços de subscrição, e mais importante, os jogos deixaram de ser um ponto estático no tempo, podendo evoluir e transformar-se ao longo dos meses / anos.

A mutação dos videojogos como os conhecemos certamente não ficará por aqui e, no papel de jogadores, estamos ansiosos para descobrir que novidades, melhorias e tendências é que a próxima década vai trazer para esta forma de entretenimento que continua a crescer e a alcançar novas pessoas todos os anos. Mas agora não é tempo de olhar para o futuro. O propósito deste artigo é olhar para trás - para a última década - e seleccionar os jogos mais importantes e influentes. Para que conste, para a elaboração desta lista foram tidos em conta todos os jogos lançados desde 1 de Janeiro de 2010 até ao preciso momento.

Os nossos critérios

O objectivo desta lista não é eleger os melhores jogos da última década. A ideia é destacar os jogos que, depois de lançados, mudaram a indústria e estabeleceram tendências de géneros, design e mecânicas. É por isso que não é uma lista muito comprida. Ao longo da última da década foram lançados imensos jogos de elevada qualidade e facilmente conseguíamos criar uma lista com mais de 100 jogos se essa fosse a nossa finalidade, mas não é. Acreditamos que os jogos que seleccionamos mudaram para sempre o panorama dos videojogos.

Red Dead Redemption - 2010 (PS3 e Xbox 360)

Em 2010 a Rockstar Games já tinha um leque bem composto de propriedades intelectuais - Manhunt, Midnight Club e Bully - mas continuava a ser conhecida sobretudo como a companhia que criou GTA. Depois de 2010, com o lançamento de Red Dead Redemption, isso mudou - passando a ser conhecida tanto por GTA como por Red Dead Redemption, que é o pai de todos os jogos em mundo aberto modernos. Foi com Red Dead Redemption que testemunhamos um jogo em mundo aberto dinâmico e com vida, fazendo com que os jogos anteriores do mesmo género parecessem estáticos. Ainda hoje é tecnicamente impressionante, combinando todas as artes que compõe um videojogo num produto que para 2010 não podia estar mais perto da perfeição. É um daqueles poucos jogos em que podemos dizer que estava à frente do seu tempo.

Amnesia: The Dark Descent - 2010 (PC, PS4, Xbox One e Nintendo Switch)

Foi em Setembro que 2010 que veio a ser lançado um dos jogos de terror mais assustadores de sempre. Muito diferente de outros Survival Horror conhecidos como Resident Evil, Amnesia: The Dark Descent retirou ao jogador a opção de combate. Sempre que um monstro avista Daniel - a personagem controlada pelo jogador - tem que fugir até escapar da vista do monstro, esconder-se ou barricar-se em portas usando cadeiras, pedras e outros objectos. O terror em Amnesia: The Dark Descent é constante por força da mecânica "medo do escuro". Se ficar muito tempo no escuro, a sanidade de Daniel começa a ser afectada, provocando visões e comportamentos que chamam a atenção dos monstros. A única forma de restaurar a sanidade é ficar próximo de uma fonte de luz ou completar um dos objectivos da história. O conceito de vulnerabilidade do jogador, não lhe dando acesso a armas, influenciou todos os jogos de terror que vieram depois.

Minecraft - 2011 (todas as plataformas que possas imaginar)

De jogo independente a um negócio com a Microsoft envolvendo mais de $2 mil milhões, esta é a história de Minecraft. Nasceu na altura perfeita, numa altura em que as comunidades online estavam a crescer e a expandir-se para novas plataformas como o Youtube, recorrendo a um conceito familiar para todos: a construção em blocos (quem é que nunca brincou com Legos?). A febre de Minecraft espalhou-se como um fogo incontrolável, não só pelo conceito apelativo do jogo, mas pela força da comunidade: a Internet encheu-se de construções megalómanas em blocos e que transcendiam aquilo que se acreditava ser possível (houve alguém que conseguiu criar uma cópia perfeita, sem recorrer a mods, de Pokémon Red para o GameBoy). Minecraft mostrou que os videojogos conseguem não só promover a criatividade como estimulam a mente.

Salta para os comentários (102)

Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

Conteúdos relacionados

Também no site...

Comentários (102)

Os comentários estão agora fechados. Obrigado pela tua contribuição!

Ignora piores comentários
Ordenar
Comentários