Analista defende a EA e diz que os jogos são muito baratos

Faz uma comparação com os preços do cinema.

Muitas linhas de texto têm sido escritas na Internet à custa das microtransacções de Star Wars: Battlefront 2, seja em websites de comunicação como este, seja nos diversos fóruns de discussão de videojogos.

Uma pequena vitória foi alcançada quando a Electronic Arts anunciou que desligou, temporariamente, as microtransacções de Star Wars: Battlefront 2 depois de críticas severas da comunidade. Foi o culminar de uma reacção adversa que já tinha de outros jogos com microtransacções, como Forza Motorsport 7 e Middle-Earth: Shadow of War.

O consenso geral da comunidade é que as microtransacções não têm lugar num jogo pago, principalmente em jogos que custam 69.99 euros. Todavia, há outros pontos de vista sobre a situação. Evan Wingren, um analista da KeyBanc Capital Markets, apresentou ao CNBC o ponto de vista financeiro e capitalista.

Evan Wingren disse que os videojogos não são demasiado caros, contrapondo que na realidade são até baratos se os compararmos a outras formas de entretenimento. O analista remata ainda que a reacção da comunidade às microtransacções de Star Wars: Battlefront 2 é exagerada.

"Os jogos não são demasiado caros, são demasiado baratos (e nós somos jogadores). Esta saga tem sido a tempestade perfeita porque envolve a EA, Star Wars, o Reddit e certos jornalistas de videojogos que são puristas e não gostam das microtransacções."

"Se recuares e olhares para os dados, uma hora de um videojogo ainda é uma das formas mais baratas de entretenimento. Uma análise quantitativa mostra que as editoras de videojogos estão a cobrar barato aos jogadores e deviam provavelmente aumentar os preços."

"Uma hora de um videojogo ainda é uma das formas mais baratas de entretenimento"

Um exemplo dado pelo analista Evan Wingren para fazer valer o seu ponto de vista, é o custo de ir ao cinema. Se um jogador de Battlefront 2 gastar 60 dólares no jogo e ainda 20 dólares adicionais a cada mês em microtransacções, estimando que joga 2h30 por dia, estará a gastar cerca de 40 cêntimos por hora. Num filme de cinema, gasta-se cerca de 3 dólares por cada hora. Estima-se que na televisão paga, o custo seja cerca de 60 a 65 cêntimos por hora.

É com base nestas comparações que Evan Wingren afirma que os videojogos são demasiado baratos. No entanto, não é completamente justa visto que exclui exemplos para favorecer o ponto de vista de que os videojogos são baratos. O Netflix por exemplo, por 7.99 euros por mês, oferece milhares de horas de séries e de filmes. Apesar disto, comparar videojogos com cinema não faz sentido. São tipos de entretenimento diferentes.

Pegando num exemplo das microtransacções de Star Wars: Battlefront 2, em nenhum momento de um filme nos é pedido um pagamento extra para ver uma cena extra ou para desbloquear mais cedo uma cena que envolve o Darth Vader. O cerne da discussão das microtransacções dos videojogos é que estão a prejudicar a qualidade do entretenimento, colocando os melhores conteúdos por detrás de um pagamento adicional ou muitas horas de grinding.

Certamente que a discussão das microtransacções não vai ficar por aqui. O que é tu pensas acerca de tudo isto?

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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