Melhores Jogos 2014 - Escolhas da redação

Fica a saber quais foram para o Eurogamer Portugal os melhores.

Depois dos leitores do Eurogamer Portugal terem escolhido os seus Melhores jogos de 2014, é a altura de revelarmos os nossos melhores jogos de 2014, escolhidos pela equipa do Eurogamer Portugal.

A escolha dos melhores de cada redator refere-se aos jogos que realmente jogamos, e não poderia deixar de ser de outra forma.

Em 2014 jogamos centenas de jogos, e estes são os que merecem o nosso troféu.

Vitor Alexandre - Melhor jogo do ano - Mario Kart 8

2014 foi um bom ano para a indústria, com muitos e bons jogos lançados no mercado. As consolas domésticas continuam a quebrar recordes, contrariando a tese apontada por aqueles que apontavam para o declínio destas plataformas face ao rápido crescimento dos “smartphones” e “tablets”. Apesar do bom ano em termos gerais, significativos jogos foram lançados com problemas, “bugs” e dificuldades no acesso aos servidores, obrigando os jogadores a descarregar “updates” e versões actualizadas, ainda no primeiro dia.

Neste quadro, a Nintendo continua a proporcionar uma qualidade de produção excepcional e Mario Kart 8, mesmo antes de chegar às lojas, espelhava perfeição. Com um patamar gráfico de elevada qualidade, originalidade na construção e design das pistas, e uma cadência de fotogramas digna das gloriosas produções arcade, ninguém permanece indiferente face às corridas mirabolantes de Mario Kart 8. De um apelo universal e com a fórmula mais apurada do que nunca, o novo “racer” da Nintendo é sinónimo de qualidade e acesa competição em pista até à bandeirada de xadrez.

Jorge Loureiro - Melhor jogo do ano - Destiny

Para mim não podia haver outra escolha a não ser esta. Foram muitos os jogos que experimentei durante 2014 e apenas um foi capaz de me prender durante centenas de horas. Esse jogo foi Destiny, o que é curioso. Não estava ansioso para jogá-lo, nunca tive interesse nele desde que foi revelado e só por acaso veio parar-me às mãos no lançamento para fazer a análise. Ao início não gostei, mas progressivamente conseguiu cativar-me e ainda hoje não perdi a vontade jogar.

Está longe de ser perfeito, sei disso, mas ao mesmo tempo, tem uma jogabilidade divinal, quase perfeita, que dá imenso gozo de cada vez que pego no comando. É também o primeiro jogo que prefiro jogar acompanhado do que sozinho. E as raids são simplesmente fantásticas. Nunca antes tinha experimentado algo assim nas consolas. Destiny não é o vosso típico jogo para consolas, que depois de assistirem ao final da história é para ser colocado na prateleira. O melhor de Destiny está escondido no endgame. Só depois de alcançado o nível 20 é que o jogo realmente começa. É nesta fase que se transforma numa caça ao loot para obter as melhores armas e equipamentos, tornando-se num Diablo versão FPS. Claramente que a Bungie ainda tem muito para aprender, mas o potencial de Destiny é real. É um autêntico diamante em bruto com capacidade para se tornar em algo muito melhor. Fico ansiosamente à espera para ver o que reserva 2015.

Luís Almeida - Melhor jogo do ano - Middle-earth: Shadow of Mordor

É um jogo que foi buscar bastante inspiração a jogos como Assassin´s Creed e Batman e isso nota-se logo pelas mecânicas de jogabilidade, mas isso é bastante bom até porque assenta que nem uma luva em Shadow of Mordor. No entanto, apesar da jogabilidade ser muito boa e divertida, o jogo vai além disso ao oferecer um sistema designado de Nemesis, que considero algo bastante original e interessante. Há vários Uruks que tem ambição de se tornarem Capitães ou Warchiefs e são capazes de tudo para o conseguirem, incluindo desafiar-nos.

Tendo passado inúmeras horas em Middle-earth: Shadow of Mordor, reparei que todos os Uruks que decidem falar com o protagonista, desafiando-o e provocando-o, tem sempre algo de único a dizer. Nunca vi um Uruk dizer algo que um outro já o dissera e isso é realmente um toque único e especial que deram ao jogo. A história pode não ser épica, mas é interessante até ao fim, graficamente é bastante bom, a banda sonora é bastante agradável, mas é o divertimento que proporcionou e a qualidade geral que faz deste título o meu jogo do ano.

Adolfo Soares - Melhor jogo do ano - Destiny

Poucos são os títulos que me têm agarrado e deixado completamente dependente, chegando a um ponto em que tenho que ter a dose diária. Destiny pode ter muitos problemas, muitas mecânicas que deveriam ser revistas, mas existe algo que nos prende e não o conseguimos largar. Seja a fantástica jogabilidade, o visual bem acima da média, e até a interacção com a comunidade. Aqui nunca te irás sentir sozinho, existem guardiões de todo o mundo para te ajudar. Quem não fica em estado de êxtase quando se dá o golpe final no Atheon e somos brindados com a mítica arma Vex Mythoclast?

Jorge Soares - Melhor jogo do ano - Destiny

Num ano marcado por um misto de gerações, foram poucos os jogos que verdadeiramente se destacaram da concorrência. Esta nova geração já nos brindou com todo tipo de videojogos e gêneros, e se por um lado os gráficos sobem de forma natural, muito ainda se tem que batalhar para fornecer o que de mais importante se espera de um videojogo, divertimento. Julgo que este é um dos temas que muitos jogadores se têm esquecido, um videojogo é para divertir, entreter, passar um bom bocado, quer sozinho, quer com amigos, sejam lá quem eles forem. E neste aspeto Destiny é para mim o melhor jogo de 2014. Aquele sentimento simples, puro de divertimento, de comunhão com outros jogadores, o trazer as gargalhadas de volta para os modos online, está presente em Destiny. Não precisamos aqui de retóricas complicadas, da busca de algum tipo de elevação individual, aqui estamos a falar de entretenimento direto, sem rodeios.

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