Inversion - Análise

Um shooter que brinca com a gravidade.

O sucesso de Gears of War é invejável, e mesmo que este shooter dude-bro da Epic Games não seja, por alguma razão, do vosso agrado, é inegável que é uma formula vencedora. Os números provam isso mesmo. Antes da chegada de Gears of War 3, com apenas dois jogos, a série já acumulava 12 milhões de unidades vendidas, e depois da chegada de Gears of War 3, esse número aumentou para 15 milhões no espaço de uma semana. Não é surpreendente que hajam jogos a tentar aproveitar, nem que seja uma parcela, o sucesso de Gears of War. Alguns já tentaram e falharam, e agora é a vez de Inversion tentar a sua sorte.

Inversion é um novo third-person shooter da Namco Bandai desenvolvido pela Saber Interactive, o estúdio responsável por TimeShift e Halo: Combat Evolved Anniversary. É impossível não fazer comparações com Gears of War, as semelhanças estão à vista. Não se trata apenas do uso de um sistema cobertura igual ao usado em Gears of War, e que posteriormente foi usado por variadíssimos outros jogos, as armas lembram de imediato o shooter da Epic Games, a forma como a personagem corre e a perspetiva que a câmara assume nesses momentos.

Mas Inversion tenta misturar algo original alterando o plano em que se joga. Em certos pontos pré-determinados do jogo, a perspetiva muda e as paredes tornam-se o chão que pisamos. O efeito é algo fantástico e confuso ao mesmo tempo, principalmente quando há inimigos em planos diferentes. Sem revelar spoilers, não é possível explicar como é possível modificar o sentido da gravidade, e durante uma parte considerável do jogo o jogador é mantido às escuras relativamente a este assunto, até que a dado ponto é feita uma revelação surpreendente.

O inimigo em Inversion são os Lutadore, um raça semelhante aos humanos mas mais musculados e feios. Os Lutadore aparecem misteriosamente e sem aviso prévio na cidade de Vanguard, causando o caos. Davis Russel e Leo Delgado são dois polícias de serviço que se veem metidos no meio da confusão. David corre de imediato para casa para tentar salvar a sua filha, mas não consegue nada mais que um breve relance antes de ser aprisionado pelos Lutadore.

Toda a campanha pode ser jogada a solo ou em modo cooperativo. No entanto, a estória foca-se apenas em Davis e na sua jornada por um mundo devastado para encontrar a sua filha. Leo é apenas um ajudante que não contribui substancialmente para a narrativa. A narrativa torna-se interessante porque não dá as cartas logo de uma vez. Durante muito tempo não sabemos de onde vêm os Lutadore ou de que forma conseguem manipular a gravidade, aumentando a curiosidade e interesse de capítulo para capítulo.

Além de alterar os planos, jogando com a horizontal e verticalidade, Inversion também introduz uma arma capaz manipular a gravidade que tem o nome de Gravlink (Half-Life 2?). Disparem esta arma contra os inimigos e por breves momentos estes flutuam no ar completamente desprotegidos. A arma permite puxar qualquer objeto para nós, enquanto envolvido no efeito de gravidade zero, inimigos incluídos, e atirá-los em qualquer direção. Ao princípio apenas se consegue levantar pequenos objetos, mas depois de algumas melhorias, até carros voam.

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Sobre o Autor

Jorge Loureiro

Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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