Spider-Man: The Heist - Análise - Quem se mete com a gata, leva com as garras

Novos desafios, nova história e mais diversão.

A chegada de Spider-Man da Insomniac Games à PlayStation 4 terminou em grande estilo com o jejum que os fãs de videojogos do aranhiço enfrentavam. O jogo lançado em Setembro é um jogo com uma forte perspectiva original de um universo icónico e conseguiu triunfar em quase tudo.

Ao captar na perfeição a personalidade de Peter Parker/Spider-Man e dos memoráveis personagens que o rodeiam, a Insomniac Games foi recompensada pela sua audácia e ambição.

A aposta na narrativa, com segmentos onde jogas com Peter Parker e até Mary Jane, tornam-no num jogo superior ao que veio antes, num jogo que terás todo o gosto em jogar.

No entanto, como referi na nossa análise, a Insomniac não conseguiu imprimir pelo todo o brilhantismo registado na narrativa e visuais. A gestão do mundo aberto - especialmente as missões e desafios secundários, tornaram-no susceptível a alguma sensação de repetição, cuja diversão pode ser, ocasionalmente e inesperadamente, colocada em causa. Mesmo com um sistema de combate tão dinâmico e divertido.

Eis que nos chega "O Assalto" - a primeira parte do DLC episódico "A Cidade Que Nunca Dorme", onde a Insomniac apresenta uma nova história original, novos inimigos e mais missões secundárias, embrulhadas na mesma estrutura e design que conheces do jogo base. Isso significa 4 horas com algumas missões de história que desenrolam uma narrativa envolvente, crimes de bairro para te entreter e novos desafios que exploram as diferentes facetas do gameplay.

O primeiro de três episódios interligados volta a demonstrar que a Insomniac conhece bem a dinâmica entre os diversos personagens.

Quando não estás numa missão de história, que envolve correr atrás de Black Cat para descobrir o porquê de andar a roubar informações sensíveis a diversas famílias da máfia e do envolvimento do criminoso Hammerhead nesta história, estarás a resolver novos crimes de bairro, a procurar quadros perdidos ou a enfrentar os desafios de Screwball.

Os conceitos básicos das tarefas de "O Assalto" imitam o que viste no jogo base, mas surgem em novas variantes que conseguem ser mais divertidas. Entre os novos tipos de crime está uma busca por diversas bombas com o Spider-bot, criminosos que tentam raptar um cidadão ou a necessidade de solucionar um quebra-cabeças e desarmar uma bomba. São idênticas ao que já viste, mas algumas destas novas variantes são mais dinâmicas e divertidas.

No entanto, são os desafios de Screwball que mais divertem - pecam pelo reduzido número. Enquanto filma a tua prestação para partilhar nas redes sociais, Screwball apresenta ocasionais pontos de destaque onde podes receber mais pontos ao eliminar inimigos nessa área. Se alguns desafios centram-se em combates para eliminar inimigos, existem dois que se destacam como do melhor que a Insomniac te dá em Spider-Man.

Um dos desafios desafia-te a destruir torres de electricidade num determinado tempo, mas tens de cumprir uma ordem específica. Numa corrida contra o tempo, o gameplay desafia os teus reflexos e até podes passar por locais específicos para um momento Kodak e ganhar mais pontos. O desafio mais divertido e que revela como a Insomniac te poderá desafiar a valer é quando apenas podes derrotar inimigos com dois gadgets.

Equipado apenas com a Trip-Mine e uma armadilha de sucção, terás de colocar a armadilha nos pés dos inimigos para os deixar a flutuar indefesos, alternar rapidamente para a Trip-Mine e prendê-los ao chão. É o maior desafio que já vi no jogo e o seu ritmo é intenso. É muito divertido e uma genial amostra do potencial que pode ser extraído deste sistema de combate e gadgets se a Insomniac investir os seus esforços.

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Os desafios da Screwball são verdadeiramente divertidos e deixaram-no com vontade por mais.

Como referido, Spider-Man: O Assalto dura cerca de 4 horas e é apenas a primeira de três partes, o que significa que a história ficará por continuar. É uma experiência que condensa a do jogo original para um período de jogo mais breve e não muda quase nada. No entanto, os desafios e crimes de bairro são novos, mais divertidos e superiores à maioria dos que foram apresentados no jogo base.

Spider-Man: O Assalto dá início à narrativa "A Cidade Que Nunca Dorme" e deixa antever mais uma bela história por parte de uma equipa que conhece e respeita o Spider-Man tanto quanto tu. A Insomniac Games triunfou com o jogo original ao introduzir a sua visão original de um universo existente e neste DLC repete o feito. É curto e não faz nada de particularmente novo, mas é muito divertido.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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