Dustforce - Análise

Qual mulher-a-dias qual quê.

Dustforce já não é propriamente uma novidade, depois de ter conhecido uma versão no PC em 2012, que na altura foi elogiada pelo seu tema pouco comum, e uma jogabilidade que lembrava muito o Super Meat Boy. Este sidescroller da Hitbox não tem a profundidade do jogo da Team Meat, mas o modo como convida um ritmo alucinante e um exacerbado foco na temporização e execução de saltos impossíveis para obter as melhores pontuações, torna-o ideal para quem gosta de repetir os quadros vezes infinitas até chegar à perfeição.

No fundo é um jogo de plataformas, mas a sua estrutura é algo estranha e diferente do que estamos habituados a ver no género. Não existe qualquer tipo de história por exemplo, nem antagonista, não há um propósito maior para a motivação do jogador. O único e grande objetivo está em conseguir ultrapassar os níveis com a maior classe possível, para ver a nossa pontuação brilhar nas tabelas de líderes que título promove.

Cada quadro pode ser jogado com uma de quatro personagens diferentes, que de comum têm o facto de serem obcecados pela limpeza. São figuras sem nome, que a distingui-los têm diferentes cores, e principalmente, uma ferramenta distinta para tornar tudo mais limpo. O azul utiliza uma vassoura, o vermelho uma esfregona, o rosa uma espécie de “swiffer” do pó, e finalmente o verde, que como se trata de um senhor de idade, usa um aspirador.

As diferenças entre eles não são puramente estéticas, sendo que estes variam em termos de rapidez, alcance do ataque e capacidade de salto. Ainda assim, estas diferenças são quase impercetíveis e por isso não têm grande peso no que ao gameplay diz respeito. Digamos que é muito mais o que os une, do que aquilo que os… separa.

Os níveis estão divididos entre vários quadros com quatro diferentes temáticas, o laboratório, a mansão, a floresta e a cidade. Cada uma destas zonas é rapidamente identificável por uma estética própria, numa palete de cores que não varia muito de quadro para quadro. Cada área tem 12 níveis repletos de corredores imundos, áreas que o nosso personagem limpa de forma automática apenas passando por elas com a vassoura.

Existe o clássico salto duplo, um “dash”, um ataque normal e um ataque mais poderoso. Também é possível efetuar um golpe especial que arrasa com todos os inimigos das redondezas, mas para isso é necessário preencher uma barra de combo que sobe com o nosso trabalho de homem do lixo.

O movimento dos personagens é elegante, como que deslizando pelas plataformas, independentemente da sua posição. Podemos saltar duas vezes, mas se atingirmos uma parede, plataforma ou inimigo pelo caminho, as ações reiniciam, sendo possível saltar novamente. Assim, a habilidade (“skill”) entra nos momentos em que temos que deslizar pela parede, depois pelo teto, saltar, atacar um adversário no ar e saltar novamente, sempre com a maior rapidez possível.

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Sobre o Autor

Aníbal Gonçalves

Aníbal Gonçalves

Redator

MMOs e RPG são com o Aníbal. Aliás existe um rumor na redação que a sua primeira casa é o World of Warcraft. Mas às vezes também o vemos a fazer uns exercícios. Não é mau de todo.

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