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Dark Souls III: Ashes of Ariandel - Análise

Uma nova área está à vossa espera neste DLC.

A neve é reminiscente de Crown of the Ivory King, um dos DLCs de Dark Souls II.

Ashes of Ariandel prolonga a experiência de Dark Souls III, mas é curto e os seus conteúdos não convencem.

Depois de um lançamento de sucesso em Abril, chegou a altura de voltar a Dark Souls III. A From Software lançou a 24 de Outubro o primeiro conteúdo adicional: Ashes of Ariandel. Até agora a From Software tem tido um bom historial no que toca a conteúdos adicionais e, portanto, havia expectativas positivas para esta primeira entrega. Resta sublinhar que este é o primeiro de dois conteúdos adicionais planeados para Dark Souls III. O último conteúdo adicional tem previsão para 2017.

Em termos de conteúdos brutos, Ashes of Ariandel é composto por uma nova área com novos inimigos, algumas novas armas, novos feitiços, novos conjuntos de armaduras, dois bosses adicionais e uma arena PVP. Desta perspectiva, o preço de 14.99 euros de Ashes of Ariandel não parece exagerado, mas depois de experimentarmos todos os conteúdos que tem para oferecer, descobrimos alguns pontos menos positivos. Mas antes de mais, é importante realçar que este conteúdo adicional trata-se de oferecer mais da experiência de Dark Souls aos fãs. Se mesmo após terem concluído o jogo várias vezes ainda têm vontade de jogar, talvez Ashes of Ariandel seja indicado para vocês.

A área de Ashes of Ariandel é lindíssima. Dark Souls III, e os restantes jogos da série, já nos tinham deliciado com cenários dignos de quadros, e Painted World of Ariandel (o nome oficial da nova área) traz-nos mais cenários que despertam essa sensação. Depois de falarmos com o NPC Slave Knight Gael na Cleansing Church, somos transportados para o mundo gelado de Ariandel. Logo na primeira área percebemos que o tema deste DLC são as emboscadas. A série Dark Souls sempre foi conhecida por apanhar os jogadores desprevenidos, colocando os inimigos escondidos ou em sítios improváveis, e Ashes of Ariandel aposta particularmente neste aspecto.

"A área de Ashes of Ariandel é lindíssima"

Ashes of Ariandel deixa uma impressão inicial positiva com uma área coberta por neve e com pouca visibilidade, o que suscita cautela ao avançar. Mais adiante, e até ao final do DLC, vamos encontrar alcateias de lobos. Não são adversários difíceis, a dificuldade está no número de lobos que podem aparecer em simultâneo. Além dos lobos, existe um novo tipo de inimigos disfarçados de árvores e que não se mexem ou atacam até estarmos perto, daí ter dito antes que as emboscadas são o tema de Ashes of Ariandel. Apesar de termos sido apanhados desprevenidos no início, rapidamente vão perceber quando estão prestes a entrar numa ratoeira, principalmente se têm familiaridade com Dark Souls.

Existem alguns recantos escondidos e pequenas oportunidades de exploração, mas não é possível esconder o facto de que Ashes of Ariandel é um conteúdo adicional de curta duração. Dentro de quatro horas pode-se descobrir tudo e chegar ao final. Se compararmos este DLC a Old Hunters, o DLC de Bloodborne, a longevidade é muito menor. Embora o preço de Old Hunters seja ligeiramente superior (custava 19.99 euros no lançamento), o valor obtido é muito maior. Além disso, Ashes of Ariandel chegou seis meses após o lançamento de Dark Souls III. Esperava-se que o DLC oferecesse um pouco mais do que aquilo que oferece.

Os bosses de Ashes of Ariandel são uma experiência mista. O boss final (que na realidade foi que o que encontrei primeiro, visto que o outro boss pode ser enfrentado antes ou depois) pode ser frustrante. Sei que dizer isto em Dark Souls pode parecer redundante já que a dificuldade associada aos bosses frequentemente leva à frustração, mas pessoalmente, foi o boss mais frustrante de Dark Souls IIIl. O último boss está dividido em três fases. A primeira fase é acessível, enquanto que a segunda parece ser uma uma espécie de homenagem aos terríveis Dragon Slayer Ornstein & Executioner Smough do primeiro Dark Souls. Ainda assim a segunda fase não é muito complicada. A complicação surge na terceira fase.

"Ashes of Ariandel não vem trazer nada de novo à experiência de Dark Souls III"

Quando o boss final chega à última fase, preparem-se para fugir. A última fase pode ser comparada a uma Lady Maria (um boss de Bloodborne) com esteroides. É extremamente rápido, parece ter uma barra de stamina infinita, e tem um leque de ataques impressionantes, tanto a curtas como a longas distâncias. A dificuldade é muito superior às restantes duas fases e diria até que roça o injusto. Embora Dark Souls III tenha adoptado um sistema de combate mais rápido que se aproxima de Bloodborne, o último boss de Dark Souls III é exageradamente rápido. Mesmo com uma arma leve, tive dificuldade em gerir a barra de stamina, visto que gastava grande parte para fugir aos ataques e quando chegava o momento de atacar estava sem folgo. O outro boss segue uma estrutura semelhante ao último, sendo que a dado momento também vamos enfrentar dois adversários ao mesmo tempo.

Ashes of Ariandel não vem trazer nada de novo à experiência de Dark Souls III, pelo menos no que toca ao PVE. Já no PVP, a novidade é uma arena onde podem enfrentar outros jogadores sem nada a perder, a não ser vergonha da derrota ou a glória da vitória. A ideia da arena é bem-vinda e permite que embarquem em confrontos de vários tipos, como um brawl de seis jogadores uns contra os outros, confrontos de dois contra dois, ou se preferirem, o tradicional um contra um. O problema da arena é só um e arruína a experiência: latência. Em todos os confrontos encontramos uma latência considerável, ao ponto que sofremos golpes quando na imagem mostrada na televisão estamos fora de perigo. O mesmo vale para os nossos ataques, que não são detectados embora a imagem mostrada conte outra história. Portanto, a arena é uma boa ideia, mas latência a este nível não pode ser tolerada num jogo online.

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