Depois da apresentação na conferência da Nintendo aqui na E3, tivemos a oportunidade de deitar as mãos à nova consola caseira da Nintendo. Após ter bebido todo o café corremos para experimentar as demonstrações que estão aqui presentes no evento que decorre em Los Angeles e a verdade é que a Nintendo tem novamente que apostar na frase promocional, "É preciso mesmo experimentar." Isto porque durante a conferência ficaram algumas dúvidas em relação ao que seria Wii U. Uma nova consola? Uma nova plataforma? Um novo comando para a Wii como o vídeo parecia sugerir? Todas estas perguntas eram ouvidas por todo o lado e a consola que já é chamada de Wu por alguns dos jornalistas que circulam pelos corredores do evento conseguiu tornar o ceticismo de ontem em genuíno interesse.

Muito se debateu sobre a Wii U antes da E3 e enquanto alguns rumores foram confirmados, nova consola com um comando com ecrã táctil, outros simplesmente foram deitados fora pois a nova consola da Nintendo é bastante pequena e de certa forma altamente similar à Wii. A Nintendo não quer romper de forma alguma com a atual imagem que possui e tal parece inteligente pois mantém tudo dentro de um familiar e dentro das cores que já se lhe vão sendo associadas, branco e azul. Sim, a consola é nova e sim, é muito parecida com a Wii à primeira impressão mas tal como fez com a atual, para a Wii U a Nintendo coloca-a de lado para dar todo o destaque ao comando. Ao ponto de a Nintendo apenas vender um comando com cada consola e não o vender em separado, limita a jogabilidade mas reforça a sua posição singular.

Esta espécie de tablet é o comando da nova consola e é novamente a parte central de todo o entretenimento caseiro nesta consola que marca a entrada da Nintendo, de uma vez por todas, na geração de jogos em alta definição. Já foi confirmado que vamos ter uma placa gráfica da ATI e segundo a Nintendo podemos esperar uma qualidade visual ao nível das atuais consolas de alta definição. Mas para falar de tudo o que interessa sobre o que nos foi possível experimentar aqui, vamos então abordar as demonstrações e demos tecnológicas aqui em exibição.

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Tal como viram na conferência, a demonstração tecnológica que nos mostrava um pássaro a voar pelos céus com lindas paisagens de fundo foi o nosso primeiro ponto de paragem. Confesso que me arrepiei quando vi a demonstração na conferência pois pensei logo em Shenmue, seria aquele toque de mestre mas que infelizmente ficou por sonhos. Aqui não nos ficamos só pelo vídeo, pegamos no comando e tivemos o primeiro contacto mais detalhado da experiência Wii U. Primeiro vamos ao que todos querem saber, como é o comando. Já referimos que se parece com um tablet e a sua enorme ergonomia sentiu-se logo de imediato assim que pegamos nele.

É leve, o seu tamanho sente-se adequado e parece pronto para para qualquer tipo de mãos se bem que alguns jogos como Battlefield 3 ou Darksiders 2 podem forçar exigências que estas demonstrações não faziam. O esquema e estrutura dos botões sentem-se naturais e os botões traseiros surgem em pontos nos quais os dedos descansam naturalmente. Os analógicos surgem em cima do botão direcional e dos botões frontais, nos respetivos lados, em cima do ecrã temos uma pequena câmara para aquelas desejadas fotografias.

Falando em ecrã este é um dos pontos mais extraordinários do comando. Com 6.2 polegadas, surge imponente com o seu brilho e alta qualidade visual nas nossas mãos, parece quase inacreditável que conseguimos ter uma imagem tão poderosa em dois momentos ao mesmo tempo. Táctil como se esperava, a capacidade para alternar instantaneamente a sua imagem para o televisor é surpreendente. Basta pressionar um botão e do comando no qual o jogo decorre passa para comando com informação auxiliar e complementar à ação que decorre no televisor. Pensem numa espécie de consola portátil que ao mesmo tempo pode ser um ecrã auxiliar, em tons similares ao que a Nintendo implementou nas suas mais recentes portáteis.

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Quando à demonstração tecnológica esta permitia ver na televisão o decorrer do voo e os ambientes, enquanto que no comando era mostrada outra imagem. Essa imagem no ecrã podia ser movida para ver mais para além da cena, movendo os analógicos. Não faz nada mais do que atestar as capacidades gráficas da nova consola e de mostrar o que poderá vir a ser feito no futuro. Isto tanto em termos visuais como em termos do uso de duas imagens diferentes em cada ecrã, o do televisor e o do comando, e a interatividade do segundo exemplo.

Na sua procura pela centro da sala de estar, a Nintendo não brincou quando disse que ia redobrar esforços e para provar que está atenta às suas principais séries e ao que os fãs mais pedem deles, na E3 tivemos a oportunidade de conhecer a demonstração tecnológica interativa baseada em The Legend of Zelda. Esta demonstração serviu para revelar dois pontos extremamente importantes, o potencial gráfico da consola, tendo em conta que ainda está em desenvolvimento e que os estúdios ainda estão a brincar com ela, e para mostrar que as séries clássicas que todos querem ver vão ter toda a atenção da companhia quando esta for lançada.

Extremamente curta mas extremamente bela, a demo mostrava Link a entrar numa catedral com passos curtos e altamente alerta quanto ao que o rodeava. Como se estivesse a fugir de algo ou pressentisse que algo iria surgir para o atacar. Eis então que, após chegar a meio, Link fica frente a uma enorme aranha que surge para o atacar. Após a "apresentação" da aranha a demo termina e o jogador fica apenas com a possibilidade de a voltar a ver. Eu pelo menos fiz três vezes...e meia. Isto até perceber que haviam pessoas na fila à espera e que não podia passar as próximas horas a repetir os mesmos três minutos.

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Sobre o Autor

Bruno Galvão

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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