Programador defende medidas anti-usados da One

Se gostam de jogos este atual modelo tem que morrer.

Adrian Chmielarz, ex-programador em Bulletstorm e um dos fundadores do The Astronauts, escreveu no seu editorial na Edge que o modelo atual de jogos usados precisa morrer se gostam de videojogos.

"Se se preocupam com os videojogos, precisam querer que este modelo morra," referindo-se à troca de jogos, o preço de 60$ para jogos AAA e o domínio de lojas como a GameStop.

O programador aconselhou os consumidores a investirem mais dinheiro nos conteúdos adicionais para prolongarem as suas experiências, discutindo o conceito de 'prolongadores artificiais'. No entanto considera que os jogos apenas ficam piores desta forma.

"Acham que qualquer programador de carne e sangue gosta de trabalhar em DLC? A maioria do tempo não, não gostam, e preferiam passar para a próxima grande coisa. Pensam que os designers de jogos ficam felizes por reconfigurar as mecânicas por suportar micro-transações?"

"Não, não ficam, eles sabem que isto não irá tornar melhor os seus jogos, e a maioria deles sentem-se sujos por saber que truques psicológicos são usados para atrair os jogadores a pagar. Pensam que as equipas não sabem que os jogos estariam melhores sem o conteúdo para encher ou os prolongadores artificiais? Confiem em mim, eles sabem."

A ameaça dos jogos usados forçou muitos estúdios a recorrer a DLC e prolongadores de jogo para evitar que troques o teu teu ou partilhes o disco com amigos, mas confessa que atualmente ninguém sabe ainda como combater eficazmente este problema sem bloquear a venda de jogos usados.

"Para mim, é o preço de 60$ que precisa morrer. A verdade é que, ninguém se preocupa com o 'direito da primeira venda' ou 'partilha com amigos' se o preço for baixo. A não ser que um filme seja mau, ninguém se queixa que pagam 10$ para o ver, e ninguém se queixa que apenas o podem ver uma vez por esse preço."

No entanto não sabe como seria preciso lidar com o futuro, mesmo matando o preço de 60$ como teriam os estúdios que lucrar: DLC? Conteúdos por episódios? Jogos mais curtos? Freemium? Single e multi separados?

"O que sabemos é que estes tipos de testes apenas podem acontecer no espaço digital. Não vão acontecer na GameStop. A GameStop - nunca o nome de uma companhia foi tão adequado - apenas se preocupa com jogos grandes e caros, e vendas de usados. Mas já estabelecemos que nenhuma destas coisas resulta em jogos melhores."

Uma vez que os estúdios e editoras não lucram com a venda de usados, somente as lojas que os vendem, os jogos provavelmente continuarão com preços elevados e o DLC será na mesma uma faceta do mercado AAA. "Enquanto a venda a retalho estiver viva, nenhuma grande editora os poderá ignorar."

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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