Trackmania 2: Canyon • Página 2

Montanha Russa Mania.

O modo editor é gigante, e permite criar mapas inteiros, editar apenas uma parcela da pista, editar as repetições das nossas prestações, ou até pintar a nossa viatura preparando-a para a competição. Utilizando um modo avançado para os veteranos, ou um modo simples para os novos jogadores, é possível criar uma pista bloco por bloco, ao estilo do velhinho Exitebike. Utilizando os "planets", a nova unidade monetária da plataforma Mania Planet, é possível comprar uma série de extras para o editor, novos tipos de estrada, skins ou novos carros. A personalização dos carros permite dar um toque pessoal ao nosso veículo, escolhemos um modelo e depois existe uma série de cores e autocolantes para utilizar como preferirmos.

A jogabilidade sofreu algumas alterações em relação aos títulos anteriores da série. Os carros estão de uma maneira geral mais leves do que anteriormente, no entanto, desenganem-se se julgam que não existe sensação de tração. Enquanto vamos a pouca velocidade podemos sentir o carro pesado, como que preso à pista. Já quando vamos a grande velocidade, qualquer toque nos faz perder o controlo, por vezes após passarmos por um "boost", qualquer irregularidade na pista ou pequeno toque faz o carro voar incontroladamente como uma folha de papel. Demora algum tempo até nos acostumarmos ao controle do carro e às especificidades das pistas, mas torna-se extremamente gratificante depois de os dominarmos, e uma autêntica obsessão correr contra o nosso melhor tempo vezes sem conta.

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Pobre Eurogamermobile.

O "drifting", ou seja, fazer o carro derrapar enquanto fazemos as curvas mais complicadas, assume um papel preponderante neste título, especialmente quando comparado com os Trackmania anteriores. Tradicionalmente esta manobra era bastante penalizadora, por vezes fazendo-nos perder imenso tempo depois de derrapar. No entanto, o design da jogabilidade de Canyon parece promover a utilização desta técnica em qualquer curva que requeira maior cuidado, sinceramente após um "cheirinho" no travão e uma derrapagem bem conseguida, por vezes até fica a sensação que o carro ganha velocidade.

Trackmania 2: Canyon continua a não incluir um sistema de embates com os carros adversários, afinal todo o jogo é baseado em correr contra o melhor tempo, não é uma corrida propriamente dita. Ao invés, as suas viaturas dos outros jogadores comportam-se como fantasmas, e passamos pelo meio delas não exercendo qualquer influência na sua prestação. No entanto, e como podemos colidir contra literalmente tudo o resto, Trackmania 2: Canyon inclui um sistema de estragos no nosso veículo. À medida que vamos danificando o carro com os embates, os estragos vão ficando visíveis, mas felizmente não têm qualquer influência no comportamento físico do veículo, são apenas uma adição cosmética que pretende oferecer algum realismo ao ambiente de jogo.

A estética e os ambientes de jogo, tal como o nome indica, são baseados em grandes desfiladeiros (canyons), ficando de fora para já ambientes como Stadium, Bay, Coast ou Island, de títulos anteriores. A imponência de um desfiladeiro acaba por funcionar bem, e permite a criação de pistas com saltos gigantescos, descidas de grande efeito, mas também quedas daquelas que é impossível recuperar.

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Qual seria o resultado na vida real.

O motor de jogo teve direito a um "upgrade", permitindo oferecer uma melhoria gráfica a Trackmania 2: Canyon, que o coloca numa posição não muito longe daquilo que os melhores simuladores oferecem de momento. Claro que os ambientes nunca terão tanto detalhe como por exemplo em GT5, mas as texturas no geral estão muito agradáveis e os ambientes têm profundidade suficiente para servir o propósito da experiência. Afinal aqui a velocidade é tal, que nem dá tempo para admirar a paisagem.

O sucesso deste título continuará a depender diretamente da dedicação da sua comunidade e da forma como for crescendo, em conjunção com a plataforma Mania Planet. Não traz nada de especialmente inovador para a série, mas existem claras melhorias em algumas áreas e no geral continua imensamente divertido. A única altura em que não estamos concentrados nas corridas a grande velocidade é quando o jogo carrega a pista seguinte e tal como nos Trackmania anteriores, é difícil parar, fica sempre a vontade de fazer "só mais uma pista". Quando corremos, a pressão é sempre intensa, e melhor ainda, é interior. Temos sempre que competir contra nós próprios até à perfeição. Gostei imenso do tempo que passei com o jogo desde a beta até agora e posso dizer inclusive que fiquei com vontade de continuar a jogar Trackmania 2: Canyon nos próximos tempos, o que não é muito comum depois que escrevo a análise. Esse é o melhor elogio que lhe posso dar.

8 /10

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Sobre o Autor

Aníbal Gonçalves

Aníbal Gonçalves

Redator  |  Darthyo

MMOs e RPG são com o Aníbal. Aliás existe um rumor na redação que a sua primeira casa é o World of Warcraft. Mas às vezes também o vemos a fazer uns exercícios. Não é mau de todo.

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