Se quiserem saber todos os pormenores do jogo, troféus, achievements e solução completa, não deixem de ler o guia completo de Darksiders 2.

Se há coisa da qual tive a certeza quando cheguei ao final de Darksiders II, é que se trata de um dos maiores jogos de ação/aventura do ano. E quando digo maior, não o digo apenas porque esta é mais uma aventura fantástica e entusiasmante no universo de Darksiders, mas também porque estamos aqui a falar de um jogo de dimensões enormes. Darksiders II assume proporções tão gigantescas que em comparação com o primeiro jogo, que de forma alguma era pequeno, o faz parecer um anão.

Claro que nem sempre maior significa melhor, mas Darskiders II não se trata de um desses casos. O universo de Darksiders tinha grandes limitações no primeiro. A Terra assumia o papel de fundo, onde as forças do inferno e reino dos céus colidiam. Com este segundo capítulo, o Universo expande-se em grande escala e quem jogou o original, ganha uma visão mais vasta.

Em Darksiders II vamos visitar vários mundos sob a forma do cavaleiro da morte, o irmão de War, o cavaleiro que foi colocado como o protagonista em Darksiders. O pretexto dado é que Death quer provar a inocência do seu irmão, acusado de iniciar o Apocalipse antes do previsto. A estória não é tão simples como parece. Death é uma personagem enigmática e com segredos, que serão revelados ao jogador ao longo desta aventura.

Se gostaram War, então vão adorar Death. O segundo cavaleiro do Apocalipse é destemido e nem pestaneja diante das enormes criaturas. Creio que quando se é a própria morte, não há motivos para temer nada. Afinal, é o fim em si próprio. Não se deixem enganar pelo seu corpo menos musculado que War, quando quer e quando é preciso, Death consegue ser brutal, transformando-se num Ceifeiro gigante e utilizando a sua foice para cortar ou atravessar os corpos dos inimigos.

Já sabem que desta vez assumimos o papel de um cavaleiro do Apocalipse diferente, mas será esta a única diferença do segundo para o primeiro jogo? Sendo uma sequela, naturalmente que Darksiders II usa as fundações do primeiro, porém, é um jogo bem diferente por diversas razões. Uma delas é a jogabilidade. Death é incrivelmente ágil. Correr, subir pelas paredes, e trepar vigas de madeira são coisas que Death consegue fazer sem sequer se esforçar. A Vigil Games pôde, desta forma, produzir um mundo mais vertical e com mais liberdade. Outra das razões é que Darksiders II é um híbrido entre um jogo de ação/aventura e um RPG.

O seu lado RPG torna-o num jogo que exige mais dedicação do jogador. Não é só seguir em frente e ceifar inimigos, há necessidade apanhar melhores armas, equipamento e de visitar regularmente o menu para personalizar Death. Não é habitual nos jogos de aventura haver este tipo de liberdade, podendo cada um moldar a personagem ao seu gosto, e não estou referir-me unicamente ao aspeto único que a grande quantidade de equipamento dá a Death. Com tempo e dedicação, cada um pode adaptar Death à sua forma de jogar. Se não quiserem perder tempo, basta irem equipando as armas e equipamento com as estatísticas a verde (o verde simboliza que as estatísticas são melhores), mas perde-se alguma da piada e beleza do jogo.

De repente, encontrar armas e equipamento melhor torna-se num vício, e explorar cada metro quadrado das diferentes áreas e masmorras torna-se uma necessidade, bem como verificar com atenção todo o loot deixado cair pelos inimigos. A Vigil Games não adicionou esta dimensão a Darksiders II para criar a sensação de que o jogo é longo, quando na realidade a quest principal dura pouco mais que oito horas, como acontece em outros jogos. Darksiders II não precisa disso. Só para terminar a quest principal, demorei 20 horas. E depois de terminar, ainda sobrou vontade e conteúdos para jogar mais.

O Crucible, uma arena com 100 desafios para vencer, é um desses conteúdos que ficou para o fim. Mas há mais. Ao revisitar uma masmorra do primeiro mundo de Darksiders II, encontrei um boss contra quem ainda não tinha combatido. Para quem gosta de esmiuçar tudo, Darksiders II é como uma praia paradisíaca. A juntar ao Crucible, existe um labirinto localizado num segundo mundo que esconde tesouros valiosos, e as pistas para encontrar esses tesouros encontram-se espalhadas por todos os mundos.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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