Destiny - Análise

Então, corresponde às expectativas?

Durante a semana passada a questão que mais vezes me foi colocada enquanto jogava Destiny foi, "então, corresponde às expectativas?" A questão parece simples mas na realidade é complicada até porque cada um acaba por ter esperanças diferentes. Por isso pergunto, afinal, quais eram as expectativas para Destiny? É suposto ser um marco nos FPS ou uma simples tentativa de criar um híbrido entre este género e os MMOs? Será que nos mostra o que deve ser um jogo da nova geração? No final, o que está a tentar a Bungie alcançar com este novo projeto?

Se visitarem o site oficial, vão ler que Destiny é "uma aventura épica de ação com storytelling rica e cinemática" e que representa "a próxima evolução no género FPS que oferece combinação sem precedentes de storytelling, cooperação, competitividade, gameplay online e actividades pessoais todas juntas num mundo online expansivo e persistente". Mas isto são apenas palavras e provavelmente nem foram escritas pela Bungie, responsável pela criação e produção do jogo.

Criar hype com palavras que prometem algo tão bom que nem parece real é uma estratégia usada pela indústria de jogos AAA. Claro que assim, não há jogo que consiga corresponder às expectativas, por melhor que seja (vejam o exemplo de Watch Dogs). Contudo, uma análise não deve ser feita com base no que foi prometido, mas antes por aquilo que o produto é. Foi assim que analisámos Destiny e só ignorando as expectativas podemos saber verdadeiramente se estamos perante um jogo bom, mau ou assim-assim.

Desde já quero recalcar que Destiny é para a Activision/Bungie um investimento de longo prazo. O jogo como o conhecemos agora é apenas o começo, e tendo óbvios traços de um MMO, Destiny continuará a evoluir e a crescer depois do lançamento. Daqui a alguns anos, poderá ser diferente do que temos hoje. Mas para isto, é essencial o apoio e actualizações constantes para manter a comunidade interessada meses após o lançamento, o que é mais fácil dizer do que fazer, principalmente quando uma semana após o lançamento já existem jogadores a nível máximo.

Destiny não é o jogo que compram, chegam ao fim e colocam na prateleira. Como qualquer MMO, foi desenhado para voltarem a jogar vezes sem conta de modo a enfrentar novos desafios e encontrar equipamento cada vez melhor. A premissa pode parecer superficial, mas este é um jogo que nos consome lentamente e que se torna melhor à medida que vão subindo a escada dos níveis.

Confesso que ao início não estava a ficar entusiasmado com Destiny. Depois das primeiras horas, estava rapidamente a tornar-se repetitivo e parecia que não tinha mais do que aquilo para oferecer. Piorando a situação, ainda faltava bastante para chegar a nível 20. Dei por mim a perguntar, será que Destiny não é mais do que isto? Não podia estar mais errado e depois apercebi-me do erro.

A culpa do tédio crescente era minha. Estava a jogar da forma errada. Este não é um jogo para se jogar sozinho. A partir do momento que comecei a juntar-me a pessoal da lista de amigos ou a enviar convites para se juntarem à minha Fireteam, Destiny tornou-se muito mais divertido e de repente começou a brilhar e aí percebi qual era a sua beleza. Por fora pode parecer mais um FPS entre muitos, mas a experiência que tive com Destiny foi diferente de todos os outros shooters na primeira pessoa. O lado social não só importa como eleva-o para um patamar diferente. Este é sem dúvida um jogo para ser jogado em comunicação.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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